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Sábado, 29 de Dezembro de 2012, 11h:40 | Atualizado: 30/12/2012, 00h:49

PALÁCIO ALENCASTRO

Para cientista político, renúncia de Malheiros à vice foi 3 traições

Renúncia de Malheiros foi 3 traições numa única pancada, avalia analista

    Rodinei Crescêncio -- Cientista político João Edson Souza A renúncia de João Malheiros (PR), que refutou o cargo de vice-prefeito de Cuiabá 48 horas após a diplomação, representa “três traições com uma única pancada”. A avaliação foi feita pelo cientista político João Edson Souza.

   Segundo o analista, a primeira traição de Malheiros atingiu o PR, que trabalhou o ano inteiro para viabilizar a candidatura a prefeito do então secretário estadual de Logistica Intermodal de Transporte Francisco Vuolo. “Malheiros aproveitou a convenção partidária para dar um golpe e tirar Vuolo da jogada. Assim, se bancou candidato a vice em detrimento de Vuolo, que é um político jovem, íntegro e que certamente iria concluir o mandato. A consequência foi uma série de conflitos internos no PR, que provocaram desfiliação do correligionário”, lembrou.

   João Edson também afirma que Malheiros traiu o companheiro de chapa Mauro Mendes (PSB). O prefeito diplomado, na avaliação do cientista político, ficou desguarnecido com a renúncia. “Agora, dependendo de quem presidir a Câmara de Vereadores, Mauro não poderá nem viajar tranquilo. Malheiros queria empregos na prefeitura e como não foi atendido, acabou renunciado. Dessa forma, traiu o companheiro de chapa com quem fez campanha durante 4 meses”, avalia.

   A principal traição, de acordo com João Edson, foi contra os eleitores cuiabanos. Na opinião de João Edson, a população esperava que Malheiros cumprisse o mandato para o qual foi eleito pelo voto da maioria. “Ao renunciar, Malheiros simplesmente desconsiderou os votos recebidos. Para piorar, a eleição foi vencida em 2º turno, após disputa bastante acirrada. Isso gerou uma expectativa no eleitorado, que não foi correspondida pelo político”, afirma.

   O argumento de Malheiros, que alegou ter renunciado ao cargo de vice porque pode ajudar mais Cuiabá como deputado estadual, foi classificado como “balela” por João Edson. “ A história não colou porque Malheiros já exerceu inúmeros mandatos. Se fosse um político jovem e inexperiente até colaria, mas ficou evidente que a renúncia foi motivada porque Mauro Mendes negou cargos para seus parentes. Além disso, o apego ao salário de parlamentar pode ter falado mais alto”, acredita o cientista político.

   Além disso, Jõao Edson acredita que Malheiros ficou em “maus lençóis” perante a classe política. Para o analista, sua imagem ficou comprometida porque o acordo firmado na composição da chapa foi quebrado de forma unilateral.

   “A quebra de acordos pega muito mal no meio político. Certamente, Malheiros ficará com a pecha de pouco confiável entre os colegas. Apesar de tudo que ficamos sabendo pelos notíciarios, a política também exige ética. A restauração da imagem é um processo demorado”, pondera.

   O último vice-prefeito que renunciou ao cargo foi Roberto Nunes, em 1996. Eleito vice de Roberto França, também preferiu continuar deputado estadual, concluiu o mandato e acabou desaparecendo do cenário político. João Edson avalia que Malheiros deve vivenciar o mesmo processo. “Somente uma grande atuação política pode reveter o desgaste. Acontece que Malheiros é muito pacato e tem a atuação apagada. Por isso, tudo indica que sua carreira foi sepultada”, concluiu.

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Comentários (20)

  • Dornele$ | Domingo, 30 de Dezembro de 2012, 14h20
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    Conheço Malheiros, das vezes que ele foi candidato a vereador. Toda semana, antes Clovito aparecia lá no Bairro Dom Aquino, na Rua Pimenta Bueno, sempre fazendo grupos de 10 pessoas. Brabo, igual a uma onça pintada! Mesmo sistema também foi usado para sua eleição para deputado. O sistema funcionou tanto que Clovito fez o mesmo. Vou falar o que desse cidadão?

  • roberto | Domingo, 30 de Dezembro de 2012, 10h39
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    “A quebra de acordos pega muito mal no meio político." O autor do texto acerta no proverbio mas precipita na escolha da vitima. A questao aqui é definir que traiu e quem foi traido. Em casamentos , o traido é quem pede o dovorcio. Quem pediu pra sair da união foi o Malheiros, e não o futuro prefeito .Fica esperto!

  • EDSON FIGUEIREDO | Domingo, 30 de Dezembro de 2012, 09h41
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    resposta a : a dois covardes jose e jaime posso ser analfbeto escrever sem concordancia mais não votei errado, como voces dois estão percebendo que o seu prefeito mauro mentiras só ta fazendo atrapalhada. vcs vem querer justificar a quem ta escrevendo errado larga do meu erro e ve o erro maior que é do seus atrapalhado prefeito, porque meu erro não vai atrapalhar em nada a cidade e ler quem quiser agora o erro do seus mauro mentira pode tirar a vida de muitos cuiabanos e fazer muitos analfabetos como voces dois ou melhor dois otários.

  • MARCOS COSTA | Domingo, 30 de Dezembro de 2012, 09h13
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    Foi a melhor coisa que aconteceu, foi uma pésima escolha como vice, como gestor público, mui fraco e ainda quer espaço. essa é boa.......

