ELEIÇÕES 2020

Terça-Feira, 20 de Outubro de 2020, 23h:45 | Atualizado: 21/10/2020, 09h:48

PREFEITURA DE CUIABÁ

Candidatos passam por sabatina na Fecomércio e focam ataques a Emanuel

Reprodução de vídeo

Fecom�rcio sabatina

Sabatina da Fecomércio na noite desta terça foi aberta pelo presidente da entidade, José Wenceslau, e contou com 4 candidatos cotado nas pesquisas

Quatro candidatos que concorrem à Prefeitura de Cuiabá e com maior pontuação nas pesquisas de intenção de voto participaram na noite desta terça (20) da sabatina na Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio) e responderam perguntas sobre questões como enfrentamento à Covid, IPTU e regularização fundiária. E apesar de ser um evento focado em proposições foi marcado por críticas à gestão da prefeitura e falas sobre corrupção.

Participaram do evento Emanuel Pinheiro (MDB), Gisela Simona (Pros), Abílio Júnior (Podemos) e Roberto França (Podemos). No total, os candidatos responderam a 13 perguntas elaboradas pelo segmento do comércio.

O diálogo, como foi chamado pela Fecomércio, começou com o prefeito e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB).

Em sua fala, o candidato tentou deixar claro que durante o seu mandato foi um prefeito comprometido com setores econômicos, em destaque o comércio e sempre esteve aberto ao diálogo.

“Esse é meu compromisso para o 2º mandato ser um prefeito ainda mais articulado com todos os setores da sociedade”, afirmou.

Emanuel destacou também que durante a pandemia, que classificou como uma das piores crises da história, sempre esteve aberto a ouvir às necessidades do comércio. Quando questionado pela debatedora,  sobre o fato do comitê de enfrentamento da Covid-19 não ter tido representante de segmentos econômicos, o prefeito disse que o grupo era eminentemente técnico e voltados a questões sanitárias e de biossegurança.

 Para recuperar a economia, ele citou propostas para o pós-pandemia. Entre elas, linha de financiamento para as micro, pequenas e médias empresas, que não suportaram o fechamento durante o isolamento social e acabaram falindo.

Em sua fala, ainda respondeu sobre IPTU e disse que durante sua gestão não houve aumento real do tributo e, caso o empresário o cidadão, se sinta lesado, pode procurar a prefeitura para contestar o valor do imposto.

“Eu fui leal ao compromisso que assumi com a sociedade e com o setor do comércio. Ninguém aguenta mais ser tributado”, disse.

No fim, ainda rebateu falas de opositores e disse que as contas da prefeitura estão em dia.

Candidata Gisela

A próxima a responder aos questionamentos foi a candidata do Pros, Gisela Simona e centrou suas críticas à atual gestão da prefeitura, citando corrupção e burocracia na emissão de documentos como o alvará de construção, que interessa ao setor do comércio, e segundo ela, chega até 180 dias para liberação.

Gisela ainda garantiu que irá fazer a tão esperada reforma administrativa e prometeu enxugar a máquina pública, diminuindo de 19 para 16 secretarias. 

Segundo a candidata, faltou transparência à gestão Emanuel Pinheiro, citou desvios de recursos públicos e a abertura de cargos comissionados.

“Gestão eficiente é aquela que consegue ser transparente. É preciso fazer auditorias, revisões nos contratos e principalmente na questão que envolve grandes concessões, e que infelizmente não estão prestando o serviço que deveriam prestar e não estão sendo fiscalizadas pelo poder concedente”. 

Ela também falou sobre transporte coletivo e mobilidade urbana.

“Hoje temos 30% da população que usa seu veículo próprio para se locomover e 70% que usa o transporte coletivo e também anda a pé e de bicicleta. Precisamos primeiro trazer um transporte público de qualidade para nossa cidade. Não dá para continuar convivendo com o transporte precário da forma que está”, afirmou, dizendo que tem a proposta de revisar o contrato de licitação feito pela prefeitura.

“Ele tem o problema gravíssimo que é o fato de não prever o novo modal de transporte da nossa cidade, seja ele o BRT ou VLT. Isso por si só pode ser causa de nulidade desse contrato”, pontuou.

