ECONOMIA

Sexta-Feira, 13 de Novembro de 2015, 17h:15 | Atualizado: 13/11/2015, 17h:24

Em 15 anos, projeto recupera 116 mil toneladas de carbono no Estado

Vitor Geborte

Congresso

I Congresso Florestal de Mato Grosso aborda recuperação de mais de 116 mil toneladas de carbono

Mais de 116 mil toneladas de carbono foram recuperadas da atmosfera entre 1999 e 2014. Este é um dos resultados do projeto Poço de Carbono Floresta desenvolvido pela Peugeot em parceria com a ONF (Office National dês Fôrets), na fazenda São Nicolau, uma área de 10 mil hectares em Cotriguaçu, no Noroeste de Mato Grosso.

O número é o equivalente a emissão anual de gases de efeito estufa produzidos por automóveis de uma cidade de 300 mil pessoas ou a energia consumida em 35 mil residências durante um ano. 

As informações foram apresentadas pela diretora da ONF Brasil, Cleide Arruda durante o I Congresso Florestal de Mato Grosso, realizado em Sinop.

O evento foi organizado pela Coordenação do curso de graduação em Engenharia Florestal e do Centro Acadêmico de Engenharia Florestal da UFMT, campus Sinop, bem como pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Florestais e Ambientais do campus Cuiabá. 

O coordenador do evento, Rafael Rodolfo de Melo, professor de Engenharia Florestal, ressalta que o evento buscou promover a interação entre os cursos de Engenharia Florestal do Estado, bem como divulgar e fortalecer as pesquisas e o desenvolvimento florestal.

O evento contou com mais de 500 inscritos. “A própria experiência da ONF Brasil, uma importante parceira da UFMT no desenvolvimento de pesquisas e trabalhos de extensão, mostra que as atividades florestais têm que ser embasadas no tripé da sustentabilidade, sendo: socialmente justo, ambientalmente correto e economicamente viável”, complementa. 

Projeto

De acordo com a diretora, em apenas cinco anos, foram plantadas mais de dois milhões de mudas de 50 espécies diferentes de árvores, sendo 48 espécies nativas da região amazônica e apenas duas exóticas (figueira e teca). O reflorestamento, feito dessa forma, se constituiu em um grande atrativo para o retorno da biodiversidade local. Outro resultado do projeto foi à constatação técnica de que o gado, utilizado na São Nicolau para controlar capim nas áreas de reflorestamento, ganha peso mais facilmente. 

Além do plantio, que está em constante monitoramento, o projeto desenvolve pesquisas em outras áreas, o que atrai parcerias com universidades brasileiras e estrangeiras, entidades do terceiro setor e órgãos governamentais, além das atividades de Educação Ambiental com alunos da região. O rigor científico do projeto já gerou dezenas de artigos científicos publicados além do apoio ao desenvolvimento de 15 dissertações de mestrado e teses de doutorado. (Com Assessoria)

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Comentários (7)

  • Engenheiro pensativo | Terça-Feira, 01 de Dezembro de 2015, 17h10
    0
    0

    Engraçado. Todo mundo aqui sabe o que está "errado". Mas não fazem nada além de escrever textão nos comentários. Se está errado, vão fazer denúncia.

  • monica | Sábado, 14 de Novembro de 2015, 15h45
    2
    0

    alguém têm que fazer uma investigação sobre essas vistorias nos planos de manejo florestal, dizem que está acontecendo certas coisas, fica aí a dica.

  • PAULO ROBERTO | Sábado, 14 de Novembro de 2015, 15h40
    1
    0

    OS PLANOS DE MANEJO FLORESTAL NÃO SÃO SUSTENTÁVEIS, É EXTRAÇÃO SELETIVA QUE ARREBENTA COM O EQUILÍBRIO DA FLORESTA, EMPOBRECE A BIODIVERSIDADE, COMPROMETE O DESENVOLVIMENTO DAS ÁRVORES REMANESCENTE E REDUZ O ESTOQUE DE PLÂNTULAS E MUDAS, EXPULSA ANIMAIS, AVES E INSETOS DO AMBIENTE DEGRADADO, ENFIM, É UMA GRANDE MENTIRA DENOMINAR OS PLANOS DE MANEJO DE SUSTENTÁVEIS, SÃO NA VERDADE DESMATAMENTO SELETIVOS E ALTAMENTE AGRESSIVOS AO EQUILIBRIO DO ECOSSISTEMA.

