Sirlei Theis

Whats, se rolar ofensa no grupo, administrador pode pagar

Por 17/06/2019, 06h:56 - Atualizado: 17/06/2019, 07h:09

Dayanne Dallicani

Colunista Sirlei Theis

 

Em 1995 Bill Gates lançou o livro, A Estrada do Futuro. Gates previa uma revolução tão importante quanto a imprensa e a revolução industrial. Vinte e quatro anos se passaram e muito do que ele previa acabou não acontecendo, mas de fato estávamos naquele momento vivendo um limiar de uma nova era e a forma de trabalhar, estudar e se comunicar mudou sim de forma radical.

Entre bits e bites estamos nos perdendo. Bom dia, boa tarde ou boa noite estão ficando raros. O descontrole já toma conta de muitos e as redes sócias antes cheias de boas maneiras está se tornando ringue de batalha para muitos.

O Whatsapp criou padrões, “Os Grupos”, se multiplicaram. Tudo é motivo para se criar um. Eles se definem por assunto, profissão, trabalho, família, política, religião, amigos e listas que seguem. Mas o que foi criado para aproximar e facilitar a comunicação entre pessoas envolvidas num assunto em comum, rapidamente virou território de ofensas gratuitas e recíprocas. Os bons debates estão desaparecendo e o que tem se observado com muita frequência nos grupos é a incapacidade de algumas pessoas respeitarem a opinião do outro. O conhecimento está perdendo espaço para discussões desrespeitosas e baixarias, todos perdem com isso.

O grito raivoso de uns vai silenciando os outros. Uma reação em cadeia onde a maioria só não abandona o grupo por receio de virar o alvo do próximo ataque.

Fica o alerta, a omissão do administrador do grupo pode sim levar a condenação

Sirlei Theis

Historicamente nossa sociedade busca amparo na lei quando o que parecia uma diversão ou algo saudável, foge ao controle. Com o Whats não está sendo diferente e já em novembro do ano passado saiu a notícia de que o Tribunal de Justiça de São Paulo, que com o entendimento da 8ª Câmara de Direito Privado, manteve decisão condenando em R$ 15 mil dois moradores de um condomínio que ofenderam a honra de administradores de um condomínio ao mandarem mensagens ofensivas pelo aplicativo. Em Minas gerais foi uma discussão política que culminou em uma indenização de R$ 2 mil.

Mais recentemente a 34ª Câmara de Direito Privado do TJ de SP, condenou uma menor, administradora de um grupo no Whatsapp, a pagar indenização por danos morais a outro menor de idade ofendido no grupo. O curioso nessa decisão foi que a menor não ofendeu o integrante do grupo, mas foi colocada como ré no processo e condenada a pagar a indenização no valor de R$ 3 mil (três mil reais), por omissão, pois como administradora do grupo teria que ter impedido que as ofensas continuassem.

Fica o alerta, a omissão do administrador do grupo pode sim levar a condenação e uma vez que já existe uma decisão nesse sentido é uma questão de tempo para que vire um precedente. Certo é que o momento agora é de se repensar essas discussões vazias, infrutíferas e desagregadoras. Desrespeitar o presidente ou torcer pelo presidiário não vai mudar nada, respeitar a opinião alheia, isso sim é capaz de mudar tudo.

Sirlei Theis é advogada, especialista em gestão pública e escreve com exclusividade para esta coluna às segundas. E-mail: sirleitheis@gmail.com. Instagram: @sirleitheis. Facebook: sirleitheisoficial

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