ECONOMIA E AGRONEGÓCIO

Segunda-Feira, 13 de Maio de 2019, 18h:56 | Atualizado: 13/05/2019, 19h:02

PAUTA ÚNICA

Discussão excessiva sobre Previdência não pode congelar o país, afirma Fiemt

Rodinei Crescêncio

Gustavo Oliveira

Presidente do Sistema Fiemt, Gustavo Oliveira, durante debate em torno do corte de 33% no programa Minha Casa Minha Vida, por parte da União

O presidente da Fiemt - que representa as indústrias do Estado -, Gustavo Oliveira, avalia que é preocupante a política do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em implementar a política de cortes de gastos nos ministérios e barganhar recursos para as políticas econômicas só após a Reforma da Previdência.

“A Federação das Indústrias vê com muita preocupação essa situação do país. Nitidamente as perspectivas econômicas para 2019 vêm se rebaixado mês a mês. O clima de otimismo que existia no começo do ano por uma empolgação com a capacidade do governo federal de implementar reformas no país, e agora um choque de realidade que mostra que as reformas são difíceis de implementação, principalmente, a Reforma da Previdência”, avalia Gustavo.

O presidente da Fiemt aponta que identifica da parte da União grande esforço para uma pauta quase única, que é a Reforma da Previdência. “Mas o país tem outras questões muito importantes que não podem ficar congeladas”.

Gustavo pondera que o país não pode ficar congelado em uma discussão excessiva sobre a reforma e, em nome dessa discussão, parar todo o resto. “E neste sentido nos preocupa muito uma obsessão por esse ajuste fiscal em curto prazo. Quero lembrar que diversas nações no mundo partiram por este caminho em tempos de crise, para recuperar o número da economia e zerar o deficit, mas essa política se mostra extremamente recessiva”.

O empresário avalia que diante dos 12 milhões de desempregados no país, cresce a desconfiança do setor empresarial sobre a capacidade do Governo Bolsonaro gerir uma política econômica que vá ao encontro do anseio dos investidores. Segundo ele, a economia precisa de uma injeção de animo neste momento, para que o país possa voltar a respirar. "Não podemos criar essa política de curto prazo e esquecer que existe uma vida real aí fora. Pessoas que precisam de emprego, renda e habitação”.

As criticas foram feitas durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda na Fiemt, na qual os empresários da construção civil expuseram a preocupação com os cortes de 33% no programa Minha Casa Minha Vida. Na tendência de contingenciamento de gastos, o presidente Jair Bolsonaro já cortou R$ 7,4 da Educação Pública no país e mais R$ 5 bilhões das Forças Armadas.

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