Eleições 2010

Candidatos devem "torrar" o dobro do valor gasto em 2006

Candidatos "torram" o dobro do valor gasto na campanha de 2006

   Os R$ 69 milhões previstos para as despesas dos 4 candidatos ao Palácio Paiaguás representam o dobro do valor gasto nas eleições de 2006, quando a quantia chegou a R$ 34,5 milhões.  O curioso é que apesar do valor ter dobrado, o número de significa a metade do último pleito, quando 8 disputaram o comando do Executivo estadual e somaram despesas de R$ 34,5 milhões.

   O governador Silval Barbosa (PMDB) foi o que apresentou a maior previsão de gastos junto à Justiça Eleitoral nesta segunda (5). Conforme documentos entregues ao Tribunal Regional Eleitoral, suas despesas somadas as do seu vice, Chico Daltro (PP), chegam a R$ 30 milhões. Este valor será utilizado para executar a campanha, viajando pelo Estado em busca de votos, além de pagar materiais gráficos.

   Em segundo lugar na lista dos que mais devem gastar para tornar realidade a campanha eleitoral deste ano está o empresário Mauro Mendes (PSB). Ele vai disputar o Governo pela primeira vez. Em 2008 tentou a Prefeitura de Cuiabá, chegou ao segundo turno contra Wilson Santos (PSDB), mas acabou sendo derrotado. Mendes informou à Justiça Eleitoral que pretende gastar R$ 20 milhões durante esta campanha. O socialista, um dos maiores empresários do Estado, tem como vice Otaviano Pivetta (PDT), deputado estadual e produtor rural. Ambos acumularam fortuna durante suas trajetórias.

   Wilson, que após cumprir metade de seu mandato como prefeito de Cuiabá decidiu "abandonar o barco" e disputar o Paiaguás, afirmou ao TRE que pretende gastar até R$ 18 milhões para viabilizar sua campanha e a de seu vice, Dilceu Dal Bosco (DEM). Wilson segue praticamente empatado com Silval na corrida pelo Governo nas pesquisas eleitorais de intenção de voto.

   Na lanterna dos "gastadores" aparece Marcos Magno (Psol), que durante a convenção do partido anunciou, de última hora, que iria entrar na briga pelo Paiaguás. Até então, Mauro Lara (Psol) anunciava que seria o candidato do partido, mas recuou para disputar o Senado. Marcos então se sentiu "na obrigação" de encarar o pleito. Bem mais humildo do que seus adversários, ele declarou que pretende gastar R$ 1 milhão, mas já deixou claro que este valor é referente ao teto de gastos, ou seja, ao máximo que pode "torrar", mas ressaltou que provavelmente não terá todo o montante para injetar na campanha, em que disputa com José Roberto Freitas.

   Já em 2006, dos R$ 34,5 milhões previstos pelos então candidatos, Blairo Maggi (PR), que venceu o pleito e agora disputa uma vaga no Senado, foi o que apresentou o maior valor. Foram R$ 15 milhões para viabilizar sua campanha vitoriosa rumo ao Paiaguás. À época, Silval era vice do republicano e "ajudou" a utilizar o montante para emplacar seu nome.

   Antero Paes de Barros, que assim como Maggi tenta conquistar uma vaga no Senado nas eleições gerais deste ano, foi o segundo na lista dos que apresentaram a maior previsão de despesas. Segundo declaração entregue pelo tucano ao TRE, a expectativa era injetar R$ 6 milhões na campanha eleitoral. Logo depois está Bento Porto, com previsão de gastos de R$ 5 milhões. Em quarto lugar figurou a senadora Serys Marly (PT), que disputou o Paiaguás sem sucesso em 2006 e neste ano ficou fora do pleito após protagonizar uma verdadeira "guerra" com o presidente regional do partido, deputado federal Carlos Abicalil. À época, Serys apresentou uma planilha com despesas previstas de R$ 3 milhões.  


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