Amálgama x resina - qual material restaurador usar?

Uma grande dúvida surge na cabeça dos pacientes e é pergunta recorrente nos consultórios odontológicos: devo trocar as minhas restaurações antigas de amálgama por resina nos dentes posteriores?

 

 

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Jackelyne Pontes

   O amálgama foi por muito tempo o material de escolha para os dentes posteriores, pois é mais barato, tem maior resistência, maior durabilidade e facilidade de execução de sua técnica, porém, sua estética não é bem aceita pelo paciente por ser da cor prata, além disso tem baixa resistência nas bordas e necessita de um desgaste maior do dente que deve ser preparado para receber a restauração, e ainda possui mercúrio em sua composição, embora estudos clínicos apontem que o mercúrio não causa danos à saúde do paciente portador de restauração de amálgama e os danos ao meio ambiente, quando a sua manipulação é feita de maneira correta, são mínimos.

 

   Já os materiais resinosos são esteticamente mais vantajosos, pois a sua cor se aproxima mais da cor dos dentes e hoje em dia existem kits de pintura que dão condições ao cirurgião-dentista de aproximar ainda mais a cor da restauração e a cor do dente, possui adesividade, ou seja, a estrutura do dente pode ser mais preservada, além de não apresentar mercúrio.

 

   O tempo de vida útil de cada material é diferente, o amálgama dura até 15 anos, enquanto a resina tem uma duração de 8 a 9 anos, e esta passa por um processo de aprimoramento. Com o passar do tempo a sua composição melhora elevando o resultado da relação durabilidade e resistência. O grau de dureza e resistência da resina está bem alto, e o processo de dilatação e contração que este material sofre por ocasião das variações térmicas está atualmente muito próximo do ocorrido nos dentes naturais.

 

   Três fatores devem ser muito bem avaliados pelo profissional cirurgião-dentista. O primeiro é a questão estética, já que a resina é melhor aceita justamente por causa de sua cor que é mais próxima da cor do dente, em detrimento do amálgama que tem a cor prata. A segunda questão é o estado de saúde do dente, observando a extensão e localização da restauração ou da cárie. E por último, porém, não menos importante deve-se observar a higiene bucal do paciente, da qual depende a eficácia da restauração.

 

   Nos casos estéticos a troca não deve ser necessariamente feita, mas, se desejada, pode ocorrer sem dano algum ao dente. Já nos casos de que envolvem a saúde do dente a troca deve ser feita quando existe fratura, infiltração na restauração antiga ou presença de cárie. Quanto ao desgaste do dente restaurado, o procedimento de retirada da restauração de amálgama pode ser feito em blocos, sem dano algum a estrutura do dente, porém, se há tecido acometido de cárie sob a restauração este deve ser avaliado e sua remoção deve ser feita.

 

   A higienização e as visitas periódicas ao dentista para a avaliação das restaurações devem ser rotina por parte do paciente. E é importante citar aqui que a resina, caso haja fratura, é passível de reparação sem a retirada total da restauração, enquanto o amálgama todo material deve ser substituído, mesmo que não for atingido em sua totalidade. Quem decide sobre a troca do material restaurador é o cirurgião-dentista que deve avaliar a necessidade de cada paciente, os resultados a serem alcançados e o seu grau de higiene.

 

   Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este Blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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