Rumo a 2010

Apesar do acordo, Wilson e Jayme lançarão projeto próprio; aliança só no 2º turno

Wilson Santos, do PSDB  O resultado de uma pesquisa qualitativa avaliada pelas cúpulas tucanas e democratas na semana passada está motivando o prefeito de Cuiabá Wilson Santos e o senador Jayme Campos a estabelecerem um acordo, que seriam se separarem no primeiro turno nas eleições majoritárias para, depois, se unirem num eventual segundo turno. A amostragem revela que a reaproximação dos dois é aceita pelo eleitorado, mas não trouxe o efeito que o grupo esperava. Sendo assim, não correrem o risco de "morrerem abraçados nas urnas", como aconteceu com Júlio Campos e Carlos Bezerra, em 1998, os dois pré-candidatos a governador avaliam essa possibilidade de DEM e PSDB lançarem projeto próprio.

   Apesar de Jayme ter anunciado neste sábado, durante encontro do DEM em Poconé, que em 2 de março o seu partido e o PSDB de Wilson vão definir candidatura e que vão convergir para o mesmo palanque, nos bastidores a sinalização e outra. Há um grande temor do eleitor não absorver a coligação DEM-PSDB porque, afinal, resultaria na união de adversários políticos do passado. Wilson, quando deputado estadual nos anos 1990, fazia oposição dura a Jayme, que foi governador de 91 a 94, na época pelo extinto PFL (hoje DEM). Na Assembleia, o hoje prefeito de Cuiabá e ex-pedetista conseguiu instaurar até CPI contra a gestão Campos. As brigas políticas entre os dois prosseguiram por quase 20 anos.

  Os discursos acalorados estão gravados e podem voltar ao debate no horário eleitoral. Um dos mais polêmicos partiu de Wilson, em forma de provocação, no velho estilo "Galo de Briga", como era conhecido. Da tribuna da Assembleia, ao se referir a uma festa promovida pelo então governador, Wilson comentou sobre a letra da música "Mexe-Mexe", de Leandro & Leonardo, com refrões, como "À meia-noite nada é proibido/ Mulher casada troca de marido/ O engraçadinho apaga a lampião/ E o amassa mamão fica mais divertido." Jayme ficou na bronca e prometeu processar o então deputado, o que acabou não acontecendo.

     Mas como político segue o ritmo das nuvens, que mudam de lugar constantemente, a aliança entre Wilson e Jayme não é tida hoje pelos dois grupos como algo traumático mas, no fundo, traz preocupação dos dois lados. Jayme tenta costurar projeto independente. Ele nada tem a perder, afinal o seu mandato de senador está garantido até 2014. Wilson se mostra mais preocupado com eventuais desgaste. Além do mais, lidera as pesquisas de intenção de voto, sem ter fechado composição com os democratas. Pelos novos entendimentos, Wilson se firmaria como candidato de oposição ao Paiaguás, assim como Jayme. Como a tendência é de haver eleição de dois turnos, quem eventualmente for para a disputa final teria apoio de quem estiver de fora.

   A tese de DEM e PSDB definirem por candidatura própria ganha maior consistência se o empresário Mauro Mendes (PSB) for candidato. Acontece que o nome do ex-republicano tem crescido nas intenções de voto e isso traz preocupação tanto aos dois partidos quanto também ao governista Silval Barbosa (PMDB). Com Mendes no páreo, aumenta a expectativa de eleição de dois turnos.

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