ECONOMIA E AGRO

Quinta-Feira, 08 de Setembro de 2016, 16h:05 | Atualizado: 08/09/2016, 17h:02

governo Temer

Agronegócio deve dividir a carga da economia com outros setores no país

Mudança de governo é avaliada como positiva para o setor agropecuário pelo economista mais influente do Brasil, Ricardo Amorim; limitar gasto público e reforma da previdência são essenciais

Reprodução

Ricardo Amorim2

Amorim, que é considerado economista mais influente do Brasil, segundo a revista Forbes, é também único brasileiro na lista de melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner

A perspectiva para uma economia mais forte e sólida para o Brasil, inclusive menos dependente exclusivamente do agronegócio, é vista com muito otimismo pelo economista e presidente da Ricam Consultoria, Ricardo Amorim. Segundo ele, essa mudança de governo abre espaço para um crescimento maior da economia brasileira e isso beneficia todos os setores e Estados do Brasil.

Amorim enfatiza que, para tanto, o presidente Michel Temer terá que ser firme e comprar brigas com grupos de interesses importantes. E todo esse reflexo na economia brasileira, que demandará um maior consumo de alimentos, impacta diretamente na economia de Mato Grosso por ser um Estado produtor de alimentos, explica o economista. "Um desempenho melhor do setor de agronegócio injeta dinheiro na economia do Estado e faz com que os outros setores também tenham um desempenho melhor", salienta.  

 Considerado o economista mais influente do Brasil, segundo a revista Forbes, e o único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner, Amorim falou em entrevista exclusiva ao e fez uma  avaliação sobre a mudança para o Governo Temer. Explanou se é positivo ou não para o setor do agronegócio, que respondeu por 40% da balança comercial. Mato Grosso, por sua vez, tem papel fundamental já que lidera o ranking na produção de soja, algodão, milho segunda safra e rebanho bovino. 

Entre os ajustes fundamentais, segundo o economista, estão a emenda constitucional que limita o gasto público por vários anos e a reforma da previdência. Ele destaca como sinais do início dessa divisão, se comparado a 2004, quando se tinha o desempenho melhor do consumo do que da produção, que diferentemente nesse ciclo a indústria tem tido melhor desempenho.  

O que o país está vendo nos últimos meses, de acordo com Amorim, é o contrário, é que a indústria é que está puxando a recuperação da economia. A produção industrial cresceu 0,1% no mês de julho ante junho, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De uma sequência ruim de baixas e já acumula cinco meses consecutivos de ganhos. 

Esse cenário é explicado, segundo ele, pela forte desvalorização do real que tornou nossa indústria pelo "menos por hora mais competitiva". "A questão é aproveitar que a taxa de câmbio caiu, mas que é temporária, e aí se fazer as reformas que a gente precisa para aproveitar essa competitividade", pontua Amorim referenciando que o governo já fala numa reforma trabalhista.  

Nesse sentido, Amorim reforça que é preciso ter mais investimentos em máquinas e equipamentos, que é o que os dados da indústria já estão mostrando. "Então, aparentemente, pelo menos por hora, os sinais iniciais, eles ainda são muitos iniciais, mas são na direção de uma economia mais forte, mais sólida, inclusive, menos dependente exclusivamente do agronegócio". 

Essa não dependência do agronegócio não quer dizer que as perspectivas para o setor não sejam boas, contextualiza Amorim. "Só que dizer que até agora, nos últimos dez anos, o agronegócio praticamente teve que carregar a economia brasileira nas costas e o que parece que está vindo é um ciclo onde ele não vai ser o único setor a ter que puxar esse vagão todo da economia brasileira. Isso é bom para o Brasil é bom para Mato Grosso e é bom para os outros Estados", finaliza.

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