Coronavírus

Domingo, 24 de Maio de 2020, 09h:33 | Atualizado: 25/05/2020, 07h:57

ENTENDA A DOENÇA

Saiba quando procurar ajuda médica e quais são os tipos de exame para Covid

O que fazer quando suspeito de estar com coronavírus? Apesar da recomendação das autoridades de ficar em isolamento social quando apresentar sintomas leves, muitos querem buscar médicos e exames laboratorais para confirmar ou descartar a própria desconfiança. Ao , o infectologista Ivens Scaff orienta as pessoas a buscar ajuda profissional quando tiver febre alta e dificuldade para respirar, principalmente se apresentar falta de olfato e paladar.

Reprodução

Covid-19

Médicos fazem atendimento em hospital de campanha durante a pandemia de Covid-19

Os testes na rede SUS são feitos somente quando o paciente procura a unidade hospitalar, momento em que apresenta a forma mais agravada da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Ao contrário disso, pacientes são recomendados a ficar em casa. Os que desejam sanar a curiosidade só encontram a opção via particular ou plano de saúde. Alguns laboratórios e hospitais fazem a coleta na própria casa do paciente, ou em esquema drive thru, sem que a pessoa precise sair do carro.

Segundo Ivens, há dois tipos de exame para detectar o coronavírus por laboratório. O primeiro é chamado chamado de RT-PCR, que detecta o fragmento do vírus em tempo real. "Essa mostra que a doença está acontecendo naquele momento", disse. Por isso, é feito entre os primeiros sete dias que o paciente apresenta sintomas. Para colhê-lo, o profissional de saúde enfia um cotonete pelo nariz e boca para colher secreções da via nasal.

O PCR, como é chamado pelo jargão médico, é considerado padrão ouro pelos profissionais e autoridades em saúde. Isto por que apresenta um percentual de 90% de confiabilidade para confirmar ou detectar casos de Covid-19. A apuração da reportagem do em quatro laboratórios particulares, da Capital, mostra que este exame varia de R$ 280 a R$ 370.

O segundo exame para detectar Covid-19 é sorológico, ou seja, aquele em que é feito a coleta de sangue. De acordo com Ivens, o exame não detecta o vírus, mas dois anticorpos que combatem a infecção: o IgM e o IgG. Ambos aparecem após os sete dias de sintomas - o que os especialistas chamam de "janela imunológica".

Este segundo tipo deve ser feito a partir do sétimo dia em que o paciente apresenta os sintomas. Ao contrário disso, as chances de o resultado dar um falso negativo - quando a pessoa está infectada, mas o exame não confirma - são grandes. O apurou que este exame custa entre de R$ 240 a R$ 280 e os resultados saem em até 3 dias.

Alejandra De Lucca V./Minsal 2020

Estudo coronav�rus - laborat�rio

Teste molecular RT-PCR feito em laboratório é o mais seguro para detectar a Covid-19

Há um terceiro método, o teste rápido, em que o resultado sai em minutos, mas eles também são do tipo sorológicos. Após colher sangue da picada do dedo da pessoa, o equipamento lê a amostra e também detecta se a pessoa já produziu anticorpos ao coronavírus. Porém, estes testes são muito criticados, já que apresentam uma taxa de 80% de falsos negativos.

Em live na sexta (22), o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que os testes rápidos são de alto custo e pouco efetivos para dizer se a pessoa está infectada ou não. Informou também que os possíveis casos confirmados, principalmente feitos em farmácias, não vão entrar na estatística oficial. Inclusive, chegou a apontar que eles são uma "grande oportunidade mercadológica".

"O que existe no país é uma pandemia para vender testes rápidos Alguns gestores se aventurando em grandes aquisições para testes com pouco efetividade. Não é procedimento que será adotado pelo Governo de Mato Grosso. Nós não vamos rasgar dinheiro com isso", disse.

Nos laboratórios, o preço dos testes rápidos varia de R$ 250 a R$ 280, sendo que um das empresas pesquisas pesquisadas não faz este tipo de exame.

Em Cuiabá, as farmácias ainda não fazem o teste rápido, segundo o Conselho Regional de Farmácia, já que as redes devem seguir regras rígidas da Anvisa para disponibilizá-los ao público, como sala exclusiva para realização do exame e profissional habilitado.

"Sair testando a população inteira não resolve nada"

Em coletivas virtuais desta semana, o secretário Gilberto afirmou que não vai comprar mais exames (independete do tipo) para fazer testagem ampla e em massa nos mato-grossenses. "Todo mundo acha que sair testando a população inteira com teste rápido resolve o problema. Não resolve nada", disse.

Tchélo Figueiredo

Gilberto Figueiredo

Secretário Gilberto Figueiredo diisse que Mato Grosso não deve fazer testagem em massa

Segundo Gilberto, para fazer uma testagem ampla na população, é necessário ter certas condições. Para o teste rápido, as pessoas precisam ter 7 dias de sintomas para que os testes sejam aplicados. Além disso, estes fazem só fazem o recorte do dia, cenário que muda nas datas seguintes, de acordo com o secretário.

"Não há testes suficientes para testar toda a população", informa o secretário em seguida. "Isso não teria resolutividade que nós precisamos no momento. Temos praticamente certeza que, se fizéssemos isso, o número da população infectada ainda é muito pequeno".

Testes rápidos só serão usados para monitoramento de profissionais da saúde, conforme protocolo estabelecido pela SES. Gilberto disse também que não estão deixando de "testar nenhum paciente notificado e que procura assistência hospitalar". Informa ainda que o Laboratório Central, o Lacen, tem capacidade de analisar 150 amostras por dia.

O secretário nega que a falta de aplicação de testes para detectar a população "tenha a ver com a pretensão de segurar números em Mato Grosso. "Eu posso assegurar a todos - nós não temos nenhuma intenção de camuflar resultados, de fazer subnotificação. Até por que o Governo Federal informou que os critérios para encaminhamento de recursos para os estados é pela incidência de casos confirmados", disse.

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Comentários (1)

  • Alberto | Domingo, 24 de Maio de 2020, 22h07
    0
    0

    Um absurdo o Lacen conseguir fazer apenas 150 testes por dia. O Sus fazer testes só dos casos graves e outro absurdo. Imagina o tamanho da subnoticação em MT. Isso é grave, por isso que as pessoas não estão nem aí para quarentena.

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