Rumo a 2010

Tucano tem oratória, mas se enrola nas obras

    Wilson Santos se prepara para enfrentar, a partir de abril, o maior desafio político de suas quase três décadas de vida pública: disputar candidatura de governador. Para ter legitimidade no pleito, conforme estabelece a Justiça Eleitoral, o tucano precisa renunciar ao mandato de prefeito de Cuiabá. Principal aposta do tucanato, que sonha em voltar ao Palácio Paiaguás após a gestão Dante de Oliveira (1995/2002), Wilson está mesmo disposto a encarar o teste das urnas. Sua situação, enquanto pré-candidato, levanta discussões sobre prós e contras.

   Entre os pontos positivos que carrega está o fato de ser bom de discurso. Num embate eleitoral com os possíveis concorrentes, vice-governador Silval Barbosa (PMDB) e com o empresário Mauro Mendes (PSB), o tucano certamente se sobressairia. O prefeito é daqueles que não param. Mantem uma agenda intensa. Isso o ajuda quando estiver em campanha num Estado com 141 municípios e com uma extensão territorial de 906.069 km2. Demostra ter disposição física para tanto.

   Entre os discursos de campanha, Wilson deve destacar o cursinho pré-vestibular que implantou em Cuiabá e está sendo copiado por alguns municípios, o bolsa universitária e a elevação do piso salarial dos professores. O tucano não carrega mancha em sua biografia sobre envolvimento em escândalo político e possui uma base eleitoral consolidada na Grande Cuiabá. O fato do PSDB nacional, com o governador paulista José Serra, vir forte acaba ajudando Wilson na corrida à sucessão do governador Blairo Maggi (PR).

     Problemáticas

     Já por outro lado, o pré-candidato do PSDB enfrenta problemas que podem complicá-lo. No meio político, continuam fortes os rumores de que Wilson não cumpre acordos legítimos e de que é muito centralizador. Também pesa sobre os ombros as dificuldades para executar obras dentro do cronograma estabelecido. Exemplo disso são os empacados projetos de conclusão das avenidas das Torres, do rodoanel e do PAC. Enquanto em âmbito nacional o PSDB vem forte, em Mato Grosso se mostra minguado, o que representa obstáculo para um pré-candidato majoritário que precisa ser bem recepcionado e ter nome respaldado nos municípios. Wilson precisa fazer campanha e, ao mesmo tempo, reconstruir a sua legenda, que conta apenas com 6 prefeitos.

     Wilson deve enfrentar questionamentos sobre o envolvimento de membros de sua equipe em fraudes nas obras do PAC, embora o processo tenha sido arquivado. Também convive com rejeição em Cuiabá, por força do desgaste de cinco anos do mandato de prefeito, embora tenha uma base eleitoral sólida. Se mostra instável quanto à equipe de assessores. Nenhum deles se destaca. Wilson Santos ainda convive com embaraços para fechar composições políticas, visando sua eleição a governador.

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