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Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 13h:08 | Atualizado: 17/07/2019, 19h:22

BLECAUTE

Reitora afirma que ministro empenhou mas não havia liberado recursos da UFMT

Allan Pereira

Myrian Serra

A reitora Myrian Serra discursa durante o ato em defesa da universidade, realizado na manhã desta 4ª, em Cuiabá

Após a UFMT ficar quase sete horas sem luz, nesta terça (16), a reitora Myrian Serra afirmou, em um protesto dentro da intituição nesta manhã (17), que as faturas de energia elétrica atrasadas, no valor de R$ 1,8 milhão, vão ser pagas ainda hoje. Ela esclareceu o "apagão" para alunos, professores e técnicos, que organizaram um ato em defesa a universidade. Mas já adianta: "a partir de hoje, não temos nenhum centavo para pagar qualquer fornecedor".

Myrian também não comentou a crítica do ministro Abraham Weintraub. Com o apagão, que teve repercussão nacional,​ ele disse que o corte é resultado de má gestão. Disse ainda que fez, na última sexta (12), um repasse de R$ 4,5 milhões para a instituição. A reitora confirmou a transferência. "[Mas] o dinheiro não existia na nossa conta", explica, pontuando que o dinheiro depende da liberação do Governo Federal, pois o valor estava empenhado, mas o pagamento de fato não havia sido feito.

Enquanto isso, Myrian negociava com a Energisa e tinha uma reunião marcada para esta quinta (18) com a direção da concessionária, que garantiu o fornecimento da energia até a data do encontro. Mas, na terça (16), a empresa cortou a energia de todas as unidades administrativas e acadêmicas da UFMT. "Uma ação bastante orquestrada, por que, para nós, foi uma surpresa de fato", aponta em referência às combinações feitas.

Myrian estava em Sinop e se deslocou para a Capital depois do corte de energia. Em seguida, ela entrou em contato com o Ministério da Educação (MEC) e pediu urgência para pagar as faturas atrasadas no valor de R$ 1,8 milhão. Segundo a reitora, o MEC liberou o repasse no valor da dívida e um grupo de pró-reitores conversaram com a Energisa e informaram que só poderiam liquidar a tarifa nesta quarta (18), quando o dinheiro cairia na conta da UFMT. Eles pediram que a energia fosse religada, o que ocorreu.

A Energisa aceitou o acordo de pagamento e restabeleceu a energia ainda no fim da tarde desta terça. Sobre a liberação do restante do dinheiro garantido a UFMT, Myrian disse que depende do Governo Federal. Mas o dinheiro só deve garantir para honrar os compromissos atrasados dos últimos três meses, segundo a reitora.

“O que de fato estrangula a nossa gestão não é a questão orçamentária, mas como se dá o pagamento”, disse. A reitora explica que não há certeza de que as universidades vão receber dinheiro e que a “imprevisibilidade do recurso financeiro” é o elemento que diferencia a gestão de 2018 para este ano.

A reitora destacou ainda que, desde 2014, as universidades passam por diversos contingenciamentos e, mesmo com o cenário de crise, os pagamentos foram cumpridos até 2017. Mas, no ano passado, o Governo Federal anunciou o suprimento de 5% do orçamento e, para este ano, de 20%. Segundo Myrian, os cortes fazem aumentar o déficit na universidade.

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Comentários (5)

  • Caio | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 23h03
    1
    1

    Isso é um misto de incompetência e roubalheira

  • Moreira | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 17h04
    5
    4

    Fala em Auditoria pra essa senhora, ela se treme igual vara verde.

  • Juca | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 16h12
    8
    4

    Ta na hora de abrir a caixa preta dessas instituições federais, tem que mostrar cada centavo com o que se gasta de dinheiro publico nessas instituições. Ta na hora de mostrar pra sociedade o que esta instituição anda fazendo com o dinheiro publico. Balanço de dinheiro e de alunos, e mostrar pra sociedade quantos alunos estão sendo sustentado por dinheiro publico que já se passaram da hora de se formar e trabalhar mas continua a quase 10 anos na UFMT fazendo um curso de 4 anos. Ou seja, não se forma pois não quer largar a teta de mamar das benesses de dinheiro publico. Levantar viagens de alunos e professores pagos com dinheiro publico e verificar se realmente estão cumprindo com a finalidade ou estão indo simplesmente a passeio. Tem ótimos profissionais e alunos a federal mas também tem muito "mamador de leite publico". Garanto que vai aparecer muito "lagosta e caviar" sendo pago com dinheiro publico.

  • alexandre | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 16h03
    4
    2

    foi no dia 05/07, tem que mostrar, os relatorios de ARR , passou 4,5 MI pagou apenas uma conta de 1,8 milhão ?

  • Fagner Lemos | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 14h53
    12
    3

    É só apresentar os relatórios orçamentários e financeiros e a máscara de quem está mentindo vai cair. Empenho não significa pagamento se não tiver financeiro pra pagar.

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