Cidades

Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2021, 15h:56 | Atualizado: 28/01/2021, 14h:21

BARBA E TATUAGEM

Sintep repudia discriminação sofrida por professor em escola: "ataque à liberdade"

O Sintep, sindicato que representa os trabalhadores no ensino público de Mato Grosso, divulgou nota de repúdio contra o que classifica como “atentado a dignidade humana e à liberdade de Cátedra” sofrida pelo  professor de educação física Gibran Dias Paes de Freitas. Ao ser atribuído para trabalhar na Escola Militar Tiradentes, antiga Escola Estadual São João Batista, de Barra do Garças (a 520 km de Cuiabá), o educador foi  comunicado que só poderia exercer a atividade  se tivesse a barba cortada, tirasse o brinco e escondesse as tatuagens.

Arquivo Pessoal

Professor Gibran certa

O professor de Educação Física Gibran de Freitas denunciou intolerância na escola estadual

Segundo o Sintep, a atitude desrespeita a dignidade humana e demonstra a intolerância que acomete a  sociedade. Afirma ainda que a intolerância que está sendo propagada para dentro das unidades escolares por meio da entrega da gestão das escolas públicas para as forças de segurança, incluindo Polícia Militar (PM), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Corpo de Bombeiros (CB).

“Manifestamos o total repúdio à política de militarização de escolas públicas em Mato Grosso, capitaneada pelo Deputado Estadual Silvio Fávero (PSL), intensificada a partir de 2020. Um processo que ocorre por meios truculentos, antidemocráticos, envolvendo a secretaria de educação (Seduc), Prefeitos, Vereadores e os comandos das polícias Militar, Rodoviária Federal e Corpo de bombeiros, para implantar nas escolas civis públicas a chamada ‘metodologia de ensino’ dos colégios da Polícia Militar em favor de implementação das chamadas escolas cívico-militares”, diz trecho da nota de repúdio.

As justificativas utilizadas pelos governos para implementar a militarização são comuns, destacando-se  “baixa qualidade educacional” oferecida nas escolas públicas e a necessidade de melhoria dos índices educacionais; combate à violência; valorização do discurso militar da disciplina, hierarquia, ordem, respeito e controle. No entanto, o Sintep afirma que o modelo promove criminalização da pobreza e desvalorização da escola pública e da gestão democrática.

 “Desse modo o Sintep  conclui manifestando-se radicalmente contrário à demonstração de intolerância, preconceito, ataque à dignidade humana e liberdade de cátedra justificada por dogmas e preceitos das escolas públicas militarizadas em Mato Grosso e solidariedade ao professor Gibran Dias Paes de Freitas, se colocando à disposição para que tal agressão à dignidade humana e de cátedra não fique impune. Assim como, reafirmamos a defesa intransigente do sindicato, pela escola pública como espaço universal do exercício democrático de diálogo, pautada por relações horizontais, organização livre dos estudantes, que acolhe e valoriza as marcas éticas, estéticas e identitárias de raça-etnia, cultura, território, gênero e sexualidade”, completa a nota. 

Além de buscar apoio junto ao Sintep, do qual faz parte da diretoria, Gibran fez representação ao Ministério Público Estadual (MPE) e acionou assessoria jurídica. Isso porque pretende acionar o Estado por dano moral.

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Comentários (13)

  • Paulo | Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2021, 09h05
    1
    0

    SINTEP, por favor, vocês tem algo mais interessante pra cuidar. Vá tratar de encontrar solução pra melhorar a qualidade do ensino. Vá discutir solução para fazer com que essa geração de alunos que temos passa a estudar de fato e esquecer os jogos de internet, é a unica coisa que os adolescentes fazem hoje. Fosse esse cidadão tentar uma vaga numa escola adventista ou de outra igreja pra vê, lá tambem tem regras que destoa do comportamento dele. Deixa de mi mi mi, e quer dar aula lá que siga as regras de lá e pronto.

  • Suzana Simões | Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2021, 08h50
    3
    0

    Ja dei aulas em uma escola de uma certa religião , onde não podia calça comprida para as professoras, não podia blusas com decotes que eles consideram ousados, blusas de manga, 8 aulas de religião além da minha disciplina e eu segui as regras da minha instituição embora não sendo da mesma religião. Temos que nos adequar a cada local de trabalho , para isso existe hierarquia, ou acham que é só ganhar o dindim e não seguir as normas da casa? SINTEP vá cuidar da grade curricular, educação de qualidade, capacitação para professores, condições de acesso as aulas aos alunos. E agradeça a Deus por estar ter o que fazer.

  • antonio da silva | Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2021, 08h23
    0
    0

    antonio da silva, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Paulo | Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2021, 07h12
    6
    0

    O sujeito vai trabalhar numa empresa chega lá tem de usar uniforme proprio, crachá, tem normas. Só professores que acha que tem de trabalhar do jeito que ele quer. Por isso que infelizmente a profissão está banalizada. Oras a escola está lá, com as regras dela a muito tempo, ele que foi lá. Se acha que não concorda com as regras não vai. Vai querer agora mudar pro jeito dele, é ele que tem de se adequar à escola.

  • JEFERSON SILVA DE MATOS | Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2021, 07h05
    5
    0

    Vou entrar lá na Seduc de bermuda.

  • alexandre | Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2021, 22h55
    15
    1

    é trabalho, na festa ele vai do jeito que quiser...toda instituição tem normas, até a seduc.

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2021, 22h40
    4
    5

    Dra Lucia de Nova Mutum defendendo a Tradicional familia cuiabana kkkkkk

  • Gilson L da Silva | Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2021, 22h21
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    0

    A militirização das escolas públicas vai ser a única forma de dar dignidade e respeito aos professores, que na minha época os senhores eram chamados de mestre, tinham o nosso respeito e admiração. Hoje a ideologia partidárias de vocês estão criando cobras que estão picando vocês (ou melhor batendo nas suas caras, dando porrada). Ainda é tempo, vocês devem e merecem ser respeitados como mestre, mas tem que optar pelo caminho da ideologia politica ou da profissão mais admiradas no mundo, as do mestrea!

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2021, 22h14
    3
    5

    Sempre uma Dra ... ora uma doutora de Chapada, hora de Primavera do Leste hora se Sinop, agora uma Dra de Nova Mutum ... sempre uma doutora desrespeitando professores com o aval do RDNews.... Sabem que é fake o perfil e liberam os comentários... complicado...Professores e jornalistas são as vitimas dessa gente ....quando teremos uma consciência de classe trabalhadora?

  • Rubens | Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2021, 22h07
    2
    7

    Não existi família tradicional para o ser Superior "DEUS " Do pó Vieste, ao pó voltarás. Com grana, com barba, sem barba, todos vão partir desta vida. É lamentável a mentalidade pretoriana da idade média que alguns cidadãos ainda carregam!

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