ENTREVISTA ESPECIAL

Quinta-Feira, 13 de Julho de 2017, 08h:30 | Atualizado: 13/07/2017, 08h:37

Filha de político, miss MT diz não seguir passos do pai e vai se dedicar à filantropia

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 A miss Mato Grosso Aline Fontes nasceu em Cuiabá, mas cresceu em Cáceres

Estudante de Direito, a cuiabana Aline Castanha Fontes tem 20 anos e é a atual Miss Mato Grosso. Foi eleita há menos de um mês, em concurso realizado numa festa de gala em um buffet sofisticado da Capital. Além de muito bonita (pesa 57 kg distribuídos em um corpo longilíneo de 1,75 m), ela é filha e neta de políticos. Seu pai, Túlio Fontes, seguiu os passos do avô, Antônio Fontes, e ocupou a cadeira de chefe do Executivo de Cáceres (220 km a leste de Cuiabá), onde ela cresceu. Aline será a representante do Estado no concurso para eleger a Miss Brasil 2017, em disputa que deve acontecer em 19 de agosto, em São Paulo.

Apesar de sua família ter comandado a política da cidade por quatro vezes, duas com o pai, duas com o avô, e ainda ser muito influente tanto lá quanto no Estado, Aline afirma peremptoriamente: “não quero e nem pretendo seguir carreira política”, apesar de também dizer que “nunca podemos dizer nunca”. Além de faixa, coroa, Aline Fontes também ganhou um tratamento odontológico e estético, junto com a viagem para participar do Miss Brasil. Leia abaixo os principais trechos da entrevista que ela concedeu ao .

Você afirma que uma miss não é só beleza, mas tem relevância social e que pretende ajudar as pessoas, como pretende fazer isso?

Toda minha família sempre praticou filantropia, isso é algo de berço, minha família sempre buscou ajudar o próximo. Às vezes não é ajuda financeira, é um afeto, um carinho, um abraço; também vejo dessa forma. Quando entrei na faculdade, no centro acadêmico, fiz um projeto de direito constitucional para ensinar às pessoas que não têm acesso quais são seus direitos, porque isso é realmente muito importante para termos uma sociedade justa, igualitária. O cidadão precisa saber de seus direitos e deveres. Como miss, posso ajudar a ampliar esse projeto, agora mesmo, a casa da Mãe Joana (que atende pessoas adoecidas, normalmente sem família, em decorrência do HIV) está precisando de ajuda. Sempre vou dar o meu máximo para ajudar o próximo.

Você cresceu em Cáceres mesmo?

Sim, nasci em Cuiabá, mas com menos de um mês de vida fui para Cáceres, então, sempre falo que nasci em Cuiabá, mas cortei o umbigo lá (risos). Minha vida sempre foi em Cáceres, minha educação, meus amigos, são todos de lá, e eu amo minha cidade.

Como foi viver numa cidade de 90 mil habitantes hoje e que quando você nasceu mal passava dos 65 mil?

Foi maravilhoso, porque tive uma infância em contato com a natureza, com meus familiares sempre perto. Cresci rodeada de primos, da minha família, uma infância moleca. Pude aproveitar muito, correr muito, andar de bicicleta, ter uma infância pé no chão, em contato constante com belezas naturais. Sou muito grata a isso.

Túlio Fontes, seu pai, é ex-prefeito de Cáceres, assim como seu avô, Antônio Fontes (ambos por duas vezes), pretende seguir a carreira política?

Sempre acompanhei muito a política e me mantive informada de tudo que está acontecendo com o mundo, as atualidades, mas essa parte mais política fica para o meu pai, que é mais engajado nisso.

Há um festival mundialmente famoso de pesca por lá. Você sabe pescar?

Eu confesso que gosto de pescar, agora, pegar o peixe já é outra história (risos). Mas gosto muito. Também adoro o contato com a natureza, como disse antes.

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Aline Fontes é estudante de Direito, mas agora se dedica a miss

Já desejou ou deseja morar em outro lugar, como Estados Unidos ou Europa?

