VENCIMENTOS E BENEFÍCIOS

Auditor do Estado chega a ganhar R$ 131 mil em único mês de 2018 - pagamentos

José Dorileo é o auditor com maior pagamento nos últimos 4 meses do ano, segundo Portal Transparência

Selo Estado e seus Servidores

 

Auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE) chegaram a receber mais de R$ 100 mil em um único mês, entre salários e demais benefícios a que têm direito em 2018. O dá continuidade à série “Estado e seus servidores” com levantamento dos salários dos auditores entre os meses de setembro e dezembro do ano passado.

Além de subsídio, adicional de férias, gratificação natalina e subsídio por cargo em comissão, direitos trabalhistas em atraso foram pagos no período. Os auditores do Estado também têm direito a Verba Indenizatória (VI) no valor de R$ 5.625,00 mil. No levantamento junto ao Portal da Transparência, a reportagem identificou que a VI foi paga nos quatro meses.

O maior valor foi pago ao auditor José Celso Dorileo Leite, em setembro. Foram R$ 131.588,58 mil brutos, sendo R$ 3.099,96 mil de adicional de férias, R$ 6.548,34 mil de gratificação natalina, R$ 6.387,81 mil por cargo comissionado, R$ 5.625,00 de Verba Indenizatória, e mais R$ 109.927,47 mil de subsídio. Com descontos de Imposto de Renda, Previdência e retenção em razão do teto constitucional, o salário ficou em R$ R$ 55.415,46 mil. À época, Dorileo ocupava o cargo de controlador-geral do Estado.

Lotado na Superintendência de Controle em Gestão Fiscal e Patrimonial, o auditor Carlos Alberto Rodrigues de Melo recebeu o segundo maior valor o período: R$ 127.002,53 mil, no mês de dezembro. Apenas relativo ao subsídio, foram R$ 114.313,76 mil. Ainda constam na folha pagamento valores referentes a adicional de férias (R$ 2.191,58 mil), gratificação natalina (R$ 4.872,19) e VI (R$ 5.625,00). Mesmo com as reduções de Imposto de Renda, Previdência e teto constitucional, ainda foram pagos R$ 81.646,20 mil.

O salário base dos auditores varia entre R$ 17.125,99 mil e R$ 33.554,66 mil. São 10 níveis e quatro classes de progressão na carreira até o salário mais alto.

A CGE exerce funções de fiscalização interna do Poder Executivo. Os auditores públicos realizam funções de correição, prevenção e combate à corrupção, de ouvidoria, de incremento da transparência da gestão no âmbito da administração pública e de proteção do patrimônio.

Criada como Auditoria Geral do Estado em 1979, o órgão teve as funções ampliadas em 2014, ao ser transformada em controladoria. Relatórios produzidos pelo órgão vêm subsidiando operações do Ministério Público contra o crime organizado.

Rodinei Crescêncio/Arte/Rdnews

Quadro sal�rios CGE

Quadro mostra os maiores pagamentos nos últimos 4 meses de 2018 aos servidores lotados na CGE; José Celso Dorileo foi quem ganhou mais no período

Outro lado

Ao , a Assae - associação dos auditores - frisou que os valores pagos são, em grande parte, referentes à progressão vertical dos servidores que não foram pagos no devido tempo. "Frise-se que muitos dos processos de progressão estavam inertes desde 2015, havendo, portanto, uma demora do Estado em quase quatro anos para reconhecer o direito. Em alguns casos de salário acima da tabela há também o pagamento relativo a 1/3 constitucional de férias. Ambas situações estão dentro da legalidade".

A Assae declarou que a Verba Indenizatória se justifica para gastos com transporte e qualificação profissional, de forma a compensar o não recebimento de diárias para deslocamento, além de custeio para compra de obras técnicas e cursos de aperfeiçoamento. A verba seria ainda um "importante incentivo" à atualização profissional e à qualificação dos profissionais.

"Sobre a atuação dos auditores da CGE, importante enfatizar que, em quatro anos, resultou na economia de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos em razão dos trabalhos desenvolvidos nas áreas de controle e auditoria. Em termos de recursos recuperados, a cifra é de R$ 1,7 bilhão, a maioria desse montante foi devolvida aos cofres públicos por meio do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), em conjunto com os demais órgãos que o integram. Resumidamente, em números concretos, podemos afirmar que, em quatro anos, os auditores contribuíram no retorno de R$ 2,9 bilhões à sociedade", defendeu a Assae.

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