ECONOMIA

Segunda-Feira, 21 de Maio de 2018, 21h:47 | Atualizado: 22/05/2018, 10h:51

PARA CARROS ELÉTRICOS

MT abre 1º eletroposto por energia solar do país e tem 100 carros elétricos vídeo

Mário Okamura

carro el�trico

1º eletroposto inaugurado em Cuiabá que vai abastecer veículos elétricos ou híbridos, que usam combustível ou eletricidade.  100 unidades circulam em MT

O primeiro eletroposto público abastecido por energia solar no Brasil foi inaugurado na noite desta segunda (21), em Cuiabá, pela Federação das Indústrias de Mato Grosso. A inauguração do eletroposto marca a abertura do 9º Seminário de Energia.

O eletroposto abastecerá veículos elétricos ou híbridos – que utilizam combustíveis ou eletricidade. Em Mato Grosso, há cerca de 100 carros do tipo. No Brasil, a estimativa é de que existam 7 mil automóveis elétricos.

No Estado, eles poderão ser abastecidos gratuitamente no estacionamento da Fiemt, a partir desta terça (22), por meio de duas estações de carga, que se assemelham às “bombas” utilizadas em posto de gasolina. O local estará aberto conforme o funcionamento da federação: das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30, de segunda a sexta.

Mario Okamura

Gustavo Oliveira conversa com rep�rter Vin�cius Lemos

Repórter Vinícius Lemos, do Rdnews, entrevista vice-presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, sobre eletropostos 

O vice-presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, explicou que os eletropostos são fundamentais para que carros elétricos e híbridos se desenvolvam no Brasil. “Eles são muito mais eficientes que o de combustão. Além disso, ele é muito silencioso, tem muita potência disponível, não precisa ficar acelerando e possui baixo custo de manutenção”, declara.

Conforme Gustavo, há alguns itens que impedem o desenvolvimento dos veículos elétricos no Brasil. “A capacidade das baterias é uma dificuldade tecnológica que vem sendo resolvida com o tempo. Hoje há carros puramente elétricos com capacidade para 500 ou 600 km. Outro ponto é a dificuldade de encontrar lugar para carregar o veículo. O alto custo da tecnologia também é uma dificuldade, mas o barateamento só acontece com o tempo”.

Os carros elétricos custam, em média, R$ 90 mil. Alguns modelos, considerados mais luxuosos, ultrapassam R$ 200 mil. No entanto, os veículos são produzidos no exterior e ainda são poucos os modelos comercializados no Brasil. “Temos notícias de que três grandes fabricantes, que ainda não podemos divulgar por questão estratégica, já estão planejando vir ao Brasil”, afirmou o vice-presidente da Fiemt.

“A proposta do eletroposto é contribuir com a implantação de uma estrutura para propiciar esse desenvolvimento dos carros elétricos. Ele combina conceitos tecnológicos com alta geração de energia solar. O que não é usado para abastecimento de carros entra como excedente e reduz o consumo de energia do sistema elétrico da Fiemt. Ele ainda reduz a poluição e gera consumo limpo para o meio-ambiente”.

Gustavo comprou um carro elétrico há um ano e meio. Desde então, utiliza diariamente o veículo para se deslocar na cidade. “Ele é muito eficiente. A revisão é barata, custou menos de R$ 500. Com R$ 11 de energia elétrica, o carro roda 100 quilômetros. Isso equivale, mais ou menos, a um carro que faz 30 quilômetros por litro de gasolina. Em termos econômicos, é muito”, diz.

Mário Okamura

Jules Ign�cio Bortoli

Empresário Jules Ignácio Bortoli é proprietário de carro elétrico e comemorou fato de agora ter eletroposto em MT

Os veículos, porém, não podem ser utilizados no meio rural, pois não possuem estrutura para enfrentar os trajetos. “Mas já foram desenvolvidos automóveis elétricos que são modelos utilitários”, afirma o vice-presidente da Fiemt.

