Edésio Adorno

De onde virá nosso socorro?

Por 03/04/2020, 07h:29 - Atualizado: 03/04/2020, 07h:42

Dayanne Dallicani

Colunista Ed�sio Adorno

Em um dos livros poéticos da coleção sagrada (Bíblia), Salmos (121:1,2), provavelmente escrito pelo rei Davi, encontro uma mensagem para o dramático e angustiante momento em que nos encontramos. “Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra”. Eis aí o que eu e cada um de nós podemos fazer diante ao avanço implacável e avassalador do novo coronavírus.

Se insistirem na omissão e continuarem fazendo galhofa e se referindo ao coronavírus como causador de uma simples 'gripinha', é provável que nosso destino seja o mármore frio do túmulo ou o calor abrasador de um crematório qualquer

Curvar o joelho, levantar os olhos para o alto e acreditar que o nosso socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra e livra a todos nós das pestes e dos laços e ciladas do inimigo, que tanto pode ser o próprio “coisa-ruim” ou algum gestor público de alguma esfera do poder que com ele tenha combinado às escuras uma daquelas parcerias diabólicas.

Sem a pretensão de alarmar ou de causar inquietação na alma das pessoas, buscar a proteção de Deus é a única alternativa que resta aos que creem na infinita misericórdia e na benevolência do Altíssimo. Não seremos abandonados. Nunca seremos órfãos. O Pai bondoso jamais abandona seus filhos em momentos de extrema dificuldade. Essa certeza nos reconforta e nos fortalece para enfrentar e superar os desafios. Então, nada a temer!

Antes de avançar, abro aqui um parêntese para fazer uma sucinta e necessária explicação. Não sei se você, que nos acompanha sabe, mas nunca abordei em minhas redes sociais questões relacionadas a religião. Sou conservador demais para usar em vão o nome de Deus. Hoje, nesse espaço, usualmente ocupado por temas de natureza política, abro uma exceção para fazer uma reflexão de conteúdo teológico. O momento é grave e exige um pedido de socorro a quem de fato pode nos livrar dos efeitos devastadores do novo coronavírus e da nefasta infecção Covid-19. Deus, apenas Ele pode nos livrar da doença e da morte.

O noticiário da imprensa revela o avanço do coronavírus e o rastro sinistro de desolação, triste e morte que deixa por onde passa. O Velho Continente está arrasado. Cidades turísticas se tornaram desertas. Nova Iorque, a capital do mundo capitalista, está deserta. Nas ruas, apenas viaturas da polícia e ambulâncias com os intermitentes ligados indicam que socorro estão sendo prestados a gente ou a simples corpos infeccionados pelo covid-19.

A realidade das grandes cidades brasileira não é diferente. A famosa avenida Paulista, que é considerada o centro financeiro do país, mais parece uma rua de cidade interiorana. O povo simplesmente desapareceu. A grande massa humana se comprime em casa e de lá espera a situação de calamidade voltar ao normal. Haja paciência!

Enquanto o medo, a insegurança, o estresse e a incerteza, intercalados com a falta de resposta para a enigmática pergunta do sambista e compositor da União da Ilha do Governador, João Sérgio, que explodiu, em 1978, no sambódromo do Rio: “Eu sempre perguntei o que será o amanhã? Como vai ser o meu destino?”. A depender desse raso escriba, essa pergunta vai continuar sem resposta.

A existência e a qualidade do nosso amanhã depende do que for feito hoje pelos homens que comandam os poderes da República. Se eles se omitirem, nosso amanhã será sombrio. Se insistirem na omissão e continuarem fazendo galhofa e se referindo ao coronavírus como causador de uma simples "gripinha", é provável que nosso destino seja o mármore frio do túmulo ou o calor abrasador de um crematório qualquer.

Macabro isso? Pode até ser. Mas bem mais putrefato é o jogo político, a briga ideológica e a disputa pelo poder que se intensifica justamente no momento em que o país exige coesão social, solidariedade e união de esforços.

A tragédia humana, social e econômica causada pela Covid-19 não foi o bastante para aquecer o espírito dos homens públicos. Ao contrário, serviu para acentuar a polarização entre direita e esquerda 

A tragédia humana, social e econômica causada pela Covid-19 não foi o bastante para aquecer o espírito dos homens públicos. Ao contrário, serviu para acentuar a polarização entre direita e esquerda. O país não tem uma liderança para construir a união nacional, promover a reconciliação da pátria e unificar a todos na luta contra o inimigo comum, que é o coronavírus.

O ministro da Saúde, governadores, prefeitos, médicos, enfermeiros e servidores da rede pública de saúde se desdobram para minimizar os estragos causados pela pandemia e evitar perdas de vidas. São heróis anônimos. Terão sempre nosso apoio e respeito.

Gostaria muito de reconhecer a grandeza de um político em particular e de destacar seu amor e comprometimento para com a saúde da população. Infelizmente, não consigo enxergar nada de útil que ele tenha feito por seu povo.

Não vou citar seu nome em respeito a mim mesmo e a todos que se sentem abandonados por ele. Não haverá de ser nada. Como dito no início deste texto, “o meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra”. Desta forma, fica explicitado que não sou convertido, não sigo e não sou devoto de homem algum. Se tenho que escolher um “ismo”, fico com o cristianismo. Cristão, sempre!

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente nesta coluna toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com​

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Comentários (1)

  • FIDELICIO DIAS DOS SANTOS | Sexta-Feira, 03 de Abril de 2020, 08h26
    1
    0

    parabéns Dr Edesio pela mensagem de encorajamento e fé na quele que tudo pode, DEUS estar no controle de tudo, apesar que muitos não aceita e não querem compreender o que acontece com a humanidade e nem que quer buscar a ajuda de DEUS.

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