Estado e seus Servidores

Terça-Feira, 02 de Abril de 2019, 14h:04 | Atualizado: 03/04/2019, 08h:08

SALÁRIOS E BENEFÍCIOS

Adunemat critica divulgação de salários e aponta falta de recursos na universidade

A Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) emitiu nota em que considera matéria publicada pelo na segunda (1) um ataque contra os professores da instituição. A nota, contudo, não contesta os dados obtidos pela reportagem junto ao Portal Transparência do Governo do Estado.

A associação lembra que o Estado renunciou, em 2018, a R$ 3,5 bilhões em impostos a favor “um punhado de empresas”. Enquanto isso, dos R$ 325 milhões de orçamento da Unemat, apenas R$ 280 milhões foram liberados pelo Governo, gerando déficit nos cofres da instituição. Desse montante, 90% foi utilizado para o pagamento de salários, calcula a associação.

Os professores afirmam que “há sacrifício da Educação Superior para que os cofres públicos financiem meia dúzia de bilionários”.

É preciso salientar que os ganhos institucionais são maiores do que o investimento salarial

Adunemat

A reportagem trouxe o dado de que dos 802 professores efetivos, 443 têm doutorado. “A formação de doutores, tanto para atuar nas regiões Norte e Centro-Oeste, bem como a formação de doutores nessas regiões é fato recente, considerando os últimos 20 anos, que consistiu de iniciativas e investimentos de programas de pós graduação com foco nessas regiões, onde sempre houve menor oferta de formação de graduação, pós-graduação e pessoal qualificado”, diz a nota.

A presença dos doutores, que era apenas um quando a universidade foi criada, levou a Unemat ao cenário nacional e internacional, segundo a associação. “Não há maior ativo numa Universidade do que seu quadro de pessoal. É preciso salientar que os ganhos institucionais são maiores do que o investimento salarial”, afirma.

A Adunemat defende que professores em regime de dedicação exclusiva no nível inicial recebem R$ 6,6 mil brutos. Doutores têm salários brutos na instituição entre R$ 15,2 mil e R$ 23,6 mil brutos “em 30 anos de serviços prestados”.

“Muito longe da alta remuneração divulgada na matéria e dos altos salários de outros Poderes e, ainda, dos benefícios dos grandes empresários com as renúncias fiscais dos cofres públicos”, diz a associação.

Os valores trazidos pela entidade de classe dizem respeito aos salários base da carreira. A reportagem analisou três meses da folha de pagamentos da universidade: novembro e dezembro de 2018 e janeiro de 2019. Além dos salários, foram constatados vencimentos incluindo outros direitos trabalhistas e benefícios que, somados à remuneração mensal, chegaram, em alguns acasos, a valores entre R$ 46 mil e R$ 80 mil brutos.

“É desonestidade intelectual selecionar e divulgar remunerações de servidores que, ocasionalmente, estão acima dos valores reais, em razão de recebimento de férias, décimo terceiro, progressões na carreira de forma retroativa e sentenças judiciais. Não se tratam de vencimentos pagos indevidamente, não se trata de desvio, fraude. E se assim fosse, a Unemat possui procedimentos, garantidos pela autonomia universitária, para apuração de eventuais irregularidades”, defende a Adunemat.

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Comentários (6)

  • Giupna | Quarta-Feira, 03 de Abril de 2019, 05h40
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    4

    Carlos, ou você não leu a matéria ou não conseguiu entender, formação de DOUTORADO não é qualquer curso exige tempo, dedicação e competência remuneração é um dos retornos; e o maior problema do estado são as isenções fiscais que sempre são em favor de financiadores de campanha política.

  • Paulo Luz | Terça-Feira, 02 de Abril de 2019, 22h43
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    6

    Um especialista concursado da UNEMAT, ganha mais que um DOUTOR dedicação exclusiva na UFMT. É brincadeiraaaaaaaaaaaaaaaaaa rapaz

  • Carlos | Terça-Feira, 02 de Abril de 2019, 20h12
    7
    12

    Esses funcionários públicos vão quebrar o Brasil. Vai quebrar literalmente

  • Bianca | Terça-Feira, 02 de Abril de 2019, 17h02
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    A questão é que uma universidade de quinta categoria não pode pagar o mesmo que outra de primeira. Isto só acontece no Brasil. Veja as federais e por tabela as estaduais e municipais. Compare com o que acontece em outros países cujo grau de pesquisa é sensivelmente maior e não tem essa paridade. Simples assim.

  • João José de Amorim | Terça-Feira, 02 de Abril de 2019, 16h41
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    Não é mesmo. Há um processo de aprendizagem bem maior do que entrar numa empresa privada atraves de uma entrevista ou indicação de um amigo e Assim sucessivamente. FAÇA UM CONCURSO CARLOS.

  • Carlos | Terça-Feira, 02 de Abril de 2019, 15h29
    9
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    A progressão de carreira do setor público é igual ao setor privado, igualzinho né.

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