ENTREVISTA ESPECIAL

Sábado, 07 de Novembro de 2020, 09h:45 | Atualizado: 07/11/2020, 10h:00

Fávaro refuta ligação com PT e destaca ter sido pró-Bolsonaro no Senado veja vídeos

Rdnews entrevista candidatos ao Senado: Fávaro garante que tem se empenhado como senador

selo elei�es 2020

Disputando a cadeira no Senado que já ocupa interinamente desde abril deste ano, após atuar diretamente na ação que cassou o mandato da ex-senadora Selma Arruda (Podemos), Carlos Fávaro (PSD) nega ser um candidato apenas do agronegócio, mas reforça estar alinhado com o Governo Bolsonaro. No Congresso, se empenhou para mostrar resultados e provar que é o melhor nome para vencer a eleição suplementar de 15 de novembro. Além disso, afirma que sua parceria com o governador Mauro Mendes (que lutou para que fosse liberado pelo DEM a apoiar o amigo) é de extrema importância para Mato Grosso. Em entrevista remota ao , o senador declara que as reformas tributária e administrativa são muito relevantes para termos um poder público mais eficiente, justo e prestador de serviços à população.

Rodinei Crescêncio/Arte/Rdnews

Carlos Favaro raiox

Confira os principais trechos da entrevista gravada de forma remota:

O senhor acredita que tem vantagem eleitoral diante dos demais candidatos por já estar no cargo e poder apresentar ações e até debater o orçamento da União do próximo ano?

Na realidade, quando digo que tenho vantagem nesta eleição por estar no cargo é porque estou prestando contas dos serviços. Mas, se eu tivesse assumido o Senado e tivesse feito pouco ou quase nada de relevante para Mato Grosso, isso seria uma desvantagem para mim.  As pessoas iam dizer que tive oportunidade e não fiz nada, ao contrário disso, assumi há 6 meses com muita dedicação, levantando muito cedo e indo dormir muito tarde, falando só o necessário e trabalhando muito. Com isso, consegui pautas e soluções relevantes ao estado e não só no aspecto financeiro (em que conseguimos mais de R$ 1,3 bilhão), teve ainda medidas importantes como aprovação de lei para o uso de aviões agrícolas no combate aos incêndios florestais, e criação de universidades autônomas em Sinop e em Barra do Garças.

Nilson Leitão cita a proximidade de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, com o PT. Também lembra que o senhor contratou o ex-ministro José Eduardo Cardozo no processo que acabou cassando a ex-senador Selma Arruda. Qual a ligação do senhor com o PT?

Primeiro tenho que dizer que contratei o advogado José Eduardo Cardozo e, diga-se de passagem, muito competente como advogado e ele acompanhou o processo que foi uma ação do Ministério Público Federal. A minha relação com o governo Bolsonaro é muito clara. Eu sou do PSD, partido que tem ministro no governo. O ministro das comunicações Fábio Faria é do PSD e apoiou o presidente. No site Congresso em Foco, por exemplo, mostra que votei na imensa maioria das vezes, 93%, a favor do governo. Meu opositor que diz isso é do PSDB, partido de João Dória que faz oposição ao presidente, um oportunista que se elegeu surfando na onda de Bolsonaro com o “BolsoDória” e nem deu tempo de tomar posse já virou adversário. O presidente não precisa de gente assim em volta dele.

A imagem do presidente Jair Bolsonaro é explorada por praticamente todos os 11 candidatos ao Senado. Qual a relevância de disputar o posto de amigo do presidente para uma eleição suplementar em MT?

O presidente vem buscando colocar um novo ritmo na política pública brasileira, com acerto, erros, mas com muita transparência. Ele é muito autêntico e isso está deixando a população, aparentemente satisfeita. A população quer alguém que apresente suas posições com clareza. Certo ou errado, a gente vai construindo durante o percurso do mandato. O mais relevante é que ele é um presidente determinado, honesto, de posições claras e merece o apoio neste momento. Por isso o estou apoiando com meus votos e posições no plenário.

