Nos caminhos de Tangará da Serra

Por 10/05/2019, 00h:00 - Atualizado: 09/05/2019, 21h:37

edesio do carmo artigo 400

Edésio Adorno

Quando Washington Luís, então presidente da República, em 1928, inaugurou a primeira rodovia pavimentada do Brasil, a Rio-Petrópolis, o lema do seu governo – governar é abrir estradas – ganhou as manchetes da imprensa e motivou acalorados debates políticos e acadêmicos.

Rasgar o Brasil e interligar todas as regiões por meio de estradas pavimentadas se tornou um imperativo. O sucesso na abertura de fendas na Serra do Mar para fazer a ligação entre a Capital Federal e a cidade imperial animou o governo brasileiro a executar novos e desafiadores projetos de construção de estradas revestidas de pavimentação asfáltica.

Quase 50 anos depois, as rodovias federais (BRs-364 e 163), duas artérias fundamentais à integração e ao desenvolvimento do país, começam em Limeira (SP) e em Tenente Portela (RS). Elas cortam o Sul, Sudeste, Centro e terminam no Norte do Brasil. A BR-364 termina em Mâncio Lima, no Acre e a BR-163 em Santarém (PA).

Mato Grosso é beneficiário dessas rodovias, ainda hoje inconclusas na parte que penetra a região Norte do país. Por elas, a produção rural do Estado segue para os portos de Itacoatiara (AM), Miritituba e Santarém (PA), Santos (SP) e Paranaguá (PR). Boa parte dos municípios mato-grossenses localizam-se a quilômetros de distância dessas rodovias federais.

Mauro Mendes e Otaviano Pivetta sinalizam romper esse ciclo de abandono das rodovias

Edésio Adorno

Tangará da Serra e os demais municípios das regiões Sudeste e Noroeste de Mato Grosso dependem de estradas estaduais para acessar as BRs 163 ou 364. É aí que a porca torce o rabo. O governo do Estado sempre alegou falta de recursos para manutenção das rodovias estaduais ou nunca teve a percepção do presidente Washington Luís.

Se governar é abrir estradas; desgovernar é deixar estradas permeadas por atoleiros, buracos e em condições de intrafegabilidade. Quantos desgovernos já tivemos!

Mauro Mendes e Otaviano Pivetta sinalizam romper esse ciclo de abandono das rodovias estaduais. O deputado estadual João Mattos (MDB) veiculou ontem (9), nas redes sociais, ordem de serviço expedida pela secretaria de Infraestrutura (Sinfra) autorizando o início das obras de recuperação da rodovia que liga Barra do Bugres a Tangará da Serra (MT-358).

O trecho da mesma rodovia entre Tangará da Serra e o distrito de Ita Norte, em Campo Novo do Parecis, também será totalmente restaurado. O deputado informou ainda que a MT-480, que liga Tangará da Serra ao distrito de Deciolândia, em Diamantino, será igualmente reciclada.

A pavimentação da rodovia MT-240, entre Tangará da Serra e Santo Afonso, deve ser iniciada nos próximos dias. Essa obra será executada pelo governo em parceria com as prefeituras e associações de produtores rurais.

Tem mais: é compromisso do governo Mauro/Pivetta pavimentar no mínimo 20 Km da rodovia MT-339, que faz a ligação de Salto do Céu a Tangará da Serra e beneficia os produtores rurais do assentamento Antônio Conselheiro.

Estradas em condições de tráfego seguro podem fazer com que os políticos de Tangará da Serra descubram a verdadeira vocação da cidade, saiam da zona de conforto, promovam seu desenvolvimento econômico e cuidem de pensar e implantar políticas de geração de emprego e renda para a população.

Antes de esperar que alguma indústria caia do céu, é preciso fazer com que o esporte, a cultura, a educação, a prestação de serviços, o comércio e a agricultura familiar produzam riquezas para o deleite dos tangaraenses.

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com​

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