Taques diz que não vai tirar sonho de ninguém e não é dono de partido

Pedro Taques, senador

Senador Pedro Taques (PDT) ameniza diputa entre grupos e destaca PR e DEM

O senador e pré-candidato ao governo, Pedro Taques (PDT), pondera que não cabe a ele tirar o sonho de ninguém. A declaração se refere aos projetos políticos do senador Jayme Campos (DEM), de se reeleger, e do deputado federal Wellington Fagundes (PR) de tentar uma vaga no Senado. Acontece que a intenção do democrata pode ir por água abaixo caso os republicanos decidam deixar a base governista e caminhar com Taques nas eleições deste ano. 

A possibilidade tem provocado conflitos internos entre os partidos, já que o DEM seguia firme com o PDT até que este começou a flertar com o PR. Para Taques, as divergências partidárias são naturais e reconhece que ambas as siglas precisam reivindicar espaço. “Estou buscando mais do que escolher nomes, precisamos debater o Mato Grosso que queremos”, ameniza, em entrevista ao Grupo RDNews - assista aqui

Ele ressalta ainda que o cacique do DEM tem trajetória política para disputar mais um mandato no Senado. Por outro lado, acredita que o deputado e presidente estadual do PR também tem preparo para concorrer. “Temos que respeitar as pessoas e no momento certo as coisas vão se ajeitando”, desconversa. 

Sobre o fato do PR fazer parte da base governista e, até então, responder por 5 secretarias na gestão do governador Silval Barbosa (PMDB), Taques lembra que o PDT esteve junto com o partido situacionista nas eleições de 2012 para eleger os prefeitos de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), de Sorriso, Dilceu Rossato (PR) e de Alta Araguaia, Maia Neto (PR). Mas frisa que o apoio para este ano ainda não está definido. 

Nos bastidores, a informação é que, para se juntar ao PDT, o PR teria que abrir mão das pastas que comanda na atual administração. Na opinião do parlamentar, partido político é importante, mas não serve necessariamente para aparelhar o Poder. Neste sentido diz que a discussão está restrita às lideranças republicanas. “Não me cabe, como senador do PDT, colocar colher de pau no angu do PR, isso não passa por mim, não sou dono de nenhum partido”. 

Enquanto uma nuvem negra paira sobre a coligação Mato Grosso Muito Mais, os irmãos Jayme e Júlio Campos, caciques do DEM, seguem admitindo o enfraquecimento da aliança com Taques. Não descartam a possibilidade de se unir ao próprio PR, sem o PDT, e ainda ao PMDB e PSD. 

Ficha suja   

Além da rusga partidária, o relacionamento entre as lideranças democratas com o líder estadual do PDT, deputado estadual Zeca Viana, esfriou após declarações do pedetista de que fichas sujas não subiriam no palanque de Taques. O senador, por sua vez, saiu na defesa do correligionário, e garantiu que ele deve ser respeitado. “As pessoas não são obrigadas a gostar do que eu falo ou do que ele (Zeca) fala, mas ele é o presidente, então tem credibilidade para falar”, finaliza. 

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