ECONOMIA E AGRO

Terça-Feira, 26 de Maio de 2020, 16h:47 | Atualizado: 26/05/2020, 16h:53

EFEITO COVID-19

Setor de eventos passa por crise e discute plano para retomada com Emanuel - leia

Da assessoria

Setor de eventos - Covid-19 crise

Preocupados com a crise que afeta o setor de eventos em Mato Grosso, representantes elaboraram um plano de contingenciamento que deve ser apresentado ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro nessa semana. O Sindieventos conta com 50 empresas associadas e estão há mais de dois meses sem atividade. Como são realizadas contratações por demanda de eventos, muitos trabalhadores passam por dificuldades.

É o caso da recreadora Liliane Rafaela da Silva Paiva, de 32 anos. Ela é casada e tem dois filhos pequenos. A única renda da família vem de “bicos” que o marido tem feito e, recentemente, passou a trabalhar como motorista de aplicativo. “Quando os dois estavam trabalhando tínhamos uma renda razoável. Agora, estamos praticamente sem renda, porque as corridas também diminuíram. O dinheiro que entra é para nossa alimentação”, conta Liliane que recorreu ao auxílio emergencial do governo federal, mas não obteve sucesso, assim como o marido.

Outro caso é do operador de som Felipi Rozemir de Araújo Souza, 22. Ele trabalha como freelancer para uma empresa de som e imagem na Capital e está sem trabalho desde que as atividades econômicas foram suspensas. Felipi é paga pensão para o filho de dois anos e passa dificuldades para se manter durante esse período. Ele ainda teve que trancar a faculdade por não ter como pagar as mensalidades.

“Pago aluguel e outras contas fixas de casa. Já estou pensando em voltar a morar com meus pais para economizar com a moradia”, comenta o trabalhador que há uma no e meio tem toda a renda tirada das atividades na área de eventos.

De acordo com o Sindicato da categoria, que integra um Grupo de Trabalho criado pela prefeitura, os empresários esperam ser ouvidos pelo prefeito, Emanuel Pinheiro, e buscam discutir a situação do setor e propor ações para a volta do atendimento após a pandemia.

Nosso plano de contingenciamento foi elaborado com base em várias ações a nível nacional, com a adaptação para a nossa realidade

Presidente do Sindieventos, Alcimar Moretti

“Nosso plano de contingenciamento foi elaborado com base em várias ações a nível nacional, com a adaptação para a nossa realidade. São ações simples, mas de grande importância, que inclui, por exemplo, o distanciamento social e ações de higiene para a não propagação do vírus”, comenta Alcimar Moretti, presidente do Sindieventos que aguarda agenda com Emanuel.

Ela conta que a expectativa é que o Executivo municipal autorize em breve a retomada das atividades.

Pequenas e micro empresas

O Sindievantos, 90% das empresas de MT são familiares, de micro e pequeno porte, além de MEI. No entanto, o Ministério do Turismo aponta que o segmento de movimenta outros 53 segmentos ligados a esta atividade econômica.

“São muitas pessoas que têm sua renda oriunda dos eventos. O setor está parado por causa da pandemia e precisamos retomar, com segurança, nossas atividades. Por isso elaboramos esse plano e vamos entregá-lo ao prefeito para mostrar que temos condições de voltar ao trabalho com segurança”, afirma Alcimar.

As empresas são de diferentes atividades como organização de eventos, cerimonial, montadoras de estandes, locação de equipamentos de sonorização e iluminação, locação de palcos e tendas, decoração, centro de eventos e convenções, recepcionistas, serviço de manobristas, animação de festas, empresas de apresentação musical, buffet, entre outros.

Sobre o setor

Associação Brasileira das Empresas de Eventos (Abeoc Brasil) estima que o setor tenha crescido, em média, 6,5% ao ano entre 2013 e 2019. Os dados oficiais mais recentes do setor são de 2013 e apontam que 4,32% do PIB brasileiro provém do setor de eventos, que naquele ano tinha 60 mil empresas em toda a cadeia, com 1,893 milhão de empregos diretos e indiretos, e um faturamento de R$ 209 bilhões, com o recolhimento de R$ 48 bilhões em impostos. (Com assessoria)

  • Perfil da empresa de eventos no Brasil
  • 98% são pequenas empresas (faturamento anual até R$ 4,8 milhões)
  • 72% das empresas estão nos regimes de tributação MEI e Simples
  • 81% têm um ou dois sócios
  • Ocupam diretamente em média 10 pessoas (somando os sócios)
  • Cerca de metade tem atuação estadual/regional e a outra metade atua em todo o Brasil, sendo que 14% atuam também no exterior.
  • 20% das empresas apenas organizam eventos e 27% são apenas fornecedoras ou prestadoras de serviços. As empresas que executam as daus funções alcançam 38% do total.
  • Empresas não associadas da Abeoc possuem em média 6,2 anos de existência e 82% das associadas da Abeoc têm acima de 10 anos de vida. 

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Comentários (1)

  • ana | Terça-Feira, 26 de Maio de 2020, 18h47
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    0

    a maioria é de gente honesta mas tem uns por ai que fazem eventos, colocam nas redes mas não pagam um centavo de imposto. trabalham a cada 2, 3 meses vivendo dos lucros das festas. e incomodando quem mora perto destes lugares que são alugados, isso quando não fazem festa na propria casa

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