O amor quando acontece...

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Gilson Nunes

O sentimento de amor contido em nossos corações nos leva a ter comportamentos dos quais a razão não se mete a entender. É incrível como ele se manifesta e norteia qualquer ser humano no mais elementar de seus princípios. O cotidiano que o diga. Ele é o maior cúmplice das atitudes de um homem desde os primeiros sintomas. Em determinados segmentos da sociedade ele se revela imprudente, improcedente, irracional, esdrúxulo, temperamental chegando a provocar azia em Sonrisal.  Em outros segmentos, a reação é completamente contraditória: coloca toda a santidade da sociedade no mundo da lua, inspirada nas lendas das histórias de Vênus com Júpiter sob os reflexos de fábulas lendárias, se é que elas existem. O fato é que o amor quando acontece de verdade faz coisas que até mesmo Deus duvida, já dizia o cantor e compositor João Bosco. 

A vida, para quem descobre o amor, deixa de ser o que antes era comum, racional, evidente, salutar, e por aí afora. Os olhos passam a ser os porta-vozes singulares da emoção cujo sentimento desclassifica qualquer ato mentiroso que se atreva fazer de engraçadinho. O coração, para aqueles que são contra a teoria mencionada, não se entregam ao amor, mas sim, são dominados por ele de uma forma que impede qualquer reação que possa tentar sua repulsa. Não existe remédio ou antídoto que faça rejeitar ou inibir o sentimento do verdadeiro amor. Seria o mesmo que um náufrago tentasse nadar contra a maré.

Numa de suas músicas, Rita Lee relata sobre o amor e sobre o sexo. Um não tem nada que a ver com o outro. Pelo contrário, são como lua e sol, não se encontram, não se beijam. O sexo pode ser entendido como um descarrego do corpo para aliviar as tenções que o dia-a-dia provoca. O amor, por sua vez, nasce de um desejo que busca alimentar a essência infinita da alma que é o prazer da união de duas vidas transformando-se em uma, única, absoluta. Pode-se dizer que é a primeira fecundação entre os seres humanos.

A minha ignorante inteligência costuma pensar que uma união conjugal entre duas pessoas na igreja seja conforme o padre celebra a cerimônia: “que o homem não separe o que Deus uniu”. Sim, é isso mesmo, como separar a cabeça do pescoço? Seria o mesmo que tentar respirar sem os pulmões.

O amor, todavia, por mais bonito e encantador que seja, também tem lá suas armadilhas, seus segredos. Ele o anarquista inconsequente que a razão procurou, de certa forma, organizar, manter em ordem e sob controle. Ele é a tentação incômoda que ativa outros sentimentos, tais como o medo, a inveja, a insegurança e revela as fraquezas até então incrustadas. E vai mais longe: alimenta as propriedade provocado pelo ciúme. Para esses casos, que não são poucos, a situação chega a ser ainda mais perigosa: ele leva um dos sexos ao suicídio, ou estimula o sexo mais frágil a retirar a vida do outro, de quem se ama.  É fato e as estatísticas dizem por mim. O que fazer diante dessas emoções inescrupulosas? Quem dera eu tivesse o antídoto para esse sentimento.

O certo é que, quando ele acontece e os familiares percebem que a reação de um dos sexos está em desarmonia, o jeito é dialogar, chamar a atenção de quem está envolvido e contaminado para tentar amenizar ou controlar a emoção de um ou do outro, principalmente se ele está se manifestando pela primeira vez. Independentemente de qualquer coisa, o amor, trocando em miúdos, é sempre bem-vindo. Somente ele é capaz de dar brilho e sentido à vida. O arco-íris passa a ser a razão colorida da alma, enquanto que esta, desprevenida, torna-se criança por excelência, fixando-se enigmáticas e incertas, as defesas que abrigam-na das clausuras que se possam hospedar dentro de cada um.

Gilson Nunes é jornalista e funcionário público e escreve neste Blog todo sábado. E-mail: gnunes01@yahoo.com.br

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