Eu sempre quero viajar, conhecer novas culturas. Acho isso muito importante, mas minha cidade do coração é Cáceres, meu estado é Mato Grosso. Por mais que possa morar em outros lugares às vezes, viajar bastante, todas minhas raízes estão em Mato Grosso.

Ser miss não é algo ultrapassado?

Não acho. Acho que o concurso vem se renovando a cada dia, a cada ano. O concurso se renovou agora, com a entrada da Polishop há alguns anos. Hoje em dia, a miss não é mais a miss de antigamente - é uma mulher engajada, moderna, que tem um empoderamento muito grande. Então, a miss hoje em dia realmente se atualizou, foi mudando conforme as transformações sociais do dia a dia, mesmo o miss universo, que foi atualizado agora. Conforme a sociedade avança, o concurso se renova e a miss passou a ter um poder social muito grande, que pode transformar causas sociais. E esse é o que eu considero, na verdade, o grande papel de uma miss.

Mesmo advinda de um clã político, escolheu ser miss. O que a motivou?

Acompanho tudo sobre política, obviamente, mas o desejo de ser miss sempre foi meu, desde criança. Sempre admirei as misses, sempre ficava impressionada com o charme e a elegância de cada uma e com o tempo fui percebendo que o papel muito mais importante dela na sociedade, muito mais do que ser só uma mulher bonita. Há um engajamento social e é isso que torna ela uma mulher realmente brilhante e importante, um exemplo.

O que acha de seu pai ser político e seu avô, ainda antes dele, também o ter sido, sendo hoje uma classe tão mal vista pela sociedade?

Tenho muito orgulho do meu pai, do meu avô, tenho orgulho do caráter da minha família e de todos os princípios que sempre me passaram, da honestidade. Todos têm um caráter e uma transparência muito grandes, ensinamentos que vêm desde criança. Sou muito grata à minha família por todos os ensinamentos.

Ainda assim não pretende nunca seguir os passos deles?

Não. Não pretendo seguir carreira política, apesar de não podermos nunca dizer nunca. Tenho outros projetos e agora estou focada em ser miss Mato Grosso, em representar nosso Estado, nossas potencialidades para o Brasil e, se Deus quiser, conseguir a coroa de Miss Brasil.

A miss passou a ter um poder social muito grande, que pode transformar causas sociais. E esse é o que eu considero, na verdade, o grande papel de uma miss.

O que seu pai acha disso?

Graças a Deus, sempre tive o apoio de toda minha família. Meu pai sempre me incentivou e deu forças em todos os momentos. Só cheguei até onde cheguei agora com o apoio dele e de toda a população cacerense, dos amigos e familiares que sempre estiveram ao meu lado e são minha base, realmente.

Não há nenhuma espécie de pressão para seguir os passos deles?

Não, não há nenhuma. Meu pai sempre falou para seguir o que eu realmente gosto, nunca me pressionou a nada. Sempre me educou e foi um pai maravilhoso e presente, só tenho a agradecer pela forma como me trata, pelo pai que ele é e por sempre ter me incentivado a estudar, por sempre dizer que estudar é das coisas mais importantes que eu tinha que fazer. Sou grata a ele e ao meu avô por todos os ensinamentos.

Seu pai costuma acompanhar sua carreira de miss?

Sim. Eles sempre está do meu lado, assim como minha mãe. O apoio familiar é imprescindível nesse mundo das misses.

Vai advogar algum dia ou pretende tornar-se modelo e atriz?

O futuro eu deixo na mão de Deus. Agora estou focada realmente em me preparar para o Miss Brasil, em estudar muito, pois o estudo a gente leva para o resto da vida. Quero me preparar para representar muito bem Mato Grosso. Além disso, vou terminar a faculdade de Direito e ver o que vai ser pela frente.

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Comentários (2)

  • Jorge | Quinta-Feira, 13 de Julho de 2017, 20h42
    0
    0

    Caramba, e eu que pensei que essa menina era Cácerense.sera que tão querendo, furtar até a mis de Cáceres

  • Observador | Quinta-Feira, 13 de Julho de 2017, 20h16
    3
    3

    Esqueceram de falar que mora no Rio de janeiro, não tem nada há haver com Matogrosso, só porque o pai foi prefeito.

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