polêmica

Lupi afirma que apoio a Aécio deixa Taques em “rota de colisão” com PDT

Rdnews

Taques e Lupi

 Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, e Pedro Taques, governador eleito

A direção nacional do PDT, sob a presidência de Carlos Lupi, aguarda o fim do segundo turno das eleições para se pronunciar sobre a postura do governador eleito Pedro Taques, que contrariou a decisão partidária e rejeitou a presidenciável Dilma Rousseff (PDT) anunciando apoio ao adversário Aécio Neves (PSDB), em ato político realizado no Memorial JK, em Brasília, na última quarta (8).  As possíveis sanções incluem desde reprimenda pública até a expulsão da sigla.

Segundo Lupi, o PDT se apressou em divulgar resolução reafirmando o apoio a Dilma no segundo turno, com objetivo de evitar dissidências. “Estamos com a presidente Dilma desde o primeiro turno. O Pedro Taques participou da convenção nacional realizada em 10 de junho e assinou a ata, que referenda a posição da esmagadora maioria do partido”, afirma em entrevista ao Rdnews.

Lupi também explica que nenhum pedetista dissidente sofrerá punição sumária. De acordo com o presidente nacional do PDT, a Comissão de Ética vai avaliar cada caso individualmente, considerando a realidade política dos Estados. “Posso dizer que os companheiros que apoiam Aécio Neves estão em rota de colisão com o PDT, mas todos terão direito de expor suas razões”.

Apesar da aliança do PDT nacional com Dilma, inclusive com a indicação do ministro do Trabalho Manoel Dias, Taques foi liberado pela direção partidária para compor com PSDB e DEM no Estado. Na campanha que assegurou a vitória em primeiro turno, o governador eleito ignorou a petista e exibiu na TV depoimentos do próprio Aécio e da terceira colocada na disputa presidencial, Marina Silva (PSB).

Além de Taques, Aécio também conquistou o apoio de expoentes do PDT em Mato Grosso como o presidente regional da sigla e deputado estadual reeleito Zeca Viana.  Entre os pedetistas que apoiam o tucano em âmbito nacional estão o senador Cristovam Buarque e o senador eleito José Antônio Raguffe, ambos do Distrito Federal.

Candidato a senador pelo Rio de Janeiro, Lupi teve apenas 3% dos votos na disputa eleitoral. No início do governo Dilma, o presidente nacional do PDT comandou o Ministério do Trabalho e deixou o cargo após denúncias de corrupção na pasta.

Resistência

O sociólogo Hélio Silva, que é membro da direção nacional do PDT, foi designado pelo diretório para coordenar a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff (PT) em Mato Grosso. Ex-secretário-geral no Estado, ele foi alijado da direção partidária pelo grupo ligado a Taques e ao atual presidente estadual Zeca Viana. Entretanto, permanece como membro do diretório nacional juntamente com o governador eleito. Questionado sobre a postura de Hélio Silva, Taques fez pouco caso do correligionário. “O PDT que tem votos está com Aécio”, afirmou.

 Leia, abaixo, o comunicado do PDT nacional:

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