Gisela ainda destacou a necessidade de redução da tarifa de ônibus,  “que ao nosso ver está superfaturada e faremos a revisão do contrato vigente”.

Abílio Jr

O terceiro a ser sabatinado na Fecomércio foi o candidato do Podemos, Abílio Jr. Apesar das perguntas direcionadas ao setor comercial, Abílio usou  o tempo atacar e citou em diversos momentos o caso conhecido como “Escândalo do Paletó”.

O candidato também salientou que na sua gestão espera que o setor do comércio participe mais do que na atual administração e fez críticas ao prefeito Emanuel Pinheiro por ter ouvido pouco os segmentos produtivos da Capital.

“Eu não quero crer que dizer que salão de beleza só vai funcionar pela manhã por causa de Covid e na outra semana só vai funcionar à tarde por causa de Covid. Não quero acreditar que o segmento do comércio tenha participação na decisão da Prefeitura de reduzir o horário do supermercado”, exemplificou

Segundo ele, muitas pessoas perderam o emprego e isso foi culpa não da pandemia e sim do chefe do Executivo da Capital.

Outro ponto polêmico, Abílio falou sobre reforma administrativa na Prefeitura. Afirmou que irá cortar 3 mil cargos comissionados e secretarias, deixando apenas 11. Porém, fez questão de dizer que o servidor que é efetivo pode ficar tranquilo e quem trabalha também.

“Se o prefeito não tiver coragem de cortar na carne, se não tiver coragem de enfrentar os donos da nossa cidade: A nossa cidade tem dono. O dono do lixo, do transporte público, da iluminação, das obras pública...", não consegue avançar.

Roberto França 

Último entrevistado do evento, Roberto França (Patriota) também criticou a gestão do Alencastro e acusou o prefeito Emanuel Pinheiro de abandonar programas sociais, implantados por ele durante os seus dois mandatos à frente da Prefeitura (1996-2004). E boa parte da sabatina leu suas propostas.

“Um dos pontos da nossa gestão será o combate intransigente contra a corrupção e outro a transparência total. Porque é direito do cidadão saber onde é aplicado o seu recurso”, destacou.

Disse ainda que o plano de governo prevê a desburocratização e modernização da prefeitura.

O candidato ainda falou da necessidade de que o prefeito tenha um bom relacionamento com Governo do Estado e ainda a União para conseguir recursos para a Capital e voltou a pontuar o apoio do governador Mauro Mendes (DEM) e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"O governador Mauro Mendes foi prefeito e conhece a realidade de Cuiabá e inclusive já sinalizou no nosso horário eleitoral que será um grande parceiro da nossa gestão. Se temos o apoio do Governo do Estado e do Governo Federal, isso facilita muito”, ponderou.

França ainda defendeu a necessidade de regularização fundiária – hoje a Capital possui 20 bairros irregulares – e disse que a Prefeitura de Cuiabá age para dizer que não há acréscimo no IPTU, mas na realidade existe.

“A Prefeitura hoje faz uma manobra: diz que não aumenta o IPTU, mas aumenta o valor venal da casa. A nossa ideia é atualizar a cada dois anos o valor venal de acordo com os parâmetros do mercado imobiliário, e não de acordo com a inflação”, afirmou.

Falou também da reforma administrativa e prometeu informatizar a prefeitura e adequar o número de servidores ( que hoje é de 20 mil) para realidade “da receita e da arrecadação”.

“Se tiver que reduzir secretaria, vamos reduzir. Se tivermos que dispensar os temporários, vamos dispensar. Se tiver que fazer concurso, vamos fazer. Mas principalmente, usar o dinheiro público arrecadado com responsabilidade e com honestidade. Porque quando não se rouba, sobra mais dinheiro para fazer”, afirmou.

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Comentários (1)

  • EDMAR AUGUSTO DE OLIVEIRA SILVA | Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020, 07h13
    7
    1

    como dizia minha avó mangueira sem frutos não leva pedrada,... Abilio é demagogo e nunca fez nada além de criticar, o França é outro que só fez jardins em Cuiabá e deu calote nos servidores da prefeitura, a Gisela fica se jurando de morte o tempo todo e só sabe falar "se eu chegar viva", deve estar com câncer ou tem medo de COVID19 pra ficar com esse discurso pobre...

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