História

De presidente a poeta, conheça a história de 5 ilustres ícones cuiabanos - veja fotos

Selo Cuiab� 300 anos

Ilustres cuiabanos fizeram história e ganharam visibilidade nacional. Entre eles estão um presidente da República, militares, poeta e até o político que criou o movimento civil de reivindicação por eleições presidenciais diretas no Brasil, fato que resultou na campanha das “Diretas Já”.

Alguns deles são homenageados com nome lembrado em avenidas, escolas e memoriais na Capital. Outros, seguem ganhando menções honrosas e premiações pelo país. De diferentes vertentes, o que não se pode negar é todos eles ficaram famosos pelos feitos. O , ao maratonar pela história dos 300 anos de Cuiabá, conta um pouco sobre a história destas personalidades. Para o analista político, João Edisom, boa parte destas figuras ganhou destaque principalmente por conta do momento político em que viviam. "Joaquim Murtinho, Gaspar Dutra e outros são figuras lembradas em diversos momentos não só regionalmente, mas de forma internacional. Cada um a seu tempo", comenta. 

Joaquim Duarte Murtinho

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Joaquim Murtinho

Joaquim Murtinho foi um político liberal e ministro da Fazenda de Campos Sales

Nascido em 7 de dezembro de 1848, em Cuiabá, Murtinho morreu em 18 de novembro de 1911 no Rio de Janeiro. Antes disso, foi um político brasileiro liberal e ministro da Fazenda de Campos Sales. Ganhou notoriedade por restaurar as finanças do governo federal.

Murtinho também foi senador por Mato Grosso por três mandatos de 1890 até o ano de sua morte, 1911. Além disso, chegou a atuar como ministro de Viação, Indústria e Comércio (1896 e 1897). E, depois, no governo Campos Sales, foi ministro da Fazenda de 1898 a 1902. 

Em Cuiabá, sua família também era de renome. Seu avô materno, que levava o mesmo nome, era português e também foi ajudante da primeira linha dos corpos de milícia em Cuiabá.

O avô foi um dos executados do movimento nativista e regional que ficou conhecido como Rusga. No centro Capital fica a Rua Joaquim Murtinho, uma homenagem a ele.

Gaspar Dutra

Nascido em 18 de maio de 1883 na Capital, Eurico Gaspar Dutra foi o primeiro presidente cuiabano e o 16º presidente do Brasil. Ele assumiu essa posição em 2 de dezembro de 1945, mas seu mandato foi entre 31 de janeiro de 1946 e 31 de janeiro de 1950. Gaspar antecedeu o Governo de Getúlio Vargas e teve importantes decisões administrativas, como a de inaugurar a ligação rodoviária do Rio de Janeiro a São Paulo, a BR-2, Rodovia Presidente Dutra, que é considerada uma das mais importantes do país.

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Gaspar Dutra

Gaspar Dutra antecedeu o Governo de Getúlio Vargas e teve importantes decisões administrativas, foi quem proibiu os jogos de azar no Brasil, em 1946

Além disso, também foi o primeiro presidente brasileiro a visitar os Estados Unidos em 1950. Uma de suas decisões mais polêmicas foi a proibição dos jogos de azar no Brasil, em 1946. Ele faleceu em 11 de junho de 1974, no Rio de Janeiro. Em Cuiabá, o Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, foi batizado com seu nome porque ele foi um dos responsáveis por trazer a Copa de 1950 para o Brasil. Um dos sinos da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá tem o nome do ex-presidente.

Filinto Strubing Müller

Nascido em 11 de julho de 1900, em Cuiabá, Filinto foi militar e político durante o governo de Getúlio Vargas. Em 1930, teve participação no movimento político-militar que pôs fim à República Velha e levou Vargas ao poder. Com a instalação do novo regime, chegou a ser nomeado oficial de gabinete do ministro da Guerra, general Leite de Castro. 

