ECONOMIA E AGRONEGÓCIO

Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 17h:56 | Atualizado: 22/08/2019, 18h:04

MINERAÇÃO EM MT

Pela viabilidade financeira e não extinção, Metamat avança em acordo com a ANM

Rodinei Crescêncio

Juliano Metamat

Juliano Jorge Boraczynsk, que busca medidas para manter atividades da Metamat

A Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) dá o segundo passo para tentar se viabilizar e não fechar as portas de vez. Depois de demitir 63 funcionários que não tinham ocupação dentro da estatal, agora caminha para terminar o termo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Mineração (ANM). A intenção é auxiliar a agência na fiscalização e atuar nos requerimentos para exploração mineral no Estado.

A saída via termo de cooperação tem claro objetivo de dar utilidade pública para a empresa que nos últimos 20 anos só tem servido como cabide de emprego para apadrinhados políticos. Prova disso é que dos 103 funcionários que estavam lotados na Metamat antes do “facão”, 80% dentre os 63 demitidos eram aposentados que continuavam contratados e inflando a folha de pagamento.

Em reunião realizada em Brasília, nesta quarta (21), a diretoria da estatal veio convencida de transformar a companhia em uma agência. Tecnicamente a alteração de nome é só uma forma de “modernizar” o nome social da empresa, porque na prática passará a fazer correspondência técnica com outra agência, a ANM que até 2017, também estava reduzida à inutilidade.

Após reconfiguração estrutural e de função social, a ANM agora também tem por missão fomentar e organizar a exploração mineral no país. Apesar disso, ainda tem problemas de estrutura, falta de recursos humanos, baixa aplicação de tecnologia, e pelo menos no que diz respeito à correspondente da agência em Mato Grosso, possui processos analíticos e quantitativos basicamente analógicos, com poucos recursos avançados.

Apesar do importante passo que a Metamat, sob direção de Juliano Jorge Boraczynsk, tem dado para tentar não encerrar as atividades, o setor mineral em Mato Grosso requer atenção. Muitos segmentos da extração mineral ainda seguem pouco regulamentados, o que significa que o Estado tem deixado de arrecadar valores importantes com setores como engarrafamento de água ou extração de área em leitos de rio, isso só para citar exemplos nas mais de 20 áreas do setor que estão fora do radar de regulamentação do Poder Público.

Essa seria uma alternativa para o governador Mauro Mendes (DEM), que tem tentado de todas as formas conseguir dinheiro novo por meio de arrecadação. Setores como o agronegócio, pecuária, indústria e comércio já foram alvos da "estratégia maurista", mas ainda existem margens para mais “garimpagem” em busca de novos recursos para equilibrar as contas do Estado. 

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Comentários (1)

  • Bondade | Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 22h03
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    Bondade , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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