Rodinei Crescêncio

Carlos F�varo

Senador interino Carlos Fávaro, que tenta se efetivar no cargo, durante entrevista remota ao Rdnews, conduzida pela jornalista Andhressa Barboza

O senhor chegou a ser cotado para assumir o lugar do senador afastado Chico Rodrigues (DEM) na vice-liderança do governo no Senado. Houve esse convite?

Houve sim uma sondagem, eu não quis explorar o assunto. Teve uma sondagem política por causa do meu alinhamento, minha postura. Não foi um convite, disseram que o governo sondava meu nome, via com bons olhos. Acho que devo deixar as coisas acontecerem, até porque eu estou em um período de eleição. Após as eleições, a gente volta a tratar no assunto. Mas só o fato de ter chegado há 6 meses no Senado e ser lembrado para ser vice-líder do governo já me deu muito orgulho. É fruto do bom trabalho que venho desempenhando. Nestes 6 meses já apareci com destaque no site Congresso em Foco como um dos senadores mais influentes do Congresso e em outros sites falando da relevância do meu trabalho. Não tive nenhuma falta nesses 180 dias de mandado, mesmo quando estive 21 dias hospitalizado com um nódulo no pulmão e depois pela Covid-19. Nenhum dia, nem mesmo na UTI, deixei de participar da sessão, deliberar, debater e votar. É papel do parlamentar se dedicar integralmente ao plenário em momento de pandemia.

O Congresso debate duas pautas importantes do governo: as reformas tributária e administrativa. Qual o senhor acredita ser mais urgente?

As duas reformas, administrativa e tributária, tem o mesmo peso na minha opinião. São muito relevantes para termos um poder público mais eficiente, justo e prestador de serviços à população. A Reforma Tributária tem que ser mais justa. Na questão administrativa, quero deixar uma posição muito clara: o direito adquirido dos servidores públicos em ter autonomia no emprego, estabilidade, será preservado. O que é direito adquirido. Já quanto aos novos contratados, acho que setores importantes como saúde, segurança, educação e finanças são estratégicos e nossos servidores precisam de estabilidade e não podem ficar refém da vontade política, de um governador, por exemplo, que ganhe eleição e sabe que determinado delegado foi contra ele e manda demitir. Quanto à Reforma Tributária, precisamos simplificar o sistema tributário brasileiro, em hipótese alguma aumentar a escandalosa carga tributária. Sabemos que é difícil neste momento, não vamos mentir para a população. Precisamos combater a sonegação para que todos paguem. Vou trabalhar para fazer ajustes, em que os mais humildes paguem menos e os mais afortunados paguem mais. Não é só exonerar a cesta básica, tem que desonerar a energia elétrica, o consumo para incentivar a economia. Defendo taxar o capital especulativo, o Brasil fica na mão de apenas cinco bancos ganhando fortunas por ano.

Ser colocado com um dos candidatos do agronegócio, devido a sua ligação com o setor (já foi presidente da Aprosoja), não limita conquistar votos de outros setores do estado?

Não me coloco como um representante somente do agro. Tenho respeito e admiração pelo setor, orgulho de fazer parte desta atividade econômica que é sim uma grande vocação brasileira. Mas, um senador tem que ser muito mais que isso, tem que ser de todos os mato-grossenses. Assim é minha postura no mandato e não está só na fala, está na prática. Aprovei a emenda do PL 39/2020 que melhorava a condição dos estados e municípios com relação à partilha dos recursos, aumentamos em 14x os recursos dos municípios e não fiz para determinado prefeito que me apoiava, fiz para todos. Trouxe recursos para a agricultura familiar, para municípios menores investirem em poços artesianos e as populações carentes tendo água encanada.

Muito se fala do alinhamento com os outros dois senadores, Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (DEM), que não te apoiam. Se eleito, o senhor acredita que vai conseguir esse alinhamento com a bancada?

