Edésio Adorno

Aliados de Junqueira se unem contra Vander

Por 30/10/2020, 08h:11 - Atualizado: 30/10/2020, 08h:16

Dayanne Dallicani

Colunista Ed�sio Adorno

A campanha eleitoral é o momento apropriado para debater, julgar, aprovar ou reprovar a administração que se pretende substituir ou defender sua continuidade – ainda que sob o comando de outro indivíduo. Na hipótese de Tangará da Serra, esse sujeito seria Wesley Lopes Torres, que se apresenta em Lives, confessa a imprensa e assume publicamente que entrou na disputa para desempenhar o papel de obediente cordeirinho do atual mandatário da prefeitura – Fábio Martins Junqueira.

Candidatos outros, ardilosamente simulam oposição ao governo Junqueira, mas substantivamente legitimam, apoiam e referendam o desastre político que foi a atual gestão. Se calam diante a brutal perseguição que foi deflagrada contra servidores públicos, empresários e profissionais autônomos.

Deliberadamente ignoram a falta de água nas residências e a precariedade do saneamento básico. Insensíveis, fingem que a saúde vai bem, obrigado. Salas de aulas compactadas e apinhadas de alunos, o corte no transporte escolar e o fim da gestão democrática nas escolas não merecem a menor observação dos ditos candidatos de oposição.

A eles não interessa se Fábio governa ou desgoverna, se fez ou deixou de fazer, se responde a dezenas de ações de improbidade administrativa. Também não se incomodam com o fato de Junqueira estar com os direitos políticos suspensos pelo prazo de oito anos por ter se locupletado do dinheiro público, ao pagar indevidamente férias a si mesmo, sem previsão legal.

Alguns, dentre esses candidatos de oposição, ignoram ainda que o abençoado de Fábio responde a mais de meia dúzia de ações por improbidade administrativa – malversação do dinheiro público - e se encontra com todo o seu patrimônio – uma biz preta - bloqueado por ordem judicial.

Não são oposição a Fabio, são seus cumplices por omissão. Querem substituir Junqueira, mas não tem um arcabouço de propostas para mostrar à população. São desprovidos de ideias e incapazes de propor alternativas para assegurar dias melhores e menos turbulentos para Tangará da Serra.

Já que não podem questionar o governo Junqueira porque tem o rabo preso, se lançam contra o povo. Longe de Tangará da Serra, certamente fariam como os brancos e ricos do sul e sudeste que condenam o nordestino por suposto apoio a esquerda. Não sabem votar.

Eles forjaram uma denúncia vazia, jogaram essa coisa descabida em um site desconhecido de Cuiabá e agora alardeiam que saiu na imprensa

Edésio Adorno

Os aliados camuflados de Fábio atacam e afrontam o líder nas pesquisas, como se ele fosse o atual gestor ou tivesse alguma responsabilidade pela existência dos graves problemas que afetam e dificultam a vida da população.

Atacar quem lidera as pesquisas é desrespeitar o povo, é achar que o povo não sabe escolher, não tem discernimento suficiente para decidir por si mesmo. Nas ofensas ao líder fica evidente a presunção dessa gente que insiste em tutelar o eleitor e força-lo a decidir segundo sua vontade.

Faltando 17 dias para as eleições, a turma de Fábio vai ao horário eleitoral e assume a derrota, entrega os pontos para o líder isolado nas pesquisas, mas deixa um recado: vai se empenhar para cassar seu mandato. E sabe sob qual pretexto? Não tem motivo algum.

Eles forjaram uma denúncia vazia, jogaram essa coisa descabida em um site desconhecido de Cuiabá e agora alardeiam que saiu na imprensa a tal denuncia que pode custar o mandato do líder na disputa. É muita cara de pau!

Fábio Junqueira soube unir aliados e supostos adversários no mais perfeito contubérnio. Eles estão acochados pelo abraço insano da morte. O líder segue na liderança e se o povo, que é soberano e dono absoluto do poder, não mudar de tendência, será consagrado no próximo dia 15 de novembro.

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente nesta coluna toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com​

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