Coronavírus

Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 19h:18 | Atualizado: 26/03/2020, 08h:25

REUNIÃO GOVERNADORES

Em vídeoconferência, Mauro lamenta que presidente Bolsonaro gosta do confronto

Christiano Antonucci Secom-MT

MAURO VIDEO CONFERENCIA COM GOVERNADORES - BOLSONARO

Governador Mauro Mendes (DEM), em vídeoconferência com governadores de todo Brasil, e também  presidentes da Câmara e do Senado nesta quarta

 O governador Mauro Mendes (DEM), em vídeoconferência com governadores de todo Brasil, criticou o estilo belicoso do presidente da República Jair Bolsonaro. Além de pedir serenidade, também discutiu alternativas que possam conter o avanço do coronavírus e salvar a economia do país de maneira simultânea.  

“O presidente Bolsonaro gosta do confronto, é lamentável isso. Ele se tornou presidente confrontando todo mundo deste país. Mas precisamos ter serenidade, senão nós vamos fazer da crise da saúde a maior crise econômica e política deste país. Temos que coordenar um pouco mais essas medidas, com critérios técnicos”, defendeu Mauro em áudio da reunião divulgada pelo site O Antagonista.  

 Do encontro virtual, participaram também os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM), respectivamente. A reunião foi a reação dos governadores ao pronunciamento de Bolsonaro, em cadeia de rádio e TV, na noite dessa terça (24).

No discurso o presidente da República retomou o tom agressivo que parecia ter abandonado recentemente, defendeu reabertura do comércio e das escolas. Além disso, voltou a criticar governadores pelo que chama de política de “terra arrasada”.

Na videoconferência, Mauro  disse aos gestores e parlamentares que a grande virtude para ultrapassar este momento de crise mundial é o equilíbrio. “Aqui em Mato Grosso estamos buscando exatamente isso, o equilíbrio. Nós tomamos várias medidas restritivas para coibir aglomerações, eventos de qualquer natureza e tudo o que pudermos evitar para restringir a circulação das pessoas. Porém, não determinamos restrições às atividades econômicas, do comércio, indústria, das principais atividades da cadeia de produção”. 

Com nove casos de coronavírus confirmados no Estado - até o fechamento desta matéria -, as primeiras medidas preventivas para conter o avanço do Covid 19 foram publicadas em decreto, atualizado quase que diariamente. Sobre prioridades e especificidades, o governador   foi criterioso. 

“Não podemos tomar as mesmas medidas de São Paulo porque temos em Mato Grosso 13 vezes menos população em uma área três vezes maior que São Paulo. Como vão ficar as micro e pequenas empresas deste país? Mais de 60% das empresas correspondem a elas [micro e pequenas]. Se entre 20% e 30% das empresas quebrarem, aproximadamente 1/3 dos brasileiros vão ficar sem emprego. Vai aumentar a violência, problemas sociais, saques, vai ficar caótica a situação”, alertou. 

Ainda sobre as consequências de uma grave crise econômica iminente, Mauro lança suas atenções para a classe trabalhadora. 

“Como que as diaristas, os ambulantes vão sobreviver se a economia parar? De acordo com os dados científicos, isso vai durar muito mais. Neste momento, todos nós e o Congresso Nacional temos que ter serenidade para enfrentar a crise da Saúde e, consequentemente, a maior crise econômica deste país. E a maior crise política também, porque quando começar a faltar dinheiro e as pessoas começam a passar fome, ninguém segura o povo”, disse. 

Sobre encontrar alternativas viáveis para conter a crise da Saúde, mas consciente sobre a situação econômica que o pais enfrentará como consequência da pandemia, o governador defende critérios técnicos para salvar vidas e empregos ao mesmo tempo. 

“Precisamos salvar vidas sem arruinar vidas. Temos que organizar as medidas por critérios técnicos para evitar que os governadores e prefeitos tomem medidas muito acima daquilo que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde. Sem isso, o impacto econômico será imensurável para todos os brasileiros”, concluiu.

(Com Assessoria)

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Comentários (6)

  • Walter | Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 12h08
    2
    0

    Sr. Prefeito eu acho que ele está certo até porque o que vem pela frente mata mais do que o coronavirus, e o vírus da fome e esse não mata rico e nem político, e quando esse chegar vocês são os primeiro a virar de costa pra população, até agora não vi nenhuma coisa boa que você fez para a população de confinar, até a água e energia que a assembleia tinha aprovado para não ser cortada nesse período o Senhor disse que vai vetar, então me diga o que está fazendo de bem, ?

  • APOLINARIO GENTIL USKNOV | Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 08h54
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    Esse ex retirante está confundindo as coisas. Não ser falso, mentiroso e traiçoeiro [como prometer uma coisa em, campanha e logo que toma posse agir com interesse próprio e de seus apaniguados] , não é confronto, mas sim é ter caráter.

  • Juca | Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 08h07
    1
    1

    É fácil falar pra quem vai ter todo mês o dinheiro na conta e a geladeira abastecida. Enquanto o ambulante, o vendedor de pipoca, baguncinha, sorveiteiro, boteco, quitanda entre outros da informalidade este sim, não tem seu salario mensal, pois o que ganha no dia é pra pagar o arroz e feijão do almoço de sua família. Falar em suas confortáveis poltronas no ar condicionado e a geladeira cheia é fácil né governador

  • Ggm | Quinta-Feira, 26 de Março de 2020, 07h24
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    Só tem um jeito de acalmar a população na crise que é realidade, repartindo o dinheiro público com igualdade. Ou seja, tirando recurso onde tem muito, e socorrer a população que sempre pagou imposto.

  • Wladimir Magalhães | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 20h20
    8
    3

    Não adianta mais se lamentar caro Governador, é necessário que Vossa Excelência se posicione clara e firmemente, assim como fizeram outros governadores, inclusive Caiado ex-aliado de primeira hora do presidente. A partir de agora é importante que tratem a transição de governo com suas respectivas bancadas, para que não seja traumática, como tem sido esses dias de reclusão e isolamento social. É necessário, mas poderia ser menos doloroso. Não vimos créditos diretos do BNDES e bancos públicos a pequenos e micro empresários como medida de proteção às empresas e ao trabalhador. Um governo que só tira, suga e transfere covardemente a culpa a terceiros. Não seja cúmplice disso Sr. Governador, escreva sua história para que seja lembrado, bem lembrado pelo povo mato grossense.

  • Graciliano Nascimento Filho | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 19h35
    3
    3

    E o que vc faz aqui em relação ao Prefeito? e o que o Prefeito faz em relação a M. Mente? Se os três, resolver a trabalhar, resolve isso. mas.......

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