ENTREVISTA ESPECIAL

Sábado, 30 de Maio de 2020, 06h:58 | Atualizado: 30/05/2020, 07h:01

Adia para 2022 ou mantém em outubro, diz Rosana sobre eleições municipais veja

Prefeita de Sinop, Rosana Martinelli fala sobre promessa do governo para aumentar UTIs

Dayanne Dallicali/Arte/Rdnews

Rosana Martinelli

Prefeita de primeiro mandato, Rosana Martinelli (PL) é mais uma gestora que reclama dos prejuízos causados por conta da pandemia do novo coronavírus. O município, que até quinta (28) acumulava 45 casos positivos para a Covid-19 e 2 mortes, foi o primeiro a afrouxar as medidas de isolamento social (foram apenas 4 dias de comércios totalmente fechados). Apesar de considerar a situação controlada, Rosana espera que o Governo Mauro Mendes cumpra a promessa de dobrar o número de leitos. Atualmente, são apenas dez para atender, além da demanda do município (com 143 mil habitantes), a população de outras 32 cidades menores da região. Em entrevista remota com a equipe do , que continua trabalhando em esquema home office, a gestora destaca que tem aumentando a fiscalização nos estabelecimentos comerciais, mas condiciona o retorno dos alunos da rede municipal para as salas de aula ao aumento das vagas de UTI. Além disso, destaca que caso haja a decisão pelo adiamento das eleições municipais, que o pleito seja realizado em 2022, tendo assim mais 2 anos de mandato. O adiamento ou não da eleição também tem, segundo ela, adiado a definição se irá ou não buscar reeleição.

Confira os melhores trechos da entrevista:

Assessoria

Rosana Martinelli

Prefeita Rosana Martinelli em seu gabinete, em Sinop, entrevista com a equipe do grupo Rdnews de forma remota

Sinop já registrou 45 casos de pessoas infectadas (dados divulgados até dia 29) com a Covid-19, sendo 2 mortes. Qual a avaliação que a senhora faz desses números  no município?

Estamos acompanhando por meio de gráficos e está sendo feito um trabalho de prevenção e fiscalização com força de segurança, para que os decretos [com regras de distanciamento social e higienização] sejam executados. Fizemos uma parceria para que os comerciantes se responsabilizem. Não adianta só a prefeitura decretar, então nós fizemos reuniões para que houvesse mais conscientização e, principalmente, mais cobrança e execução por parte dos empresários, para não deixar clientes entrarem sem máscara ou sem passar o álcool em gel nas mãos em seus estabalecimentos. Consideramos a situação de Sinop controlada, sendo que sempre há mais trabalho a ser executado, não podemos baixar a guarda. 

Em março, a prefeitura determinou o fechamento do comércio por 15 dias, mas voltou atrás após um discurso do presidente Jair Bolsonaro. A pressão de comerciantes e eleitores do presidente foi um empecilho para adotar medidas mais duras quanto ao isolamento social?

Após a declaração do presidente Bolsonaro, nós fomos o primeiro município a abrir as portas. Procuramos estabelecer uma parceira com os empresários e a população, dividindo as responsabilidades. Estamos seguindo em frente, com uma preocupação muito grande.

Sinop tem leitos suficientes para um pico dos casos de Covid-19?

Sinop é limitada nos leitos de UTI, temos só dez leitos. Estamos aguardando a ampliação por parte do Estado, que tem esse compromisso de ampliar mais dez leitos por conta da Covid-19. A gente fica monitorando, pois esse hospital é regional. Toda esta região [mais de 30 municípios] está coberta apenas por 10 leitos. Claro que o Estado está disposto, caso ultrapasse a capacidade, a levar os pecientes por meio de UTI aérea para onde for possível. Hoje, o nosso pedido para o governo é que se amplie, conforme o prometido.

A rede privada de educação já está liberada para retornar às aulas. Já na municipal havia a previsão de retorno para 1º de junho. Isso será possível? Como?

Ainda aguardamos uma posição do secretário estadual de Saúde [Gilberto Figueiredo] para sabermos que dia teremos o reforço dos leitos de UTI para o município, pois temos um acordo com o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública. Não podemos ultrapassar os 50% da capacidade de leitos da UTI. Estamos na linha de risco, então não posso voltar nossas aulas e outros segmentos, como eventos, sem ter uma decisão concreta do governador [Mauro Mendes]. Não temos certeza que voltará dia 1º.

Caso o número de infectados aumente de forma drástica, a senhora teria coragem de adotar medidas mais duras, como o lockdown?

Estamos adotando todas as medidas, controlando diariamente todos os casos. Reforçamos as medidas, principalmente no comércio, para que consigamos fazer o controle. Acredito que o povo sinopense está seguindo as medidas [como o uso da máscara]. Acredito que em Sinop isso não será necessário.

Por conta da pandemia, o Congresso e o TSE tem debatido a possibilidade de adiamento das eleições municipais. A senhora crê nessa necessidade?

Com a queda na arrecadação, nos estamos sendo prejudicados na execução do nosso orçamento. A prioridade é destinar os recursos para a Saúde. Eu acredito que a eleição não será adiada. Trabalho com a perspectiva das eleições em outubro, sabendo que todos os gestores desse mandato estão sendo prejudicados. Não temos clareza de quanto tempo vai durar toda essa pandemia, por isso estamos executando nossas funções com muita confiança e determinação, mas sem uma previsão de quando isso irá acabar. O TSE está mais tendencioso a manter as eleições esse ano. Acredito que é melhor. Se não for adiar para 2022, que seja em outubro. Temos que finalizar toda gestão, nós temos os prazos, tem toda a transição que fica comprometida para o próximo mandato. Acredito que adiar para novembro ou dezembro não resolve nosso problema.

E natural que prefeitos de 1º mandato busquem a reeleição. A senhora já está articulando um candidatura?

Estou trabalhando muito forte para cumprir com as peças orçamentárias e também com todo esse cuidado da Covid-19. Esperamos essa decisão quanto o adiamento ou não das esleições. Estou comprometida com esse mandato, que está requerendo muito esforço, não só meu, mas de toda minha equipe. Estou dando prioridade para esse mandatado, não está claro ainda para nós, reeleição é consequência de um trabalho bem executado.

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