Coronavírus

Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 09h:56 | Atualizado: 25/03/2020, 10h:18

Após declarações de Bolsonaro, Mauro evita polemizar, mas mantém restrições

Mayke Toscano

Mauro Mendes

O governador Mauro Mendes usa máscara, para se proteger da prolifração de vírus, durante reunião com chefes dos Poderes de MT, na segunda

Ameno. Assim poder ser classificado o posicionamento oficial do governador Mauro Mendes (DEM) ao comentar o pronunciamento de Jair Bolsonaro (sem partido), na noite de ontem (24), em rede nacional. Na contramão da conciliação,  o presidente da República chocou a todos ao tratar o novo coronavírus (Covid-19) como um “refriadinho” e “gripezinha”.

No “discurso de ódio” - como vem sendo tratado o pronunciamento do presidente nos bastidores -, Bolsonaro atacou a mídia - culpado a imprensa por "espalhar pavor" - e afirmou que alguns governadores erraram em suas medidas, com exageros. Apensar de ser uma orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, o presidente defendeu o fim do "confinamento em massa", e voltasse a sua rotina. Ele pontua que pequena parte dos brasileiros, “apenas” pessoas com mais de 60 anos e integrantes do grupo de risco, podem sofrer mais com o novo coronavírus.

Na manhã desta quarta (25), Mauro afirmou que o Governo vai manter os decretos publicados até então, entre elas a suspensão de aulas, proibição de aglomerações, fechamento de bares e estabelecimentos comerciais não essenciais, a suspensão do transporte intermunicipal, e a distância de ao menos 1,5 m entre as pessoas em instituições públicas e privadas.

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, afirmou Mauro.

Apesar de não concordar na questão do isolamento social, Mauro demonstra afinidade com o posicionamento do presidente na questão econômica. Bolsonaro, no pronuncioamento, além de pedir a reabertura de escolas e o fim confinamento em massa, defendeu a reabertura do comércio.

Na tarde de ontem, antes do pronunciamento de Bolsonaro, o governador anunciou que irá decretar situação de calamidade pública em Mato Grosso, com o objetivo de auxiliar os 141 municípios do Estado, que precisam adotar uma série de ações contra a pandemia.

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Comentários (4)

  • alexandre | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 12h31
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    0

    O pais não pode parar até agosto, as pessoas precisamo trabalhar para comer, isolar os doentes e tratar... histeria é bem pior que a pandemias.. 5 meses em casa ? o pais quebra , muito facil pra estados e municipios pedir pires na mão pro governo...

  • todeolho | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 11h21
    4
    0

    para quem tem plano de saúde a disposição é moleza né? vamos ver se vai ter tanta vaga nos hospitais como dizem! outra questão, pq não punem os bacanas que foram buscar e disseminaram o virus? e ainda manda avião para buscar esses riquinhos a nossas custas.Ai sim é pra caba!

  • deovaldo | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 10h46
    1
    3

    Pela primeira vez estou presenciando os Ricos descabelarem, mas não por causa do corona vírus, e sim pela diminuição do seu patrimônio,,,kkkkkkkkkk, não se preocupam com o povo e estão sendo castigado pela usura e pela ganância em querer mais e mais e o povo que se dane, valorizem as pessoas, ajudem quem realmente precise que receberas em dobro...fica a dica

  • Juca | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 10h18
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    Quero ver se ate agosto o pai de família vai aguentar ficar em quarentena, sem comida em casa pois muitos trabalha na informalidade, e o que ganha hoje é o dinheiro é para comprar o arroz e feijão de amanha. Politicos, funcionários públicos, tudo tranquilo pois todo mês o dinheiro vai estar na conta, não terão o que se preocupar com o comer amanhã. Ainn mas saúde é mais importante que dinheiro. Vai falar isso pro picolezeiro, ambulante, pipoqueiro, vendedor de lanche, baguncinha, vendedor de espetinho, dono de mercadinho, pequeno comercio, que esta recolhido em sua casa, pensando o que dar para a sua família comer amanha. Tem que manter restrições ao grupo de risco como disse o presidente, assim como se faz como outras doenças como o H1N1 e o restante voltar a trabalhar, com cuidado e serenidade. Agora querer impor toque de recolher sem uma via de solução a longo prazo até agosto que é o prazo da quarentena, pra quem tem o PAPAI ESTADO pra bancar ate agosto é fácil vir aqui e criticar.

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