Cidades

Terça-Feira, 13 de Agosto de 2019, 15h:53 | Atualizado: 14/08/2019, 11h:46

Reação

Sindicatos e movimentos se unem para defender educação e criticam "desmonte"

Horas antes da concentração da categoria do ensino se reunir para protestar na praça Alencastro, nesta terça (13), sindicatos, diretórios, movimentos sociais e entre outro grupos civis lançaram a "Frente em Defesa da Educação Pública de Mato Grosso". Para eles, o ensino público passa por um desmonte por conta dos cortes e contingenciamentos em seus orçamentos. O foco do grupo vai recair sobre políticas da educação e, entre eles, o Future-se, que abre a possibilidade de participação da iniciativa privada na gestão das universidades.

Allan Pereira

Frente em Defesa da Educa��o P�blica de Mato Grosso

Reginaldo e representantes dos sindicatos durante lançamento da Frente em Defesa da Educação Pública de MT

A Frente não se trata de uma nova organização sindical ou administrativo de classe. Segundo primeiro vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) Reginaldo Silva de Araujo, o grupo visa reunir entidades sindicais de diferentes áreas de atuação em defesa da educação e atuará nas três esferas governamentais: municipal, estadual e federal. Eles seguem uma série de princípios dispostos na Carta de Manifesto, como destinação de 10% do PIB para a educação, cumprimento das leis de carreira e valorização dos profissionais.

“Nós não estamos pedindo novas legislações para garantir direitos. Estamos solicitando que os direitos, que estão nas letras das leis, sejam cumpridos”, disse Reginaldo.

Reginaldo pontuou também que a reitoria tem se mostrado “acovardada” e busca uma forma de pressioná-la por uma posição. “O Future-se é a perda daquilo do que está na Constituição Federal, que é a autonomia da universidade. É o risco a democracia da universidade”. Ele destaca que diversas universidades já organizaram assembleias e tem se posicionado contra o programa.

Também foi esta a posição da coordenadora geral do Sintuf, que representa os técnicos da UFMT, Leia Souza. Para ela, é necessário “pressionar a administração da universidade” para se manifestar “contrária ao Future-se”. “Nós achamos que a universidade, através de sua gestão, está muito fraca em relação ao programa. Há necessidade de uma resposta urgente".

A diretora de comunicação da Adufmat, que representa os professores da UFMT, Lélica Lacerda ressalta que o país gasta cerca de 45% de suas finanças com pagamentos de juros de dívidas e que somente 4% vai para a educação. Nesta linha, pondera que tentam criminalizar falsamente as universidades e a educação.

Estudante do curso de engenharia elétrica e coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Matheus Araujo pede união. “É nesse momento de crise onde simplesmente que vemos nossos futuros colegas não sabemos se depois de formar vamos encontrar uma profissão. É vendo a angústia de cada trabalhador de como está sendo sucateado e destruído a engenharia desse país. Como está sendo destruído os cursos de docência. Como está sendo destruído tudo simplesmente para garantir mais lucro”, disse.

A Frente conta com o apoio de outros sindicatos, entidades e movimentos sociais. São eles: Conselho Regional de Psicologia, Fórum Permanente de Saúde, Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Sinasefe), Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Sinetran), Associação dos Docentes da Universidado do Estado de Mato Grosso (Adunemat), Federação Nacional de Sindicatos da Educação Superior (Fasubra) e entre outros.

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Comentários (10)

  • Leo Val | Quinta-Feira, 15 de Agosto de 2019, 17h57
    1
    0

    Nenhum país consegue ir a lugar nenhum sem educação. Desconfiem de quem não defende a Educação! Esses, sim, querem um povo que serve de massa de manobra pra tudo.

  • Patrícia | Quinta-Feira, 15 de Agosto de 2019, 17h55
    1
    0

    Gente, nós defendemos a Educação em todos os governos! Fomos para as ruas nos governos do FHC, sim, nos governos Lula e da Dilma também! Estávamos lá o tempo inteiro, tomando bomba, apanhando da polícia! Onde é que vocês viviam? Parem de falar tanta besteira! Se não querem ajudar, também não atrapalhem quem dedica seu tempo e conhecimento a essa luta importantíssima e que beneficia a todos.

  • Dani | Quarta-Feira, 14 de Agosto de 2019, 11h47
    0
    1

    Sindicato petista.... a classe mais importante, que são os professores, comprados ideologicamente. Uma grande pena!

  • alexandre | Quarta-Feira, 14 de Agosto de 2019, 11h17
    0
    0

    Prioridade do novo mandato de Dilma, Educação sofre corte de R$ 7 bilhões, o objetivo é a balburdia...

  • deovaldo | Quarta-Feira, 14 de Agosto de 2019, 10h34
    1
    2

    Os caras vem agora e dizem que este governo esta acabando com a Educação neste país, pois bem desde FHC, LULA, DILMA, ninguém investiu pesado na Educação, pois quanto mais alienado for, fica mais fácil ser manipulado em troca de voto, eita zé povinho, não aprendem mesmo, hilario é se juntarem agora, porque não cobraram nos governos Mula e mae dilma de oxa...pqp,,vão trabalhar, está acabndo a mamata de receber $$$$$$$$$$$$$$$$$$$, por fora né....

  • jose renato | Quarta-Feira, 14 de Agosto de 2019, 08h37
    2
    1

    Tudo vermelho professores comunista.

  • Luciana | Quarta-Feira, 14 de Agosto de 2019, 07h28
    3
    2

    Parabéns!!! Temos que resistir mesmo ao que esses governos estão fazendo. As pessoas já morreram em vida?! Parece que estamos vivendo um pesadelo com esse idiota corrupto no poder.

  • joao | Terça-Feira, 13 de Agosto de 2019, 22h13
    5
    2

    BANDO DE VAGABUNDOS PETRALHAS

  • alexandre | Terça-Feira, 13 de Agosto de 2019, 19h03
    4
    2

    cabem numa KOMBI....

  • jj | Terça-Feira, 13 de Agosto de 2019, 16h41
    7
    0

    so comunista lokos

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