ECONOMIA E AGRO

Segunda-Feira, 11 de Novembro de 2019, 17h:22 | Atualizado: 11/11/2019, 17h:34

CRISE INSTITUCIONAL

Fronteira bloqueada entre Cáceres e a Bolívia impede passagem de ureia e sal

José Pereira/TVCA

Fronteira Bolivia

A fronteira da Bolívia com o Brasil, em Cáceres permanece fechada pelos manifestantes

Apesar da renúncia do presidente Evo Morales neste domingo (10), as fronteiras da Bolívia com o Brasil permanecem fechadas pelos manifestantes. Desde 25 de outubro foram montadas barricadas que impedem a passagem de pessoas e veículos entre o país vizinho e o município de Cáceres (a 220 km de Cuiabá). A situação já causa impacto no comércio da cidade e também desabasteceu produtos como uréia e sal, utilizados na agricultura e pecuária.

O presidente do Sindicato Rural do município, Jeremias Pereira Leite, relata ao que ainda não é possível sentir efeitos do desabastecimento porque os produtores e criadores, geralmente, compram esses insumos com antecedência.

“A uréia é utilizada como fertilizante no plantio de grãos, na formação de pastagens e na alimentação animal, assim como é o caso do sal, que são importados da Bolívia, porque é mais próximo a nós. Mas como compramos com antecedência, ainda não existe situação de escassez”.

Por outro lado, cidades como San Matías e lugarejos próximos já sentem os efeitos do fechamento da fronteira, principalmente porque consomem muitos produtos no comércio em Cáceres. Outro produto que faz parte da relação comercial entre Mato Grosso e a Bolívia é o gás natural, cujo abastecimento não foi afetado, conforme informou o Governo do Estado. 

“O comércio já está sentindo redução na movimentação. Cáceres recebe muitos bolivianos que também se utilizam do sistema de saúde”, explica Jeremias. A expectativa, de acordo com o dirigente sindical, é que após a renúncia de Evo Morales, o país tome decisões políticas acertadas e garanta a liberação da fronteira.

Evo renunciou após uma série de pressões que passou a sofrer após as eleições de 20 de outubro, quando disputou seu 4º mandato como presidente. Diversas manifestações tomaram as principais cidades do país, entre as quais o fechamento das fronteiras. Os manifestantes alegaram que só devem liberar os locais após a realização de novas eleições.

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