CULTURA

Segunda-Feira, 12 de Abril de 2021, 07h:00 | Atualizado: 12/04/2021, 17h:45

PUBLIEDITORIAL

Associação Cultural Flor Ribeirinha mantém viva parte da história de Cuiabá

Projeto conta com apoio da Energisa Mato Grosso para preservar e espalhar a tradição do Siriri e Cururu

flor ribeirinha 2

Na semana em que Cuiabá comemora seus 302 anos, nada melhor do que celebrar a data relembrando uma das pincipais manifestações culturais da cidade e da população mato-grossense. A Associação Cultural Flor Ribeirinha conta com o patrocínio da Energisa para difundir e manter viva a tradição do Siriri e do Cururu. A iniciativa nasceu graças ao entusiasmo de Dona Domingas que, em 1993, criou o grupo Flor Ribeirnha para ensinar os passos e sons das danças para filhos e netos, e até hoje permanece à frente do projeto. 

“Eu danço Siriri desde a barriga da minha mãe”, brinca Avinner Augusto, neto de Dona Domingas e coreógrafo do Flor Ribeirinha. Ele se orgulha em poder fazer parte do que sua avô iniciou há 28 anos e enxerga no grupo uma forma de reconhecer a identidade do povo cuiabano. “Durante muitos anos, o Siriri era discriminado e motivo de vergonha para a população ribeirinha. Hoje, temos a nossa arte valorizada não apenas em Mato Grosso, mas também em outras regiões do Brasil, além de países da Europa, Ásia e América do Sul”, destaca Avinner. 

Dona Domingas, nascida na comunidade de São Gonçalo Beira Rio, região onde surgiu a cidade de Cuiabá, inicialmemte criou o grupo Boa Esperança, ainda na década de 70. Composto em sua maioria por mestres do Siriri, devido a idade avançada dos integrantes, com o tempo o grupo acabou. Somente anos depois, decidida em não deixar a cultura se perder, ela fundou o Flor Ribeirinha. Aos poucos foi ganhando mais adeptos e deixou de ser um grupo somente do círculo familiar. Atualmente, conta com mais de 70 participantes entre dançarinos e músicos. 

flor ribeirinha 4

 

Do grupo nasceram também outros projetos como oficinas artísticas de artesanato, dança e música, o Cultura nas Escolas, o Flor da Idade (focado na valorização do trabalho em cerâmica das mulheres ribeirinhas) e o Semente Ribeirinha (dedicada a passar as tradições artísticas da comunidade aos pequenos entre seis e 12 anos). Todos eles integram a Associação Cultural Flor Ribeirinha.

Muitos que atuam nessas diferentes frentes da iniciativa dançam o Siriri desde criança. Mariana Laura começou aos sete anos no Semente Ribeirinha. Hoje, aos 22 anos, ela já tem na bagagem apresentações de Siriri em diversos países e ainda se dedica como voluntária no projeto. “Eu estive no lugar deles e hoje sou instrutora. É muito gratificante compartilhar a nossa cultura com as crianças e fazer parte da história deles com a arte”, comenta Mariana Laura. 

Valorização da cultura que transforma gerações

A atuação da Associação Cultural Flor Ribeirinha tem como principal objetivo preservar as tradições culturais e incentivar a sua continuidade através da formação de uma nova geração de artistas populares. As ações de patrocínio da Energisa viabilizam essas iniciativas. Por isso, desde que chegou em Mato Grosso, mais de 1 milhão de reais já foram investidos em projetos que levam cultura, educação e esporte para crianças e adolescentes mato-grossenses.

“A Associação Cultural Flor Ribeirinha faz um trabalho maravilhoso que vai além da dança. Um projeto social que busca o resgate, a manutenção e a divulgação da cultura popular cuiabana. Muito mais do que distribuir energia elétrica, é nosso propósito promover o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da sociedade, bem como a igualdade social e a preservação do meio ambiente! Essa ação junto à Comunidade Flor Ribeirinha é mais uma de nossas iniciativas nesse sentido e que nos proporciona muita alegria.”, afirma Riberto José Barbanera, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso.

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A história de Mariana Laura é a prova de que o empenho de Dona Domingas até os dias de hoje continua dando bons frutos. A paixão de Mariana pelo Siriri nasceu quando dava os primeiros passos da dança ainda na plateia vendo as apresentações. “Um povo sem cultura é um povo sem identidade. As futuras gerações também precisam ver e sentir a energia do Siriri”, completa Mariana.

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Comentários (1)

  • Jeniffer Gusmão | Segunda-Feira, 05 de Abril de 2021, 18h09
    1
    1

    Cada país tem a cultura que merece. Prefiro valsa vienense. Precisa desenhar ou entenderam?

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