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Segunda-Feira, 23 de Dezembro de 2019, 16h:54 | Atualizado: 23/12/2019, 17h:00

RONDONÓPOLIS

Reitora da UFR crê na abertura de novos cursos e elogia governo: nosso parceiro

Universidade deve ter R$ 1,5 milhão de investimento e R$ 13 milhões para custeio no próximo ano

No próximo ano, o orçamento previsto pela Lei Orçamentária Anual (LOA) para a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) deve ser de R$ 1,5 milhão de investimento e, aproximadamente, R$ 13 milhões para custeio, de acordo com a nova reitora pro tempore da instituição, Analy Castilho Polizel. Ao , Analy falou sobre o processo de desmembramento da UFMT, mas não quis responder questionamentos sobre a política educacional adotada pelo presidente Jair Bolsonaro através do ministério da Educação. 

Reprodução

Reitora UFR Analy Castilho

Reitora UFR Analy Castilho destaca destinação de emendas que vão incrementar orçamento e detalha investimentos

Conforme Analy, o orçamento da nova universidade de Mato Grosso também contará com cerca de R$ 10 milhões advindos de emendas parlamentares, que serão destinados à reformas da UFR, entre elas a finalização do prédio do curso de medicina e criação do "Ambulatório Escola", que pretende integrar alunos de enfermagem, medicina e psicologia no atendimento a população. 

A reitora, que possui graduação e mestrado em Agronomia pela Universidade Federal de Uberlândia, além de doutorado em genética e bioquímica pela mesma instituição. Ela foi eleita em 2016 para ocupar o cargo de pró-reitora do câmpus Rondonópolis ainda era uma das cinco extensões da UFMT no interior. 

Em 11 de dezembro, ela foi nomeada pelo Ministério da Educação como reitora pro tempore, por tempo indeterminado, da recém-criada UFR. A publicação marcou o último ato de criação da instituição de ensino. De acordo com Analy, o desmembramento da UFMT é uma conquista, resultado de mais de 20 anos de luta desde o início das discussões até a nomeação dela. 

"Na época [em meados de 2008] o ministro da Educação em exercício pediu algumas solicitações, ampliação de programas de pós-graduação, que até o momento não tínhamos. Todo o corpo técnico docente e discente trabalhou, no sentido de aumentar as publicações, a produtividade científica e as extenções, para cumprir esses requisitos", explica. 

Plantação de maconha e revolução no ensino 

Recentemente, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi convocado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para dar explicações sobre as declarações dadas à imprensa de que existem plantações de maconha e laboratórios de produção de drogas sintéticas em universidades federais do Brasil. Na ocasião, Weintraub também alegou que “adoraria ter sido convidado para falar sobre a revolução no ensino”. 

No início do mês, Bolsonaro falou sobre o contrato com a associação responsável por gerir a TV Escola desde 1995, que não foi renovado. O presidente declararou que a programação do canal "deseduca" e afirmou que Paulo Freire, patrono da educação brasileira e educador de reconhecimendo mundial, era um "ernergúmeno" (ignorante, boçal, imbecil, segundo definição do dicionário Houaiss). 

Apesar dos constantes ataques à educação pública e declarações contrárias às universidades federais por parte do Governo, ao ser questionada sobre a política educacional ou falas públicas sobre Bolsonaro e Weintraub, Analy pediu que o foco da entrevista se mantesse apenas em questões que envolvessem a implantação da UFR. 

Para a reitora, a política educacional do Governo não vão interferir na "construção da nova universidade de maneira fortalecida". De acordo com ela, o Ministério da Educação é um "grande parceiro" e Weintraub se colocou à disposição da instituição. "É momento de junção de forças. Esse desmembramento propícia melhor evolução e maior crescimento na educação do nosso estado nacionalmente", avaliou. 

Sobre o programa Future-se, apresentado pela primeira vez em julho deste ano pelo Governo Federal com objetivo de reestruturar o financiamento do ensino superior público ao ampliar o papel das verbas privadas no orçamento das universidades, a reitora disse que a proposta está sendo remodelada e que a instituição ainda não teve acesso à novas versões. 

Apresentado pela primeira vez em julho, o Future-se é uma proposta do governo federal para ampliar as fontes de financiamento das universidades e instituto federais – a ideia é manter o orçamento anual das instituições, aprovado sempre pelo Congresso Nacional, mas alterar leis para expandir as possibilidades de captação de recursos, incluindo a possibilidade de contratação de organizações sociais para a execução de atividades.

O Future-se tem sido debatido em várias universidades federais, e foi criticado por ser pouco detalhado e por possíveis riscos à autonomia da gestão financeira das instituições. Para Analy, "o empreendedorismo, inovação tecnológica e integração com a sociedade" são as principais "saídas" para a melhora do ensino público. 

Criação de novos cursos 

Com o desmembramento, a expectativa da reitora é de que ocorram melhoras nos processos administrativos, evolução na quantidade de cursos e possibilidade de novos programas de pós-graduação. De acordo com ela, uma pesquisa realizada em escolas secundaristas de Rondonópolis demonstrou a necessidade da criação de uma graduação em direito na UFR. 

"A UFMT tem uma política de criação também, mas, no entanto, fazíamos parte de um hall de cinco campi que são olhados pela UFMT", explicou. 

A UFR, que atualmente possui cerca de 3.900 mil alunos efetivamente matriculados, tem 19 cursos de graduação são eles: pedagogia, história, matemática, geografia, ciências biológicas, ciências econômicas, medicina, sistemas de informação, letras (com habilitação em português e em inglês), ciências contábeis, biblioteconomia, licenciatura em informática, zootecnia, psicologia, enfermagem, engenharia mecânica, engenharia agrícola e ambiental, e administração (ministrado na modalidade Educação à Distância (EAD).

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