BRIGA

Dissidentes tentam boicote; Pivetta "segura" MT Muito Mais


Na convenção que referendou as candidaturas de Pedro Taques e Otaviano Pivetta ao Senado, lideranças ligadas ao governador Silval Barbosa ameaçaram ingressar com pedido de anulação do evento na executiva nacional
Foto: Josinei Moreira

   Assim como no PPS, a convenção do PDT nesta quarta (30) foi marcada por troca de acusações, defesas intransigentes de apoios políticos e muito bate-boca. Apesar da legenda ter “fechado” com o empresário Mauro Mendes (PSB) na corrida à sucessão estadual, o clima foi de racha. Os convencionais homologaram apoio ao socialista por 36 votos a três.

   Em minoria, o grupo favorável ao “tucanato” analisou todas as “artimanhas” jurídicas na tentativa de invalidar o resultado da convenção. Só não contavam com a experiência do ex-procurador da República Pedro Taques, candidato à senatória e coordenador jurídico do movimento Mato Grosso Muito Mais (PSB, PDT, PPS e PV). Semanas antes do evento, Taques e o grupo de assessores jurídicos das cúpulas partidárias analisaram as possibilidade dos opositores em anular a convenção.

   Enquanto isso, membros da equipe e coordenadores das campanhas “caprichavam” na organização do evento para não dar “brecha” a críticas do grupo liderado pelo tesoureiro do diretório regional, Rodrigo Rodrigues, um dos articuladores da tentativa frustada de composição com Silval. Além disso, a convenção simboliza o atual momento histórico da legenda. Pela primeira vez, desde a eleição de Dante de Oliveira (1995-2002) pelo PDT ao governo, o partido tem a oportunidade de retomar o comando do Executivo.

   Imbuído na tarefa de “melar” o arco de alianças do MT Muito Mais, Marco Túlio, aliado de Rodrigo, propôs que a votação dos convencionais fosse secreta. Responsável pela condução do evento, o ex-deputado e ex-presidente do Intermat, Jair Mariano, argumentou que o estatuto prevê que o voto não seja aberto apenas com a aprovação dos convencionais. Nesse primeiro embate, o grupo de Pivetta e Taques venceu por 31 votos a sete.

Convenção do PDT Foto: Josinei Moreira   A tentativa de conturbar a convenção não parou por aí. Desesperados, lideranças ligadas a Rodrigo defenderam que a votação fosse nominal - nesse caso os convencionais são chamados pelo nome e proferem o voto individualmente. Contudo, o grupo de dissidentes foi novamente derrotado. Após a superação dos questionamentos sobre a legalidade e legitimidade da convenção, os delegados pedetistas finalmente homologaram o apoio a Mendes na cabeça-da-chapa majoritária. Ele disputará numa “dobradinha” com Pivetta. Por 35 votos a sete, também foi aprovada a formação do “chapão” nas disputas proporcionais.

   Tão logo o resultado da eleição foi anunciado, os cinco militantes que defendiam a candidatura de Silval saíram de “fininho”. São eles Rodrigo Rodrigues, Valdinei Barbosa, secretário estadual de Relações Institucionais do PDT, Luiz Arthur Ribeiro, o Luluca, sobrinho do ex-governador Dante de Oliveira, Marco Túlio e o presidente do diretório de Cuiabá, Mário Márcio Torres. Os dois últimos não tiveram direito a voto. Túlio não faz parte da executiva e Mário Márcio, contrariado pela votação ser aberta, jogou o crachá na mesa e deixou a convenção.

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