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Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 08h:24 | Atualizado: 16/05/2019, 11h:21

Várzea Grande chega aos 152 com apenas 30% do esgoto coletado e só 17% é tratado

VG

Várzea Grande, que é a segunda cidade de MT em população, tem um grande desafio para resolver, o saneamento. No detalhe, cenas comuns do cotidiano

De todo o esgoto produzido por moradores de Várzea Grande, só 30% é coletado pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município. A cidade chega aos 152 anos de fundação nesta quarta (8) ainda com o desafio de ampliar esses serviços e melhorar o seneamento básico. O problema é histórico.

O diretor-presidente do DAE, Ricardo Azevedo, diz que, sem ajuda financeira do Estado ou do Governo Federal, o crescimento será “vegetativo”, porque as obras são de alto custo.

�gua

Problema na distribuição de água em VG é que ainda é intermitente

Em relação ao abastecimento de água, a situação é diferente. O DAE fechou o ano passado com uma faixa de 97% de cobertura. De acordo com a autarquia, há dois tipos de fornecimento – o primeiro é a coleta de água do rio Cuiabá, levada às casas. O segundo é por poços artesianos, que chegam a aproximadamente 100 em todo o município.

No entanto, o fornecimento de água ainda é intermitente. Isso quer dizer que os bairros são atendidos em determinados dias da semana em escala de rodízio.

Azevedo afirma que o DAE tem um projeto de expansão que prevê 100% do abastecimento todos os dias, mas que depende da implantação de um projeto de Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) destinado à área no município.

Sem ajuda financeira do Estado ou do Governo Federal, o crescimento será vegetativo, porque as obras são de alto custo

Ricardo Azevedo

A expansão do sistema de coleta e tratamento de esgoto também é prevista pelo DAE. Somente 17% são tratados em todo o município. A diferença de 13% (em relação à coleta de 30%) se dá por causa de fossas. Como não há uma rede pública, os moradores devem ter estruturas para destinar o esgoto produzido na própria casa. A legislação obriga nesses casos que cada morador deve dar um tratamento adequado e, nesses casos, há a contratação dos serviços de “limpa fossas” que, por sua vez, é levado para uma das 22 Estações de Tratamento espelhadas pela cidade.

Prefeitura de VG

Ricardo Azevedo, diretor do Departamento de �gua e Esgoto de VG.

Diretor-presidente do DAE vê necessidade de pedir ajuda ao Estado e Governo Federal

De acordo com Ricardo, o plano de universalização depende dos repasses do Governo Federal. “Nós acreditamos que esse novo governo [presidente Jair Bolsonaro] irá dar continuidade na liberação do recurso”, prevê. Se o pagamento não for regular, o diretor-presidente disse que não consegue estimar um prazo para concluir a expansão do serviço.

“Por que ai é o crescimento vegetativo. É o que conseguimos fazer com a própria arrecadação. É muito pequeno para real necessidade [de Várzea Grande]. O que a gente pretende, com o PAC Esgoto, é para chegar até final de 2020 com cobertura de 75% a 80% de coleta e tratamento de esgoto. Se não vier esse recurso, nós queremos chegar a 35% desse índice", disse.

dae vg

DAE diz que está expandindo rede

O DAE tem uma parceria com o Governo Federal para expandir a coleta e tratamento de esgoto na cidade. Sob o nome PAC Esgoto, o acordo foi firmado na ordem de R$ 500 milhões para esgoto, além de água. Deste montante, quase R$ 30 milhões já foram repassados e executados pelo DAE nos últimos meses e investidos em 16 bairros da cidade.

Ricardo aponta a expansão desordenada da cidade como empecilhos para universalização da distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto. “É uma cidade muito grande. Áreas muitos isoladas do Centro. Cresceu muito para periferia, então ficou alguns vazios urbanos que nós estamos tentando urbanizá-las e retirar da periferia esse crescimento. Isso é um desafio”, disse.

Como exemplo, ele cita os bairros localizados após a rodovia dos Imigrantes, como São Mateus e Novo Mundo, que fica a 10km do Centro da Cidade. Nesses casos, a Prefeitura tem que levar serviços básicos de infraestrutura para essas localidades distantes, como asfalto, transporte público e também da água e esgoto.

“Hoje, principalmente no setor de saneamento, é muito caro. Então é extremamente oneroso você fazer obras na área de saneamento. O maior problema, além da situação demográfica, é a situação financeira”, explica.

Atualmente, os várzea-grandenses pagam uma média de R$ 2,96 por metro cúbico. Ricardo comenta que a fatura mínima de água na cidade é de R$ 29. A responsabilidade de água e esgoto ainda é da Prefeitura e confiada ao DAE, uma autarquia, desde 1997.

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Comentários (1)

  • Jardel | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 09h45
    1
    0

    Nessa situação Várzea Grande se equipara a grande maioria das cidades brasileiras, afora a corrupção desenfreada, apresenta todos os vícios e virtudes das demais, inclusive da capital.

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