ECONOMIA E AGRO

Quinta-Feira, 20 de Fevereiro de 2020, 17h:40 | Atualizado: 21/02/2020, 17h:45

"Porre de Arrecadação"

Impostos sobre caipirinha e cerveja podem chegar a 76%, revela levantamento

Divulgação

Cobran�a de impostos sobre bebidas

A cerveja também´está no topo da lista na cobrança de impostos imbustidos no preço, chegando a 42%. O chope não fica atrás e pontua 62% de tributos

Animação e alegria costumam marcar o Carnaval e comércio fica agitado com a compra de adereços, fantasias e bebidas. Mas os itens estão entre os que têm a tributação mais elevada. Só na caipirinha, que é uma das queridinhas dos foliões, o consumidor paga 76% do valor total em impostos federais, estaduais e municipais. A cerveja tem 42% de tributos embutidos no preço final e o chope, 62%.

Até mesmo quem não consume bebida alcóolica, acaba contribuindo com a arrecadação, pois o refrigerante tem alíquota de 42% em tributos. É o que aponta levantamento encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Os altos percentuais de impostos não desanimam quem pretende festejar e a procura por cerveja, por exemplo, tende a crescer, tanto pelo consumidor final, que estará curtindo folga em meio ao calor do verão, quanto pelos ambulantes, que vão vender o produto nas principais folias de Carnaval. "Eu já garanti várias caixinhas de cerveja", diz o estudante João Vitor Pandolfo Leite, de Cuiabá. 

Ele, a namorada e amigos vão participar do desfile do tradicional bloco carnavalesco “Confraria do Bode”, engrossando o coro dos analistas de que com o real desvalorizado frente ao dólar e euro, muitos brasileiros que poderiam viajar no feriadão vão aproveitar a festa no Brasil e nos seus estados. "É uma forma de se divertir em casa, gastando pouco", completa João Vitor. 

Com duas lojas em Cuiabá e uma em Várzea Grande, o Fort Atacadista espera um aumento nas vendas da seção de bebidas durante o Carnaval. A previsão da rede é que a tradicional cerveja do tipo Pilsen seja a mais procurada, por ser mais leve e agradável de beber nos dias mais quentes, além de destilados como gin e vodca, que prometem grande procura pelos foliões.   

"Porre de arrecadação"

Um levantamento pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que a arrecadação de impostos em épocas festivas como o Carnaval costuma sofrer incremento.  “Temos alguns produtos considerados supérfluos – com tributação elevada -, mas que no carnaval não podem faltar na cesta do folião, como bebida alcoólica. Costumo dizer que quanto mais o cidadão bebe, maior é o porre do governo em termos de arrecadação”, afirma Marcel Solimeo, economista da ACSP.

(com assessoria)

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