ENTREVISTA ESPECIAL

Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 12h:40 | Atualizado: 02/05/2019, 12h:37

Dona de brechó tem roupas de etiqueta a baixo preço e atrai até socialytes - saiba

Rodinei Crescêncio

Nuria

Núria cresceu em São Paulo e, antes que se tornasse moça, virou uma verdadeira garimpeira de brechós. A família sempre consumiu desses meios, sua mãe e tias lhe ensinaram desde cedo que a opção é mais ecológica e barata que em outras lojas. No entanto, na opinião dela o preconceito nas cidades paulistas é menor que em Cuiabá. Sendo assim, a empreendedora resolveu abandonar a fisioterapia que também lhe acarretava alguns problemas de saúde para se dedicar a um sonho antigo: ser dona de brechó.  Há um ano e meio, aluga uma casa de quatro cômodos e só vende peças selecionadas e de boas marcas, como John John, Farm e Animalle. O empreendimento atrai compradores de todos os tipos e até socialytes, que se despiram de preconceitos e aderem à onda ecológica e universal.

Confira os melhores trechos da entrevista.

Como começou neste universo do brechó e como se tornou uma defensora?

Trabalho com marcas conhecidas e por um preço acessível, algumas peças são novas e ainda estão com etiquetas.

Nasci em uma família de brechozeiras, desde cedo aprendi a comprar em brechós. É um estilo de vida, além de um meio muito mais sustentável para o planeta, pois prolongamos o tempo de vida de algumas roupas. Além disso, o preço é bem mais em conta. Em Cuiabá existe preconceito com brechós porque as pessoas ainda não entendem bem o conceito, mas aos poucos pessoas que levam a sério esse negócio estão ajudando na quebra de tabus e no reconhecimento desse mercado.

Qual o seu diferencial no espaço em que montou?

Trabalho com marcas conhecidas e por um preço acessível, algumas peças são novas e ainda estão com etiquetas. Muitas das pessoas que revendo por consignação ou minhas clientes também compram roupas pela internet, que não servem, e deixam comigo para revender. Além disso, cuido do padrão de qualidade e higiene das roupas. Na casa que aluguei com minha sócia a decoração é toda vintage, foi pensada por uma arquiteta e nos quatro cômodos existem peças de roupas. Funcionam como setores de roupas de festas, vestidos, jeans e mais.

Rodinei Crescêncio

Núria

Fisioterapeuta paulista abandona a profissão, por questões de saúde, e abre brechó, há 1 ano e meio, uma paixão antiga, já que sempre gostou dessas lojas

D�cadas Brech�

Brechó fica em uma casa no bairro Santa Amália . Fone: (65) 3626-5233

Como costuma perceber o preconceito das pessoas com esse tipo de negócio?

O preconceito prevalece muito pela falta de conhecimento por parte de algumas pessoas. Há quem pense que as roupas são velhas e fedidas, que talvez tenham pertencido aos mortos. Existem brechós que não tem mesmo esse cuidado com as roupas, mas há quem trabalhe sério e preserve a qualidade. Para isso as pessoas precisam se despir dos preconceitos, eu mesma já converti muita gente que tinha nojo de brechó e hoje só compra aqui comigo.

Qual é seu público e como as pessoas costumam "garimpar" as peças? 

Atendo pessoas de diferentes classes sociais, algumas socialytes, não trabalho com roupas antigas. Elas procuram roupas de marca por um custo menor, algumas das etiquetas que trabalho são Morena Rosa, John John, Farm ou a Animalle. Tem calças caríssimas que encontram aqui por R$ 60, é um preço justo, compensa muito. Algumas pessoas passam mais de cinco horas provando as roupas, eu sei que é prazeroso, até na hora de selecionar algumas peças em São Paulo demoro muito mais que isso. Para mim não é sacrifício, é prazeroso.

Acredita que a era dos brechós é importante para a preservação ecológica do planeta?

Hoje em dia temos que refletir sobre o que vestimos a durabilidade das roupas e que isso não deveria ser tão descartável. Eu gosto das roupas de marca porque normalmente elas têm melhor qualidade. O atendimento do brechó também é diferenciado, ficamos mais próximos dos clientes e viramos amigos, se for a uma loja dessas de grande porte o atendimento é completamente diferente. Eu gosto disso, mudei totalmente o meu estilo de vida e não me arrependo. Trabalhei alguns anos como fisioterapeuta, adquiri uma ler pelos movimentos repetitivos e quando abandonei essa profissão decidi que também seguiria meu sonho, o que eu sempre fui apaixonada, ser dona do meu próprio brechó.

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