COPA-2014

Terça-Feira, 13 de Maio de 2014, 13h:54 | Atualizado: 13/05/2014, 13h:56

reivindicação

PM cobra promessa de incremento no efetivo em 4 mil homens na Copa

Davi Valle/Rdnews

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Major Wanderson de Siqueira cobra promessa feita pelo Estado

Às vésperas de endurecer o discurso contra o Governo e de até partir para uma paralisação, em busca da reestruturação da carreira, a Polícia Militar cobra promessa feita há quatro anos, ainda no governo Blairo Maggi (PR), de incremento do efetivo em 4 mil homens. “Quando soubemos que Cuiabá iria sediar jogos da Copa, o Governo garantiu que iria inserir 1 mil policiais militares por ano, para atuar no Mundial. Isso não aconteceu. O que fizeram foi um concurso para 1,2 mil policiais e, destes, nenhum será integrado ao efetivo a tempo do campeonato”, observa o presidente da Associação dos Oficiais, major Wanderson Nunes de Siqueira.

Wanderson garante que o efetivo atual não é suficiente para garantir a segurança da população local e dos turistas, durante a Copa. Destaca que devido a esta situação, os policiais vão trabalhar além do horário e, por consequência, terão que sacrificar as férias e reduzir folgas para suprir a demanda a fim de o Estado não fazer “feio” diante dos visitantes e autoridades internacionais.

Segundo ele, a defasagem do efetivo é tão grande que o Governo possui praticamente o mesmo número de agentes que na época da divisão do Estado. “Em 1979, eram 6,3 mil PMs e hoje são 6,7 mil”, afirma em visita ao Grupo Rdnews, nesta terça (13). Como se não bastasse o déficit de recursos humanos, Wanderson ressalta ainda que a massa da polícia não passou por treinamento para atuar no Mundial. Conforme o major, foram capacitados apenas alguns segmentos como o Bope, a cavalaria, a Rotam e aqueles que atuam no tráfego.

O sindicalista também pondera que não usa a Copa para pressionar o Governo a fim de melhorar o salário dos profissionais. Justifica que a movimentação da classe visa respeitar prazo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), tendo em vista que o governador Silval Barbosa (PMDB) está em seus últimos meses de mandato e ainda não houve nenhum compromisso ou sinalização positiva da gestão em valorizar a categoria. “O fato de a Copa acontecer este ano é apenas uma coincidência”.

A categoria reivindica, em especial, a progressão horizontal que não existe na PM. Esta leva em consideração o aperfeiçoamento e estudo dos profissionais. Eles também pleiteiam a equiparação salarial com a Polícia Judiciária Civil. Para se ter uma ideia, o salário inicial, bruto, de um PM é de R$2,3 mil e líquido R$ 1,7 mil. Já o de um escrivão e investigador  da PJC é de R$ 2,9 mil. Segundo Wanderson, como a classe foi ignorada, até agora, pelo governador, busca apoio junto a deputados e o Ministério Público. O procurador-geral de Justiça Paulo Prado prometeu interceder pelos profissionais.

Outro lado

A secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp) faz um contraponto revelando números ainda muito aquém do que fora prometido na gestão anterior. Conforme os dados oficiais, nos últimos quatro anos foram empossados 1,2 mil policiais, do concurso de 2010. A pasta lembra também que ainda há um novo processo seletivo em andamento para recrutamento e preparação de mais 1,2 mil homens. 

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Comentários (3)

  • | Quarta-Feira, 14 de Maio de 2014, 08h54
    0
    0

    O Governo cometeu um grande erro estratégico em ter realizado um aumento salarial para a PJC ou seja aos Delegados, e não levou em consideração a PM e BM que pertence a mesma pasta e que tinham isonomia salarial definida, desta forma o Governo foi o pivô desta reinvidicaçao da PM e BM. Portanto agora o Governo deve resolver este problema.

  • FERREIRA | Terça-Feira, 13 de Maio de 2014, 20h21
    2
    0

    O presidente da associação ta corretíssimo. além da carga horária DESUMANA trabalhada pelos PMs, não só pela razão da COPA, mais isto ocorre nas eleições, carnaval etc. O PMs e os BMs são as únicas categorias que não tem definido em lei a quantidade de horárias a ser trabalhadas, não tem adicional noturno. será que outras categorias da segurança publica não tem? e o pior aguardam as chamadas para os registros, diferentes dos PMs que tem que permanecerem acordados vigilantes dia e NOITE e sem direito a adicional noturno

  • elias | Terça-Feira, 13 de Maio de 2014, 14h01
    4
    1

    governo estadual é cara de pau...incompetente.....não conseguiu colocar mais de 2 mil homens na policia militar, tudo incompetencia...

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