ECONOMIA

Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2015, 13h:57 | Atualizado: 27/09/2015, 20h:17

Economia

Aprosoja quer incentivo para ampliar produção de etanol à base de milho

Divulgação

Glauber Silveira

Conselheiro da Aprosoja, Glauber Silveira, defende incentivos para etanol

A viabilidade da fabricação de etanol de milho em Mato Grosso é tema de debate em encontros feitos pela Aprosoja. O conselheiro consultivo da Associação, Glauber Silveira, argumenta que, para impulsionar a produção, o grupo solicitou que o Governo Pedro Taques crie uma linha de incentivo voltado ao setor.

“Atualmente, para cada real investido pelo produtor, há o prejuízo de R$ 0,64. Com o incentivo, haveria um lucro de até R$ 5,14. Além disso, o governo arrecadaria cerca de R$ 440 milhões”, argumenta Silveira.

 Mato Grosso tem potencial para utilizar 10 milhões de toneladas de milho para a produção de etanol, mas atualmente apenas 220 mil toneladas são utilizadas para produzir 88 mil litros de combustível.

Assim, segundo Glauber, o faturamento bruto com milho é de R$ 2,7 bilhões. “Com a transformação do grão em etanol, DDG, cogeração de energia, entre outros, este valor subiria para R$ 14 bilhões. Pense em quanto de imposto isso geraria para o Estado”, sustenta Glauber.

 O diretor da Aprosoja acredita aponta ainda a existência de demanda para o etanol de milho, pois são produzidos no Estado um bilhão de litros do combustível - metade é consumida internamente, a outra é exportada. “O contraditório é que em Mato Grosso se consome um bilhão de litros de gasolina porque há instabilidade na produção do etanol. Com maior produção e incentivo ao consumo deste combustível, o mercado absorveria a produção”, afirma. 

 Além da fabricação de etanol, os produtores que investirem em usinas flex ou full poderão também produzir DDG (subproduto utilizado para ração animal) e cogeração de energia, além de plantio de eucaliptos para alimentar as usinas. “Estamos levando uma oportunidade para o produtor rural de Mato Grosso, incentivando a agregação de valor e a receptividade é muito boa nas reuniões”, finaliza Silveira. (Com Assessoria)

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Comentários (1)

  • sergio dewes | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2015, 16h24
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    0

    O calculo do terceiro paragrafo esta completamente furado "220 mil tonelladas para produzir 88 mil litros, (220.000.000 kg / 88.000 = 2.500 ) ou seja seriam 2.500 kg para produzir Um litro.

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