Henrique Maluf

O Brasil vai às ruas em manifestações

Por 04/06/2019, 06h:46 - Atualizado: 04/06/2019, 06h:54

Dayanne Dallicani

Colunista Henrique Masutti

 

Antes de pensar que estou falando de esquerda, direita, centro, lado, cima, baixo, ou qualquer extremo, não. Mas penso o quanto qualquer um desses lados, ou causas, se manifestem, opinem e acreditem que manifestar suas vontades seja importante.

Protestar, reclamar, declarar, exteriorizar são alguns dos significados que o dicionário implica à palavra manifestar, e deixa evidente que a palavra é cheia de possibilidades e ressignificações, afinal como conseguir algo que queremos se não pedirmos.

A manifestação é um ato coletivo que as pessoas se unem para, publicamente, fazer algum pedido desses, claro que quanto maior o número de pessoas, maior o impacto que ela pode atingir.

Em grande parte são de natureza política, econômica ou social e no brasil não é novidade alguma, por exemplo, podemos lembrar de algumas como as Diretas Já, de 1984, quando o povo tomou as ruas para pedir a volta das eleições diretas, abolidas com o Golpe Militar em 1964. Outra muito forte foi em 1992, com tinta amarela e verde no rosto, os cara-pintadas foram às ruas pedir o Impeachment de Collor, envolvido em denúncias de corrupção.

Outra grande manifestação contra políticos foi a Marcha dos 100 mil, em 1999, cerca de 100 mil pessoas se reuniram na Esplanada dos Ministérios para protestar contra o Governo FHC. Em 2013 o “Gigante Acordou”, a frase de impacto era “Não são só vinte centavos” contra o aumento das passagens de ônibus. O Brasil saiu às ruas em 2016, mais uma vez, para pedir a saída de outro governante, na mira a então presidente Dilma Rousseff.

Em 2018 o #elenão liderado por mulheres contrárias, ao então pré candidato a presidente Jair Bolsonaro, ano também da greve dos caminhoneiros, a última deixou o Brasil em estado de alerta, e com medo do possível caos, pelo menos eu me senti assim.

Vejo a importância da luta, da mobilização, de acreditar em algo que nos represente

Henrique Maluf

Agora bem recente, no mês que acabara de passar, houve duas manifestações que mostram o Brasil ainda dividido por uma eleição conflituosa e polarizada, tivemos uma manifestação contra o contingenciamento ou corte (como preferir) anunciado pelo governo federal, de 30% na Educação (claro, sem me aprofundar em legendas ou números), foi um grande movimento, em sua maioria por professores e estudantes.

Imediatamente, poucos dias depois, houve uma manifestação das pessoas que simpatizam pelo governo federal, e suas principais pautas era apoiar a reforma da Previdência e o pacote anticrime de Moro, os manifestantes usaram a já tradicional camisa verde-amarela, e mostraram seu forte apoio as medidas presidências.

Vejo a importância da luta, da mobilização, de acreditar em algo que nos represente, e isso não nos coloca em posições inferiores, e sim como idealistas. Afinal pensar é livre, escolher é um direito, e nos unir é o resultado de afinidades de pensamentos, então, continuemos a nos mobilizar e lutar pelo país que queremos.

Henrique Maluf é músico, produtor cultural e pesquisador em Cuiabá. Escreve nesta coluna com exclusividade às terças-feiras. E-mail: herojama@gmail.com

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