É importante dizer que estou alinhado e faço parte da base do presidente Bolsonaro e isso traz grande competitividade, oportunidades para MT

Carlos Fávaro

Eu não tenho divergência nenhuma com a bancada federal, tenho amigos, colegas, bom diálogo com todos, respeito por todos, inclusive nas questões ideológicas e posicionamentos políticos. Isso faz bem para Mato Grosso. Uma bancada unida que pensa no estado e respeitando as divergências. Não apoiar, votar diferente do meu grupo, faz parte. E assim a gente se entende, mas na hora de trabalhar, temos que ser todos unidos. Sou amigo de todos e quero manter assim. É importante dizer que estou alinhado e faço parte da base do presidente Bolsonaro e isso traz grande competitividade, oportunidades para MT. Sou aliado do governador Mauro, estive com ele em 2018, ajudei a eleger, participei do governo sendo representante em Brasília durante um ano, estou como senador da base de Mauro. Entendo que esse alinhamento com os governos estadual e federal vai ajudar a população e assim quero continuar fazendo.

O apoio do governador quando tem sofrido críticas do setor do agronegócio, sua base eleitoral, é mais positivo ou pode te prejudicar de alguma forma?

O governador precisou tomar medidas muito duras para consertar o estado que estava desorganizado e com R$ 3 bilhões de restos a pagar, devendo a fornecedores de diversas áreas e precisava de um choque de gestão. Às vezes as medidas são amargas e difíceis, mas ele teve a coragem de fazer. Os frutos, nós vamos começar a colher. Ele já está anunciando programas na ordem de mais de R$ 2 bilhões em investimentos com recursos próprios a partir de 2021. É fruto da honestidade, competência do governador e sua equipe. Eu já estou contribuindo com isso. Como senador, trouxe mais de R$ 1,3 bilhão em recursos aos cofres públicos. Com esse alinhamento, a sociedade vai entender que estamos juntos para melhorar a vida dos mato-grossenses, deixando de lado as questões ideológicas e partidárias, mas amigos unidos por Mato Grosso.

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Comentários (8)

  • Marco | Domingo, 08 de Novembro de 2020, 20h58
    0
    0

    MENTIROSO. VOTOU CONTRA O PRESIDENTE EM MATÉRIAS PARA A SOCIEDADE EM VÁRIAS OCASIÕES.... APERTEI SUA MÃO NO SEMÁFORO DA AV. MATO GROSSO NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA POR EDUCAÇÃO, POIS MINHA VONTADE ERA OUTRA...

  • SERVIDOR PUBLICO ESTADUAL | Domingo, 08 de Novembro de 2020, 19h07
    4
    0

    SE SER LEAL AO BOLSONARO FOR DETERMINANTE ENTÃO O MEDEIROS JÁ ESTÁ ELEITO, PORQUE VOTA 100% COM O BOLSONARO. MATOGROSSO PRECISA DE MUITO MAIS, E NÃO CREIO QUE ESSE SENADOR BIÔNICO SEJA O MELHOR PRA MT.

  • Beto | Domingo, 08 de Novembro de 2020, 15h52
    6
    1

    Quer pegar carona na onda Bolsonaro.

  • Sergio | Domingo, 08 de Novembro de 2020, 14h39
    8
    0

    EU FICO PENSANDOO O QUE LEVA ALGUEM A VOTAR CONTRA OS MAIS POBRES E A.FAVOR DOS BANCOS, FOI EXATAMENTE ISSO QUE FEZ ESSE SENADOR RASTERAO, ESSE PROJETO TAVA NO SENADO ELE VOTOU A FAVOR DOS BANCOS, AGORA É NOSSA VEZ,NÃO VAMOS VOTAR NESSE ZE RASTEIRA

  • Orlandir Cavacante | Domingo, 08 de Novembro de 2020, 11h05
    7
    0

    Candidato de rico

  • Eleitor | Sábado, 07 de Novembro de 2020, 20h07
    12
    2

    E é exatamente por isso que os eleitores de Mato Grosso que 98% é composta de trabalhadores nao irao votar nesse candidato que vota com Bolsonaro porque esse so quer ferrar trabalhador..Favaro jamais pode ter voto de trabalhadores porque ele é representante so dos baroes..

  • José Sotter | Sábado, 07 de Novembro de 2020, 15h58
    0
    0

    José Sotter, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Freitas | Sábado, 07 de Novembro de 2020, 15h21
    14
    1

    Este vai disputar o 5° lugar. População não quer políticos que só atende os ricos.

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