ECONOMIA E AGRONEGÓCIO

Quinta-Feira, 11 de Abril de 2019, 10h:27 | Atualizado: 11/04/2019, 10h:45

Polêmica

Presidente da Aprosoja cobra a revisão sobre destinação dos recursos do Fethab

O presidente da Aprosoja-MT Antonio Galvan voltou a cobrar a destinação correta dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), durante a feira Parecis Super Agro, em Campo Novo do Parecis,  nesta quarta (10). De acordo com ele, os produtores entendem que as áreas para as quais serão destinados 60% dos recursos do “Novo Fethab” são prioritárias, no entanto, há outras fontes de arrecadação específicas para essa finalidade.

Rodinei Crescêncio

Antonio Galvan

Antonio Galvan diz que, ao longo dos anos, o que se vê é a falta de gestão eficaz na aplicação dos recursos em MT

Diante de um público composto por produtores rurais, empresários e representantes de outras entidades do setor, Galvan reforça que a alteração na lei do Fethab – publicada em janeiro deste ano -, impacta de forma negativa o setor, já que apenas 30% dos recursos do Fundo serão utilizados para a destinação de origem. Ou seja, criado pela lei nº 7263/2000, o Fethab sempre teve como objetivo central o financiamento de planejamento, execução, acompanhamento e avaliação de obras e serviços de transportes e habitação.

 “São importantes as outras áreas? São. Não temos dúvidas disso. No entanto, ao longo dos anos, o que se vê é a falta de gestão eficaz na aplicação dos recursos, é isso que cobramos e vamos continuar o enfrentamento. O descontentamento é grande em todo o segmento. Passamos meses discutindo e tentando evitar que isso acontecesse, pois o setor já contribui e não estamos cobrando nada além do que é de direito”, disse Galvan.

O presidente elencou algumas rodovias estaduais que são de extrema importância para interligar os municípios daquela região e estão em condições precárias. Muitas fazem parte de relatórios feitos pela entidade por meio do Movimento Pró-Logística, que realiza anualmente o Estradeiro, fazendo um raio-x das vias. Segundo ele, além disso, há questões como a inviabilidade da produção de milho, por conta do Fethab. “Uma cultura na qual o produtor já tem margem negativa, com a cobrança do Fethab ficou ainda mais crítico. Precisamos retomar essa discussão ou a produção agrícola do Estado será toda comprometida”, disse.

Reclamou ainda do desgaste com o projeto que retira mais 10% de infraestrutura e logística, que fazem parte do MT Par, para colocar em outra área. A proposta já foi aprovada pelo Legislativo. (Com Assessoria)

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