Abastecimento

Atualmente, os proprietários dos carros elétricos de Mato Grosso costumam abastecer os veículos em estações caseiras, com equipamentos que acompanham o carro. Eles demoram cerca de oito horas para que possam carregar totalmente os automóveis. Na estação do Fiemt, os automóveis devem carregar totalmente em cinco ou seis horas.

“Atualmente, abasteço o veículo na estação que tenho em casa, duas ou três vezes por semana. Ele tem autonomia de 100 quilômetros e eu rodo entre 200 e 300 quilômetros por semana. Faço abastecimentos em casa ou na empresa”, comenta Gustavo.

O empresário Jules Ignácio Bortoli também é proprietário de um carro elétrico. Ele comemorou o fato de ter um eletroposto em Mato Grosso. “Eu pretendo carregar aqui, porque é rota do meu cotidiano. Agora sonho que tenha também em shoppings e supermercados, para que a gente possa fazer compras enquanto ele carrega”, pontuou.

Mário Okamura

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Eletroposto da Fiemt custou R$ 70 mil, dos quais R$ 45 mil financiados pela Energisa com recurso da Aneel; 2 estações de carga foram doadas pela Volvo

O eletroposto da Fiemt custou R$ 70 mil, dos quais R$ 45 mil foram referentes à estrutura, financiada pela Energisa, com recursos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As duas estações de carga foram doadas pela Volvo e custaram R$ 25 mil. “Não teve custo nenhum para a Federação das Indústrias”, diz Gustavo.

Capacidade

O consumo de energia elétrica de um carro elétrico, para rodar 100 quilômetros, é de 11 quilowatts. “É uma semana de consumo de uma residência com três quartos, de padrão médio. Isso é muito mais barato que o combustível”.

“Em termos financeiros, é como se gastassem R$ 12 em três litros de gasolina, para rodar apenas 30 quilômetros. Os mesmos R$ 12 de energia daria para rodar 100 quilômetros em um carro elétrico”, compara Gustavo, simulando a comercialização da energia concedida gratuitamente.

Em relação à velocidade do veículo, o vice-presidente da Fiemt explica que os automóveis elétricos podem passar de 170 quilômetros por hora em pista fechada. “É como os carros com combustível, quanto mais depressa você anda, menos quilômetro por litro vai fazer”, relata.

Mário Okamura

Edgar Escobar com Riberto Barbanera e Jandir Milan

Presidente da Abrave, Edgar Escobar, com o presidente do Sindenergia, José Mesquita, e presidente da Fiemt, Jandir Milan, durante a inauguração

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Comentários (4)

  • Fernando | Terça-Feira, 22 de Maio de 2018, 11h51
    6
    1

    Dona Maria, a energia e solar, eles fizeram a cobertura de um estacionamento em placas para captar a energia solar, mas toda a critica e bem vinda, convêm ter embasamento. Não podemos ficar refém de uma unica matriz de energia . Um Nação só e grande se acompanhar a modernidade com conhecimento e ciência, ate pra plantar uma simples rama de mandioca.

  • Dona Maria | Terça-Feira, 22 de Maio de 2018, 10h17
    2
    6

    Rico ganhando energia da Energisa para recarregar seus caros carros! Quem paga a conta? É o pobre endividado que paga contas altíssimas de energia e ainda, como se não bastasse, pagando quase R$ 5,00 de gasolina.

  • Luciano | Terça-Feira, 22 de Maio de 2018, 09h35
    3
    1

    Ah sim, ele vai lá na FIEMT que é caminho do serviço dele, dá uma "paradinha" de seis horas, toma um café, fica esperando e vai para casa... super prático...

  • Júlio Campos Neto | Terça-Feira, 22 de Maio de 2018, 08h37
    15
    1

    Parabéns pela iniciativa e empreendorismo. O futuro começa a se tornar realidade no nosso Estado.

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