Minha mãe é policial. Será que ela volta para casa?

Por 11/03/2019, 07h:28 - Atualizado: 11/03/2019, 07h:37

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Sirlei Theis

Quando fui convidada para ser articulista não pensei duas vezes em aceitar, afinal esta é uma oportunidade única de tocar pessoas, lançar ideias, fazer pensar.

Toda semana é um exercício de pensamento e sentimentos, ficar antenada a tudo e a todos para escolher o tema que de fato vai fazer a diferença na vida daqueles que tiverem contato com meus escritos.

São mais que ideias, são mais que constatações, enxergo em cada artigo a oportunidade clara e inequívoca de tocar de maneira positiva a vida de alguém.

Enxergo em cada artigo a oportunidade clara e inequívoca de tocar de maneira positiva a vida de alguém

Em meu último artigo falei sobre a depressão entre os policiais e a falta de um trabalho sério de prevenção por parte do governo. Pois bem, agora fui surpreendida de maneira muito positiva por uma redação escrita pela filha de uma policial que reside em Cáceres, que decidiu também falar sobre o tema, mas agora pela ótica da filha, que ao ver a mãe sair de casa para o trabalho, nunca sabe se naquele dia ela vai voltar.

Como ela compartilhou a redação comigo, resolvi nesse dia, ceder meu espaço nesse site para compartilhar com vocês a redação da querida Amanda Lozei Vançan, Estudante do 9º ano. Disse ela:

"Depressão, suicídio e stress. Quem vai cuidar de nossos policiais? Essa é a pergunta feita por Sirlei Theis, advogada e especialista em gestão pública em sua coluna no Blog do Romilson, nesta última segunda-feira, 04/03/2019.

A princípio isso é um grande problema que agrega trabalhadores de diversas áreas. Mas com grande destaque aos integrantes da segurança pública. Não deixando de lado o fato de que o índice dessas causas está gravemente se alastrando na área policial.

Tudo isso anda ocorrendo por diversos fatores, entre eles; o abuso de autoridade (descritos na Lei nº 4.898/65 realizados pelos de hierarquia superior); a falta de equipamentos de qualidade; o atraso nos salários; os riscos de vida inerentes desta profissão; as preocupações constantes com a família, principalmente nos casos onde pais e mães são afastados destas por mudanças e transferências compulsórias. Além de diversos outros motivos que abalam o estado mental dos operadores de segurança pública.

São diversas questões que precisam ser discutidas. Por esses motivos, medidas precisam ser tomadas dentro de algo palpável. Pois caso isso não seja debatido ao ponto de uma conclusão de bom proveito, teremos ainda mais consequências. Sem ações patrocinadas pela Administração Pública tudo continuará da mesma forma. Lembrando que os policiais são seres humanos, possuem direitos e deveres – que de certo modo, não estão funcionando corretamente. Tudo está ocorrendo de maneira nada agradável.

Como filha de uma policial Civil eu me sinto muitas vezes amedrontada, pois minha mãe parece nunca estar em casa quando preciso dela. Temo muitas vezes que ela não volte para casa, pois me assusta a idéia de que ela possa tomar um tiro de algum delinquente. As vezes penso nisso quando a vejo levanta-se de madrugada para ir ao trabalho dirigindo por essas estradas perigosas do Mato Grosso.

Sendo eu filha de policial, concordo com o velho adágio de que “nem toda cicatriz é visível”. Vivemos hoje com medo de que ladrões invadam nossa casa quando estou sozinha e minha mãe não está presente para me defender. É difícil sentir-se frustrada com esses diversos e até mesmo simples acontecimentos. Posso imaginar como ela se sente, por sua impotência diante de fatos que ela não pode mudar, ou diante de situações em que ela precisa decidir em segundos, o que fazer.

Mas de qualquer maneira, para qualquer problema existem soluções válidas a serem feitas. Se o governo estadual se importasse com essa categoria, poderia ampliar os equipamentos de melhor qualidade; pagar em dia uma remuneração adequada; trabalhar e fortalecer o respeito entre superiores e subalternos; fazer funcionar as ouvidorias; criar programas de aproximação entre as famílias e etc. Tudo isso pode ser realizado por um governo comprometido com a população, pois com a melhoria na vida de cada um dos policiais, que prezam realmente pela melhor segurança, quem ganhará no fundo será toda a sociedade."

Gratidão Amanda!

Sirlei Theis é advogada, especialista em gestão pública e escreve com exclusividade para esta coluna às segundas-feiras. E-mail: sirleitheis@gmail.com. Instagram: @sirleitheis. Facebook: sirleitheisoficial

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