ENTREVISTA ESPECIAL

Quinta-Feira, 13 de Setembro de 2018, 10h:09 | Atualizado: 13/09/2018, 10h:28

Wellington avalia rivais e diz faltar diálogo a Taques e humildade a Mauro - veja vídeo

Candidato ao governo pelo PR, Wellington Fagundes fala sobre longevidade política e futuro de MT

Rodinei Crescêncio/Rdnews/Arte

Wellington Fagundes Raio X

 

Candidato a primeira vez para o governo do Estado, mas com um histórico de sete eleições vencidas em 27 anos de vida pública, Wellington Fagundes (PR) nega que ser um político de carreira impede a oxigenação dos poderes ocupados por pessoas eleitas pelo voto. Em contrapartida, o candidato alega experiência suficiente para ser o portador do diálogo e das parcerias enquanto chefe do Poder Executivo estadual. Com essa citada aptidão, promete que valorizará os servidores públicos, pagará salários em dia, promoverá saúde, educação e segurança, terá projetos para a logística e ainda sobrará tempo para cuidar de ir a Brasília defender recursos para investimentos no Estado. Apesar de se pregar um pacificador, o candidato critica os principais adversários políticos. Ao governador Pedro Taques (PSDB), que tenta reeleição, o republicano chama de “enclausurado”, alguém que não sabe se comunicar e nem ouvir. A Mauro Mendes (DEM), Wellington avalia que falta humildade, que o democrata só olha de cima para baixo e que menospreza os mais pobres.

Confira os melhores trechos da entrevista:

O senhor defende muito o diálogo quando fala de assuntos prioritários. Quais são as áreas prioritárias que o senhor vai estabelecer na sua gestão como governador?

Nós não estamos em uma guerra. Estamos em uma concorrência eleitoral. Por isso, que eu penso que acima de tudo temos que apresentar o que vamos fazer pela população. Ficar só falando do passado cabe aos órgãos de controle, cuidar daquilo que pode ser qualquer desvio. No meu caso, como candidato a governador tenho que trazer esperança e o que poderei fazer pela população e não o que é papel dos órgãos de controle. Quero que minha história de vida seja analisada. Mato Grosso tem potenciais pouco explorados. Só na área de extração mineral temos menos de 1% explorado, porque precisamos de tecnologia e logística. Como estamos no centro, precisamos construir estradas. Nas estradas vicinais precisamos fazer parcerias com os municípios, usar os recursos do Fethab. Precisamos de um governante obediente à lei. Para promover o desenvolvimento, respeitando o cidadão e o meio ambiente.

Gilberto Leite

Wellington Fagundes

Wellington Fagundes (PR), candidato ao governo de Mato Grosso, em visita à sede do Rdnews, na semana passada, quando concedeu entrevista

Como o senhor avalia o teu histórico parlamentar. Ao todo são 27 anos de vida pública, ou seja, o senhor fez da política uma profissão. Isso não lhe causa constrangimento diante do clamor social que se fortalece por oxigenação na política e no serviço público?

Quando eu fui candidato a primeira vez eu dizia: é renovação com decisão. E essa renovação continua. Cada dia na minha vida é uma renovação, porque quando eu termino o meu dia, vou deitar e faço minha oração, também faço a análise do que posso melhorar. Eu procurei a cada dia mais me aperfeiçoar, a ouvir as pessoas. Hoje vejo o cidadão desmotivado porque a saúde não chega, não tem amparo, não tem segurança. Mas eu tenho lutado muito para combater isso. Eu faço o que é meu dever, que é responder a confiança da população. Estou preparado. Mato Grosso precisa muito mais que um gerente, precisa de um governador próximo das pessoas.

Percebe-se que um grande impasse para os municípios é o entrave causado pela burocracia e a cascata que se transforma o repasse dos recursos. Como lidar com essa burocracia e o que é possível fazer para que os municípios se desenvolvam?

Fazer leis que descomplicam o Estado. Para isso temos que ter parcerias. O governo não pode ser isolado. Precisamos trabalhar com todos os poderes, ouvir o povo. Vamos trabalhar em harmonia. No atual governo, a grande promessa inicial para a economia era criar um ambiente de negócios. Por outro lado, não se percebeu o aumento considerável na instalação de novas empresas, principalmente, indústrias em Mato Grosso nos últimos quatro anos.

Como trazer equilíbrio para a área econômica? E o senhor também cita a questão do incentivo fiscal, qual é a sua avaliação em relação a este tema?

Todos têm qualidade, e é natural no ser humano ter deficiências

Wellington Fagundes

O incentivo fiscal em um Estado como o nosso é necessário. A questão é controlar como é dado esse incentivo. O problema é que muita gente que recebeu incentivo não cumpriu como determina a lei em retribuir o Estado com as contrapartidas necessárias. O Estado também não fiscalizou. Para promover qualquer cadeia produtiva, precisa-se de parcerias duradouras, com universidades, por exemplo.

O senhor reconhece alguma qualidade dos adversários? Se sim, qual?

Todos têm qualidade, e é natural no ser humano ter deficiências. Não posso ficar apontando erro dos adversários, quem tem que julgar é a população. Pedro Taques acho que é um lutador, tem um grande problema que é a falta de diálogo, se enclausurou. Mauro Mendes também é uma pessoa determinada, mas o problema é que olha de cima para baixo, subestima o valor das pessoas as vezes, não tem humildade.

Qual o futuro que o senhor deseja para Mato Grosso nos próximos quatro anos?

Mato Grosso é um Estado muito rico. Não se pode falar em crise. Vamos tirar o “s” e criar.

 

Confira trecho da entrevista com Wellington Fagundes, em que ele fala sobre qualidade de adversários:

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Comentários (6)

  • Moreira | Sexta-Feira, 14 de Setembro de 2018, 17h42
    2
    0

    E falta honestidade pra esse daí...

  • pedrita | Sexta-Feira, 14 de Setembro de 2018, 14h34
    0
    0

    e honestidade ao que nomina os dois!

  • Marionaldo | Sexta-Feira, 14 de Setembro de 2018, 10h06
    1
    0

    Marionaldo , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Aloisio | Quinta-Feira, 13 de Setembro de 2018, 22h03
    5
    6

    Voto 22. WF . Porque ele demonstra ser um homem simples, com maturidade política, para atender a questões dos problemas sociais tanto campo como da cidade .

  • Maria | Quinta-Feira, 13 de Setembro de 2018, 16h49
    9
    6

    Sou professora, voto 22, Taques massacrou a nossa classe e se aliou aos mesmos réus do período Silval Barbosa, que agora migraram oportunisticamente para o palanque do Mauro Mendes.

  • Davi | Quinta-Feira, 13 de Setembro de 2018, 16h37
    8
    7

    O Mauro Mendes já deixou claro que pretende desregulamentar a carga horária dos policiais, fruto de uma grande luta e assim como o Pedro Taques prometeram fazer a malfadada Reforma da Previdência no estado. Por isso voto 22, se Deus assim quiser vai conseguir ir para o segundo turno e virar contra o Mauro Mendes (que diga-se de passagem é ainda melhor que o Taques).

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