  • Odorico | Sábado, 29 de Dezembro de 2012, 23h39
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    Se houve traições elas certamente não foram cometidas por Malheiros. A primeira traição foi do PR que pressionou Malheiros a entrar na disputa apenas para liberar a vaga de deputado para efetivar Emanuel Pinheiro na Assembléia, e por esse motivo o rolo compressor não deu tempo pro Malheiros pensar no assunto com a cautela necessaria. A segunda traição foi do Mauro Mendes que usou João Malheiros para ter o voto da cuiabania e depois deixou ele na mão, sem nenhuma função importante no staff de governo. Malheiros ficou relegado a segundo plano sem a possibilidade de mostrar trabalho. A terceira traição foi do governador que não levou o PMDB para a coligação do Mauro Mendes coomo era combinado, rifaram o Dorileo, tentaram emplacar o Toto Parente e por fim coligaram com o PT, usaram a máquina vergonhosamente. O governador tinha empenhado seu apoio ao Malheiros e o abandonou. Além dessas traições o Malheiros teve de aguentar traição do Ocemário Daltro que ajudou a por fim na candidatura do Justino Malheiros na convenção do PMDB e saiu pedindo voto pro Ludio Cabral ao invés de pedir voto para aquele que lhe deu tudo o que tem hoje, seu padrinho João Malheiros. Então a unica coisa que o articulista acertou é que houve muita traição, o resto esta tudo errado.

  • Paulo | Sábado, 29 de Dezembro de 2012, 22h18
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    Depois vem esse pessoal falar mal dos gaúchos, paranaenses e catarinensses, dizendo que eles invadiram Cuiabá, mandam e desmandam. E Quando um Cuiabano legítimo tem chance de ajudar a cidade, faz uma coisa dessas. Eu nasci em Cuiabá, sou cuiabano legítimo, mas até agora não encontrei um único político da terra cuiabana a mostrar respeito verdadeiro por sua gente.

  • JOAO DE DEUS | Sábado, 29 de Dezembro de 2012, 21h56
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    É QUEM TE VII E QUEM TE VE! QDO UM CUIABANO CHEGA LOMGE NA POLITICA, APRONTA UMA DESSA! E CUIABANO.... VOCE PIZOU NA BOLA ...

  • jonas nolasco | Sábado, 29 de Dezembro de 2012, 21h24
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    Pão e circo, viva o HIPNOTISMO, UM CERTO CACIQUE está clonando seus discipulos e porque não dizer parentes e aparentados, se esse moço novo na política vira presidente duma certa camara legislativa dum certo municipio, ele vira vice numa fritura de primeira um SUPOSTO PALADINO DA MORAL vira candidato a governador e o empresário roda bonito, QUEM É JÃO BOBO, pd taxi governador ou a volta do SENHOR DA SOJA E DOS ANEIS e o status do poder permanece o PARTIDO DA RENUNCIA OU DA REENGENHARIA REPENSA O PODER JÃO JÃO é só uma MARIONETE DE CERTOS CACIQUES, PODER PELO PODER E MANUTENÇÃO DO PODER, TRAIRA SOMOS NÓS QUE COMPRAMOS UM MARKETING DE UM PRODUTO SEM GARaNTIA certos POLITICOS QUE PRATICAM POLITICA DE MÁ QUALIDADE, o certo mesmo era uma reforma política foi eleito pra cargo no executivo não volta pro legislativo e vice versa não se sai da zaga pra ser atacante e vice versa se no futebol que as coisas são simples e quase não mudam porque em coisas complicadas como a politica não se usa essa regra.

  • JOSE | Sábado, 29 de Dezembro de 2012, 21h23
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    EDSON FIGUEIREDO, ESCREVER ERRADO E SEM CONCORDANCIA VERBAL ATÉ QUE É PERDOÁVEL, POIS VIVEMOS NUM PAÍS DEMOCRÁTICO ONDE MESMO OS ANALFABETOS TEM O DIREITO E A LIBERDADE DE SE EXPRESSAREM, AGORA O QUE NÃO DÁ PRA ACEITAR, SÃO OPINIÕES EQUIVOCADAS E LEVIANAS COMO A SUA. VOCE DIZ QUE MAURO MENDES NÃO CUMPRIU O ACORDO??? QUE ACORDO??? O DE TRAIR O POVO DAQUI A 02 ANOS SE CANDIDATANDO AO CARGO DE GOVERNADOR DEIXANDO A PREFEITURA PRO VICE.CASO ESSE ACORDO IMORAL DE FATO TENHA SIDO PACTUADO, AINDA BEM QUE MAURO MENDES TRATOU DE RASGA-LO E REZO PARA QUE NO FUTURO NÃO SEJA REMENDADO.O IDEAL SERIA BOTAR FOGO.

  • Francisco | Sábado, 29 de Dezembro de 2012, 20h46
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    tenebroso ver alguem que se diz especialista em ciencias politicas fazer uma leitura tao amadora da situaçao. É notorio que nao foi o salário que motivou a renuncia do dep. Joao Malheiros. Ele tinha conhecimento desse valor muito antes de ser candidato. Provavelmente, o atual prefeito nao cumpriu algum acordo com o deputado, que optou, sabiamente, por renunciar e voltar a ser deputado a ser um vice prefeito jogado no ostracismo e sem nenhum poder/influencia no governo. O deputado já tem uma longa historia politica, nao renunciaria por uma questao tao infantil como salario (valor de conhecimento publico). E, por se tratar de alguem de classe, nao criou escandalo sobre a sua decisao. Ajudou o Mauro a se eleger e agora vai tentar ajudar na Assembleia. Mais uma vez digo que acredito que nao foi ele quem traiu alguem. Analisem

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