ECONOMIA E AGRONEGÓCIO

Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 14h:58 | Atualizado: 30/04/2019, 16h:13

Sicredi

Recém-formados são incentivados para crescer no cooperativismo no Brasil leia

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Lucas Cunha Sicredi

Na estatística do Brasil está o jovem Lucas Cunha, 22 anos, de Rondonópolis, administrador

O sonho de fazer um curso superior e trilhar uma carreira de sucesso é perseguido por milhões de jovens no Brasil. Durante a faculdade, os estudantes saem em busca de estágio para colocar em prática as teorias aprendidas em sala de aula. Seja antes ou depois de formados é óbvio que na lista das empresas onde procuram uma colocação estão as melhores do país, entre elas o Sicredi, instituição financeira cooperativa que está presente em 22 estados e no Distrito Federal.

No dia 24 de abril é comemorado o Dia Internacional do Jovem Trabalhador, uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para destacar a importância de novos profissionais no mercado de trabalho. A data foi criada para incentivar a contratação de profissionais sem maior experiência, para contribuir com novas ideias e na descoberta de novos talentos.

No Brasil algumas iniciativas facilitam a entrada do jovem no mercado de trabalho, como as leis da Aprendizagem Profissional e do Estágio. Ambas garantem direitos aos estudantes, como cursos de formação inicial e até remuneração. Dados da Secretaria de Trabalho, do Ministério da Economia, apontam que até junho de 2018 (dados mais recentes), o país tinha 430.661 aprendizes no mercado de trabalho e contabilizava 3.460.904 aprendizes contratados desde 2005.

Na estatística brasileira está o jovem Lucas da Cunha, 22 anos, de Rondonópolis. Ele está no último ano do curso de Administração de Empresas e é auxiliar administrativo na sede da cooperativa Sicredi Sul MT. No início de 2017, Lucas trabalhava como motoboy e cadastrou currículo no site do Sicredi, sem muita esperança de ser chamado. Para sua surpresa, foi convidando para um processo seletivo, mas não sabia para qual vaga seria.

Quando estava nas últimas fases da entrevista, os candidatos foram informados que tratava-se de uma vaga de aprendiz. O salário era menor do que o que estava recebendo, mas a perspectiva de crescer na empresa o fez manter-se candidato à vaga. Foi selecionado para trabalhar na área de negócios, no setor de Business Inteligence (BI), sem nem saber o que era Excel, programa fundamental para desenvolver as atividades nessa função. Ficou um ano nessa área e aprendeu tudo que precisava. Foi contrato pela cooperativa e ficou na função por mais 11 meses e agora, prestes a completar 2 anos na empresa (no dia 26 de abril) está em transição para assumir outra função, no departamento de Comunicação e Marketing. “O Sicredi oferece oportunidades e aproveito. Fiz algumas capacitações e tirei certificações. Meu plano é chegar ao cargo de assessor em três anos e a longo prazo chegar à diretoria”.   

Contratado como estagiário no 1º processo seletivo que participou na vida, Eduardo Costa da Gama, 24 anos, também já faz sua história no Sicredi. Natural da cidade de Irecê, interior da Bahia, veio para Mato Grosso estudar Comércio Exterior no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em Pontes e Lacerda. Começou a trabalhar em um escritório de contabilidade. Alguns colegas de sala trabalhavam no Sicredi e foi por meio deles que soube de um processo seletivo. Se candidatou, mas não foi chamado. Não desistiu. Se inscreveu novamente e foi chamado para o processo seletivo, onde foi selecionado. Foi um dos dois estagiários contratados que alternaram as atividades de atendimento na agência e no setor administrativo. Estagiou na agência de Pontes e Lacerda de novembro de 2015 ao fim de 2016.

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Eduardo da Gama Sicredi

Eduardo  Gama, 24 anos, também já faz sua história no Sicredi, onde começou estagiando

Quando estava no último ano da faculdade surgiu uma vaga para a área de Desenvolvimento do Cooperativismo em Araputanga, sede da cooperativa Sicredi Noroeste MT e Acre. Participou da seletiva e foi selecionado. Todavia, como ainda estava estudando não conseguiu assumir a vaga. “Quando terminou o contrato de estágio havia uma vaga na agência de São José dos Quatro Marcos, onde fui efetivado no dia 2 de janeiro de 2017, na área de Negócios Pessoa Jurídica”.

Ficou na cidade até março do ano passado, quando foi para Araputanga assumir uma vaga na área de Desenvolvimento do Cooperativismo, almejada por ele desde o início e na qual concentra os estudos para crescer na empresa. “Gosto muito de trabalhar no Sicredi e da evolução que já conquistei, como consequência da aprendizagem, do desenvolvimento de competências, de treinamentos e estudos. Aqui temos a liberdade de opinar, de criar, o que contribui para minha formação profissional”. E por falar em estudos, Eduardo fez MBA em Administração Empresarial e uma pós-graduação online em Logística Internacional e não pretende parar tão cedo.

A satisfação dos colaboradores em trabalhar no Sicredi motiva reconhecimentos. No último ano, o Sicredi foi eleito, pelo 8º ano seguido uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no país, pela revista Você S/A. Também pela Você S/A, há dois anos consecutivos, a instituição financeira cooperativa está entre as melhores empresas para se começar a carreira. A gerente de Gestão de Pessoas da Central Sicredi Centro Norte, Andrea Passos, acrescenta que a empresa tem um programa de trainee para que o colaborador se prepare para enfrentar os desafios da função. “Nossos valores são transparentes para que o colaborador se conecte conosco. Então, brilho no olho, cooperação, engajamento e determinação são exemplos de critérios que podemos buscar nele. Incentivamos os profissionais a serem protagonistas da própria carreira”.

Atualmente, a Central Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre, possui 3.153 colaboradores. Deste total, 1.053 (33,3%) têm até 25 anos; 1.553 (49,2%) têm de 26 a 35 anos; 493 (15,6%) têm de 36 a 50 anos; e 54 (1,7%) têm acima de 50 anos.

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