ENTREVISTA ESPECIAL

Quinta-Feira, 23 de Março de 2017, 10h:03 | Atualizado: 23/03/2017, 11h:17

Lorena Ly fala como é a vida depois da superexposição no The Voice

Fabio Motta

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Cantora mato-grossense Lorena Ly ficou após participar do programa global The Voice Brasil

A cantora mato-grossense nascida em Juscimeira, mas criada em Cuiabá, Lorena Ly, tem 29 anos (vai fazer 30, em 29 de abril) e uma sólida carreira pautada no inegável talento, burilado desde a infância, quando frequentava a Igreja Presbiteriana do CPA 2, lugar onde emitiu as primeiras notas. Participante da versão brasileira do programa holandês The Voice no ano de 2015, viu seu nome ganhar projeção nacional em uma proporção que só conseguia imaginar quando decidiu competir pelo título de A Voz na Rede Globo de Televisão. O país inteiro a viu e ouviu. Mesmo com os muitos elogios de colegas de ofício, músicos e público em geral, ela ficou nas quartas de final da competição. Logo depois, retornou a Cuiabá e seguiu aqui a busca por seu lugar ao sol em uma carreira desde sempre competitiva e árdua. Ela aceitou falar ao sobre como está sua vida antes e depois da fama e dos planos para o futuro. Confira, abaixo, na íntegra a entrevista.

 Você começou a cantar com que idade?

Profissionalmente, comecei aos 16 anos. Mas canto desde a infância. Comecei na igreja, desde muito pequena.

 Igreja de qual orientação?

Sou cristã e, naquele tempo, era da Igreja Presbiteriana do CPA 2.

O que mudou depois da fama?

Mudou o cachê, essencialmente, que aumentou, com certeza. O pessoal cria uma expectativa por causa do programa ser da Globo, assim, fiquei mais conhecida aqui no Estado. As pessoas passam a te olhar de forma diferente após te verem numa telinha, mais como artista mesmo. Antes, o olhar era mais comum; hoje, é com mais intensidade. Não sei como explicar, mas acho que é mais ou menos isso.

 Isso rendeu dinheiro?

Rendeu algum sim. E é sempre bem-vindo, apesar de não ter rendido muito. 2016 foi um ano difícil de trabalhar, por exemplo. Em 2015, com certeza, aproveitei mais, tive mais acesso a bons cachês. Hoje está mais normal.

Aproveitei intensamente aquele momento. Tudo na vida são fases e momentos, temos que seguir o que o destino nos coloca para enfrentar

Como era a Lorena Ly antes e depois do The Voice?

Quando a gente se vê, se conhece melhor. Quando assisti aos vídeos, às vezes pensava “nossa, consegui fazer isso”. Querendo ou não, sou das que mais me criticam por querer fazer tudo perfeito (risos). Quando não fica perfeito, fico meio cabisbaixa. Sou o tipo de pessoa que me critico muito, profissionalmente falando.

Passou a se ver de maneira diferente de como se via antes?

Teve diferenças, sim, mas foram poucas. Não subiu tanto assim não para minha cabeça (risos). Há duas formas de se ver: como artista e como cantora. E eu prefiro mil vezes só me ver como cantora. Acho que é o que me faz mais feliz. Já tem muito artista, então, conviver no meio, lá na Globo, meio que faz as pessoas se deslumbrarem. Eu prefiro viver de música, não como artista, mesmo sabendo que uma coisa está ligada à outra, prefiro ser só cantora mesmo.

 Você não acha que a exposição no programa foi muito efêmera?

Não acho não. Vi e vejo como saber surfar na onda. Aproveitei todos os momentos possíveis, da maneira que se pode imaginar. Aproveitei intensamente aquele momento. Tudo na vida são fases e momentos, temos que seguir o que o destino nos coloca para enfrentar. Acho que foi isso: surfei na onda.

 Alguns consideram que preferiu voluntariamente sumir, outros confundiram com estrelismo. O que aconteceu?

Depois de um momento desses de exposição, a gente quer se retrair um pouco. Acho que fiquei um pouco mais retraída para ver qual seria meu próximo passo, o que fiz até hoje e o que eu quero fazer. Sempre vai haver um momento em que estaremos lá em cima e um momento em que estaremos lá embaixo. Isso é normal, é da vida.

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 Cantora mato-grossense  Lorena Ly 

Sua carreira não estaria em outro patamar caso tivesse se mudado para São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo?

Eu tive vontade sim de ir pro Rio, até fiquei um mês lá, trabalhando repertório com o Nelson Sargento, grande figura do samba, lenda viva até hoje. Mas é muito difícil o acesso, e eu acho que o melhor caminho hoje é a internet, independente de mídia, de tevê, de Rede Globo, acho que é o caminho em que a gente se sente mais próximo da nossa música, porque podemos fazer o que quisermos. Colocar o que eu quiser na rede social, as pessoas vão achar bom ou ruim, se achar bom, ótimo, se acharem ruim, tentaremos melhorar e achar outro caminho.

Não acha que as coisas teriam sido diferentes? Por que não o fez (mudar para um grande centro)?

Na verdade não sei te responder essa pergunta, se teria sido diferente. Muitas pessoas me perguntam “o que você está fazendo aqui ainda?”, mas eu ainda tenho coisas a fazer aqui: gravar minhas músicas, trabalhar mais as canções que quero interpretar, gravar e mostrar. O que a internet compartilhar de bom grado, vou achar muito bem-vindo, pois a internet é o melhor caminho, eu acho, para quem está começando. Quem sabe a tevê nem vá mais nem existir daqui a um tempo, não é? A internet é um caminho que as pessoas ainda estão correndo atrás (para entender como fazer).

 Há planos para o futuro imediato?

Sim, há canções muito boas de compositores daqui como Joelson Conceição, Estela Ceregatti, Luciana Bonfim e Rocco Martins, que estou trabalhando. E também tem o Antonio Brito, compositor da música do videoclipe O Vento e a Flor, lançado ano passado. Tenho bastante shows marcados ainda para março e, como te falei, tenho muito a aprender aqui, com as pessoas daqui. Vou fazer 30 anos e estou muito bem. Já sei que tudo é apenas uma questão de saber surfar na onda.

Fabio Motta

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 Cantora nascida em Juscimeira, mas criada em Cuiabá, Lorena Ly ainda não quis deixar Mato Grosso para tentar consolidar a carreira e grandes centros como SP

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