ECONOMIA E AGRO

Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 15h:02 | Atualizado: 25/04/2019, 16h:18

Biografia

André Maggi: do cabo da enxada ao centro do agronegócio brasileiro - confira a obra

Divulgação

Andr� Maggi

Toda renda da venda da biografia será investida em ações sociais

Distante dos portos, com estradas precárias e terras até então consideradas como pouco vocacionadas à agricultura em larga escala, empreender em Mato Grosso da década de 1980 era uma aventura a que poucos se propunham. Se hoje o Estado é um dos responsáveis por manter positiva a balança comercial brasileira, com recordes agrícolas e o posto de maior exportador de commodities do país, esta condição se deve à audácia de alguns homens e mulheres que arriscaram empreender nessas condições.

Um desses personagens foi André Antonio Maggi, falecido em 2001, cuja história agora está sendo contada pela jornalista corumbaense Martha Baptista na biografia “André Maggi: do cabo da enxada ao centro do agronegócio brasileiro” (Entrelinhas Editora, 352 páginas), lançada no último dia 22 em Cuiabá (MT). Baseada em pesquisa jornalística, entrevistas e com rico acervo fotográfico, a edição cumpre o papel de fixar de vez na memória do país uma trajetória de vida essencial para se compreender contextos e aspectos humanos do agronegócio no Brasil.

O gaúcho André Antonio Maggi foi mais um “sem-nada” e homem de poucas letras a integrar ainda jovem os amplos movimentos migratórios de famílias que, na segunda metade do século XX, aos poucos deixaram o Sul do país para buscar afora a sobrevivência, trabalhando em novas terras. Dedicando-se a diferentes atividades econômicas, no caminho essas famílias foram estabelecendo negócios, formando fazendas, fundando comunidades e deixando legados da região Sul às regiões Centro-Oeste e Norte do país.

Entre seu primeiro deslocamento com a família ao Paraná, em meados dos anos 1950, e a aquisição de terras mato-grossenses, no começo da década de 1980, André Maggi lidou na roça com mandioca, abacaxi e banana, trabalhou como madeireiro e plantou arroz, mas foi com o espírito de desbravador e o improvável cultivo de soja em Mato Grosso que veio a ficar conhecido como um dos mais importantes empreendedores brasileiros. Ao fundar o que veio a se tornar a AMAGGI, maior empresa brasileira do agronegócio, “Seu” André fundou fazendas no noroeste de Mato Grosso, onde também ergueu o município de Sapezal (do qual foi o primeiro prefeito), construiu hidrelétricas, venceu distâncias abrindo hidrovias nos rios amazônicos para exportar grãos pelo Oceano Atlântico e morreu aos 74 anos com reputação de pioneiro.

Sobre a autora

Quem conta essa trajetória é a escritora Martha Baptista, jornalista polivalente, com passagens por editorias variadas de veículos como o jornal O Globo, a revista Veja e o Jornal do Brasil, entre outros da imprensa nacional. Em Mato Grosso, Martha se especializou no agronegócio, escrevendo pela revista Produtor Rural e atuando em assessorias de imprensa do setor. Vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo (categoria Informação Política, em 1987) e do Prêmio Embrapa de Reportagem (2005), entre outros, Martha também empregou sua técnica jornalística nos três livros que publicou anteriormente, todos pela editora Entrelinhas. A história de André Antonio Maggi, além de reforçar a vocação da editora mato-grossense para o registro historiográfico, também é a quarta obra de Martha Baptista com caráter biográfico.

“André Maggi: do cabo da enxada ao centro do agronegócio brasileiro” está disponível para venda pelo site da editora Entrelinhas (www.entrelinhaseditora.com.br ). A renda obtida com as vendas será revertida para a Fundação André e Lucia Maggi (https://www. fundacaoandreeluciamaggi.org. br/), instituição sem fins lucrativos que promove o investimento social privado da AMAGGI nas comunidades onde a empresa atua.

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Comentários (4)

  • Gregório | Sexta-Feira, 26 de Abril de 2019, 18h51
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    É duro ouvir a verdade né Blairo !! Me tira do ar não 😂😂😂

  • Gregório | Sexta-Feira, 26 de Abril de 2019, 13h13
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    Gregório , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • matogrossenseroxo | Sexta-Feira, 26 de Abril de 2019, 11h52
    0
    1

    No BRASIL é assim é você se esforça trabalha produz e vence na vida ai vem um monte de gente falando que é sorte roubo e coisas assim para denegrir a imagem da pessoa. sempre tem uns te empurrando para frente e uns 50 de enpurrando para tras as vezes se fosse um livro com o tema de milionario e a pobretão o homem quebrou acreditando no brasil talvez daria mais IBOPE no brasil acostumou a povo a se vitimizar e não ralar preferem ter inveja do que atitude

  • Getúlio Dias | Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 18h37
    5
    4

    Nada disso : “ De boia fria, grileiro de terra pública e privadas a um dos maiores devedores do Banco do Brasil “. O resto é conversa fiada .

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