ECONOMIA E AGRO

Segunda-Feira, 23 de Março de 2020, 20h:50 | Atualizado: 23/03/2020, 22h:22

PÓS DECRETO

Com cautela, empresários de MT agem para manter seus funcionários e clientes

Divulgação

Conveni�ncia - bares

O Governo de Mato Grosso publicou um decreto que proíbe o funcionamento dos bares e lojas de conveniência em todo o Estado. Isso porque, apesar das recomendações dadas antes, nem todos os negócios fecharam suas portas.

A determinação deve sair em Diário Oficial suplementar e foi tomada nesta segunda (23), após reunião com o Gabinete de Situação, montado para monitorar e implementar as ações de prevenção e combate ao coronavírus. Além dos bares e conveniências, o decreto também prevê que os estabelecimentos como restaurantes e padarias podem operar apenas com a opção de entrega ou retirada no local. Como, por exemplo, prontos e embalados para consumo fora do estabelecimento com distância mínima de 1,5 m entre entregador e consumidor. É vedado o consumo no local.

Desde a última quinta (19), no entanto, muitos estabelecimentos na Capital seguiram as recomendações do Governo, e mesmo que com alguns prejuízos, buscam a cautela para tentar manter os funciónarios com salário e em casa, bem como o público, respeitando às ordens de isolamento.

É o caso de um dos bares localizados no bairro Boa Esperança, Cão Latino, um dos mais movimentados dos últimos tempos da região e que respeitou o decreto desde o primeiro momento. Segundo um dos sócios proprietário Thales de Paiva, a maior preocupação é para com o sustento das famílias dos dez colaboradores diretos do bar. "Por enquanto, vamos manter uma programação de férias coletivas até segunda semana de abril. Após esse recesso, infelizmente serão necessários alguns cortes na equipe, se for mantida a determinação de fechamento", explica.

Por enquanto, vamos manter uma programação de férias coletivas até segunda semana de abril.

Thales Paiva, proprietário de um bar na Capital

Paiva salienta ainda que, a economia baseada em entretenimento deve levar muitos meses para atingir níveis de estabilidade e que muitas empresas devem fechar definitivamente suas portas nos próximos meses. "Especialmente as que ainda não estão consolidadas, levando ao desemprego e recessão", pontua.

Outro sócio do mesmo bar Leonardo Tiarayu, reforça ponto similar sobre as dificuldades de um estabelecimento pequeno se manter diante da atual pandemia. "Estamos negociando prazos com fornecedores, priorizando as contas mais importantes e cortando o máximo de custos por agora, pois apesar do bar estar fechado, temos despesas fixas", completa.

Fiscalização e necessidade de novo decreto

Na última sexta (20), em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop foi realizada uma operação conjunta entre a Polícia Militar, Polícia Civil, Procon e outras instituições, no combate a proliferação do coronavírus. A ação preventiva visou fiscalizar o cumprimento do decreto firmado pelo governador, que estabelece a redução da disposição em bares, restaurantes e similares. Alguns estabelecimentos que não cumpriam, foram notificados.

Agora, com publicação atualizada, evitar aglomerações de qualquer tipo nos próximos dias será fundamental para frear o contágio. No novo decreto, ainda foi estendida para as praias de água doce a proibição de funcionamento, assim como já havia sido determinada em relação aos parques públicos e privados.

A medida, no entanto, não abrange os restaurantes e serviços desenvolvidos nas rodovias estaduais e municipais destinadas ao atendimento de transporte de alimentos, combustíveis, medicamentos e outras atividades essenciais ao abastecimento da população.

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Comentários (1)

  • Valdinei faquin | Quarta-Feira, 25 de Março de 2020, 07h19
    0
    0

    Padaria pode ou não abrir? Devo obedecer decreto municipal? Mesmo que prefeito passe por cima da lei federal referente as padarias?

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