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Filinto Muller

Filinto Muller foi oficial de gabinete do ministro da Guerra, general Leite de Castro. Prendeu a judia Olga Benário e chegou a ser eleito presidente do Senado

Enquanto atuava politicamente e como militar, chegou a ser acusado de promover prisões e ganhou notoriedade internacional quando prendeu a judia alemã Olga Benário, na época, grávida. Segundo Fernando Morais, biógrafo de Olga, investigadores da polícia, comandados por Müller, torturaram, por semanas, Arthur e Elise Ewert e, assim, chegou em Olga em março de 1936. Após capturá-la, a deportou para a Alemanha, onde seria executada em Bernburg, em 1942. Com a instalação da ditadura do Estado Novo, Filinto havia visitado a Alemanha em caráter oficial e lá se encontrara com Heinrich Himmler, chefe da polícia política nazista, a Gestapo.

Simpático à aproximação entre o Brasil e as potências do Eixo, começou a perder espaço dentro do governo quando Vargas passou a sinalizar no sentido do apoio aos aliados, na 2ª Guerra Mundial. No entanto, em 1973, assumiu a presidência do Senado. Porém, no mesmo ano, morreu em um acidente aéreo em Paris. Uma das avenidas de Cuiabá leva o seu nome.

Manoel de Barros

Manoel nasceu em 19 de dezembro de 1916, em Cuiabá.  No RG, ele assinava como Manoel Wenceslau Leite de Barros, mas ficou conhecido mundialmente como Manoel de Barros, um dos principais autores brasileiros do estilo modernista da terceira geração.

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Manoel de Barros

Manoel de Barros escreveu mais de 20 livros e ganhou prêmios importantes como o da Academia Brasileira de Letras, com o livro “Exercício de ser criança”

Passou a infância em Mato Grosso, onde seu pai João Venceslau Barros tinha uma fazenda. Com uma linguagem vanguardista e poética, ele escreveu sobre o cotidiano e a natureza que vivia ao seu redor. Com toque de surrealismo criou diversos neologismos. Na juventude se formou em Direito no Rio de Janeiro. Lá se filiou ao partido Comunista e, por conta do apoio de Luís Carlos Prestes a Getúlio Vargas, ficou desiludido com política e abandonou o partido. 

Chegou a morar em outros países como Bolívia, Peru e Nova York. Nos Estados Unidos, fez um curso de artes plásticas e de cinema. Com mais de 20 livros, ganhou prêmios importantes como o da Academia Brasileira de Letras, com o livro “Exercício de ser criança”, em 2000, e mais de uma vez o Jabuti de Literatura, na categoria livro de ficção, com “O fazedor de amanhecer”, em 2002. Faleceu aos 97 anos em Campo Grande.

Dante Martins de Oliveira

 Nascido em 6 de fevereiro de 1952 em Cuiabá, Dante foi o único dos mencionados acima que também faleceu na cidade, em 6 de julho de 2006. Ele foi engenheiro civil e político, mas ficou nacionalmente conhecido pela autoria de uma emenda constitucional que levou seu nome, propondo o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República, num movimento que resultou na campanha das Diretas Já.

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Dante Oliveira

Dante ficou conhecido pela autoria de uma emenda constitucional que levou seu nome, propondo o restabelecimento das eleições diretas para presidente

Em 15 de novembro de 1985, Dante também foi eleito prefeito de Cuiabá pelo MDB (ex-PMDB), cargo que exerceu até 1986. Em maio do mesmo ano, assumiu o ministério da Reforma e do Desenvolvimento Agrário do governo de José Sarney.

Em 1992 foi eleito para o seu segundo mandato como prefeito de Cuiabá, cargo ao qual renunciou em 1994, meses antes de ser eleito governador de Mato Grosso pelo PDT. Teve divergências com sua legenda e, por isso, ingressou no PSDB e foi reeleito governador em 1998 e, ao deixar o cargo em 2002, e perdeu a eleição para senador. Em 2006, tencionava disputar mais um mandato de deputado federal, mas antes disso veio a falecer. Na Capital, foi homenageado ao "batizar" a avenida Dante de Oliveira, também conhecida como a dos Trabalhadores. 

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