  • ana maria | Sábado, 14 de Novembro de 2015, 13h47
    2
    0

    antonio, se você olhar na imagem de satélite a exploração de áreas de manejo verás que não quase diferença nenhuma para área desmatada, tal o regaço que estão fazendo. outra coisa, não é só o CIPEM, mas, as aprovações rápidas de certos projetos, as relações perniciosas com escritórios de consultoria florestal, as viagens de vistoria de faz de conta, e o que é pior certas leis criadas pelo atual governo que em vez de proteger as florestas da ganância humana, acabam por incentivar a ampliação do desmatamento e aprovação de projetos a toque de caixa. está na hora de um auditoria mais ampla e profunda no setor, mas, não na esfera estadual, está comprometida, mas, federal, e já, antes que acabem com o que restou.

  • antonio | Sábado, 14 de Novembro de 2015, 08h57
    1
    0

    a situação dos projetos de manejo florestal em mato grosso realmente é muito grave, quem conhece um projeto desse sabe que nada tem de sustentável, ou seja, alguém não está cumprindo sua obrigação, merece mais atenção por parte das autoridades, e enquanto a gestão florestal de mato grosso continuar subjugada ao CIPEM só vai parar quando não tiver mais sequer uma árvore de interesse comercial. ou que haja ação imediata, ou todos sofreremos as consequências ambientais dessa tragédia silenciosa e anunciada que está acontecendo.

  • benedita | Sábado, 14 de Novembro de 2015, 08h45
    1
    0

    De fato, a situação dos projetos de manejo florestal em mato grosso é muito preocupante, milhares de florestas estão sendo suprimidas todo ano por projetos que nada têm de sustentável. infelizmente o atual governo está sendo conivente com esse estado de coisas, mas, esperamos que em breve todos esses projetos que estão sendo aprovados sem critérios técnicos seguros passem por uma rigorosa auditoria ambiental, e os responsáveis ou gestores sejam devidamente responsabilizados. outra atrocidade que está ocorrendo é a liberação de autorizações de desmatamento em propriedades rurais que já tem áreas abertas, com pastagens degradadas, áreas de preservação permanente alteradas, reservas legais reduzidas e não protegidas e termos de ajustamento de conduta que não são monitorados. lastimável o que está acontecendo, e o pior é ver e ouvir técnicos fazendo apologia de projetos de manejo florestal mal concebidos e muito mal executados. tomará que alguma instituição oficial de controle e fiscalização comece a agir urgentemente para salvaguardar nossa galinha de ovos de ouro, as florestas, da cobiça dos piratas da remanescente da floresta mato-grossense e brasileira, que estão realmente sendo dizimadas pelas próprias autorizações oficiais. faço uma sugestão ao congresso nacional para que determine uma moratória imediata não só contra o desmatamento, mas, para os projetos de manejo florestal, que se abra uma discussão nacional sobre tecnologia e exploração florestal, e investigue as AUTEX que estão sendo expedidas pelos órgãos oficiais.

  • engenheiro florestal | Sexta-Feira, 13 de Novembro de 2015, 22h16
    3
    0

    do que adianta congressos como esse, colocando como exemplo o reflorestamento consorciado com pastagem para gado, enquanto que as florestas nativas estão sendo dizimadas por um modelo de licenciamento ambiental equivocado, com pseudos projetos de manejo florestal, que na verdade é exploração seletiva de alta escala, sem critérios para minimização dos impactos ambientais causados. nossas florestas estão sendo destruídas pelo próprio modelo de manejo florestal que não é sustentado e que muitos teimam usar isso como exemplo, mas, de sustentável não tem nada. isso é que deveria ser discutido e proposto alternativas de mudanças nos roteiros dos projetos de manejo florestal, sob pena de que a poucos anos não existir mais estoque de madeira nas florestas mato-grossense, além de toda biodiversidade estar sendo extinta pois os projetos de manejo florestal só busca a maximização da exploração da madeira, ignorando os recursos genéticos e da biodiversidade. a responsabilidade também é dos gestores públicos, aqueles que trabalham com isso, presenciam a destruição da florestal por esse modelo superado de licenciamento e não abrem a boca com medo de perder seus carguinhos no governo. enfim, a entidade de classe é omissa, têm que mudar tudo nas licenças florestais na sema, e no roteiro dos projetos de manejo florestal, e na concepção técnica de análise de tais projetos, além da visão dos próprios técnicos que analisam tais projetos e não questionam nada, e ainda participam de tais congressos e ficam só analisando dados estatísticos e quantitativo dos projetos de manejo florestal. ou muda tudo isso, ou é uma questão de tempo a extinção das florestas no estado de mato grosso.

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