Estado e seus Servidores

Segunda-Feira, 04 de Fevereiro de 2019, 16h:08 | Atualizado: 05/02/2019, 09h:51

VENCIMENTOS E BENEFÍCIOS

Auditor do Estado chega a ganhar R$ 131 mil em único mês de 2018 - pagamentos

José Dorileo é o auditor com maior pagamento nos últimos 4 meses do ano, segundo Portal Transparência

Selo Estado e seus Servidores

 

Auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE) chegaram a receber mais de R$ 100 mil em um único mês, entre salários e demais benefícios a que têm direito em 2018. O dá continuidade à série “Estado e seus servidores” com levantamento dos salários dos auditores entre os meses de setembro e dezembro do ano passado.

Além de subsídio, adicional de férias, gratificação natalina e subsídio por cargo em comissão, direitos trabalhistas em atraso foram pagos no período. Os auditores do Estado também têm direito a Verba Indenizatória (VI) no valor de R$ 5.625,00 mil. No levantamento junto ao Portal da Transparência, a reportagem identificou que a VI foi paga nos quatro meses.

O maior valor foi pago ao auditor José Celso Dorileo Leite, em setembro. Foram R$ 131.588,58 mil brutos, sendo R$ 3.099,96 mil de adicional de férias, R$ 6.548,34 mil de gratificação natalina, R$ 6.387,81 mil por cargo comissionado, R$ 5.625,00 de Verba Indenizatória, e mais R$ 109.927,47 mil de subsídio. Com descontos de Imposto de Renda, Previdência e retenção em razão do teto constitucional, o salário ficou em R$ R$ 55.415,46 mil. À época, Dorileo ocupava o cargo de controlador-geral do Estado.

Lotado na Superintendência de Controle em Gestão Fiscal e Patrimonial, o auditor Carlos Alberto Rodrigues de Melo recebeu o segundo maior valor o período: R$ 127.002,53 mil, no mês de dezembro. Apenas relativo ao subsídio, foram R$ 114.313,76 mil. Ainda constam na folha pagamento valores referentes a adicional de férias (R$ 2.191,58 mil), gratificação natalina (R$ 4.872,19) e VI (R$ 5.625,00). Mesmo com as reduções de Imposto de Renda, Previdência e teto constitucional, ainda foram pagos R$ 81.646,20 mil.

O salário base dos auditores varia entre R$ 17.125,99 mil e R$ 33.554,66 mil. São 10 níveis e quatro classes de progressão na carreira até o salário mais alto.

A CGE exerce funções de fiscalização interna do Poder Executivo. Os auditores públicos realizam funções de correição, prevenção e combate à corrupção, de ouvidoria, de incremento da transparência da gestão no âmbito da administração pública e de proteção do patrimônio.

Criada como Auditoria Geral do Estado em 1979, o órgão teve as funções ampliadas em 2014, ao ser transformada em controladoria. Relatórios produzidos pelo órgão vêm subsidiando operações do Ministério Público contra o crime organizado.

Rodinei Crescêncio/Arte/Rdnews

Quadro sal�rios CGE

Quadro mostra os maiores pagamentos nos últimos 4 meses de 2018 aos servidores lotados na CGE; José Celso Dorileo foi quem ganhou mais no período

Outro lado

Ao , a Assae - associação dos auditores - frisou que os valores pagos são, em grande parte, referentes à progressão vertical dos servidores que não foram pagos no devido tempo. "Frise-se que muitos dos processos de progressão estavam inertes desde 2015, havendo, portanto, uma demora do Estado em quase quatro anos para reconhecer o direito. Em alguns casos de salário acima da tabela há também o pagamento relativo a 1/3 constitucional de férias. Ambas situações estão dentro da legalidade".

A Assae declarou que a Verba Indenizatória se justifica para gastos com transporte e qualificação profissional, de forma a compensar o não recebimento de diárias para deslocamento, além de custeio para compra de obras técnicas e cursos de aperfeiçoamento. A verba seria ainda um "importante incentivo" à atualização profissional e à qualificação dos profissionais.

"Sobre a atuação dos auditores da CGE, importante enfatizar que, em quatro anos, resultou na economia de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos em razão dos trabalhos desenvolvidos nas áreas de controle e auditoria. Em termos de recursos recuperados, a cifra é de R$ 1,7 bilhão, a maioria desse montante foi devolvida aos cofres públicos por meio do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), em conjunto com os demais órgãos que o integram. Resumidamente, em números concretos, podemos afirmar que, em quatro anos, os auditores contribuíram no retorno de R$ 2,9 bilhões à sociedade", defendeu a Assae.

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Comentários (19)

  • Ilze | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 18h47
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    1

    Walter, não são "muitos" funcionários como você diz no seu comentário que ficam ricos no serviço público. As carreiras que pagam muito e possibilitam até que seus componentes morem nas ilhas de prosperidade da cidade, são pouquíssimas. A maioria dos servidores são mesmo os barnabés, e tem vida bastante simples. É importante frisar conforme relata os órgãos de pesquisa econômica, que os parcos ganhos desse grupo majoritário da máquina pública é que fazem girar a roda da economia representada principalmente pelo comercio varejista e de serviços, setores que realmente dão mais empregos formais. Quanto ao gari, o coitado era terceirizado de uma empresa que presta serviços para prefeitura municipal de Cuiabá e o coitado foi atropelado quando estava trabalhando, por uma aposentada desse super restrito grupo onde estão os marajás.

  • Thiago Martelo | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 12h39
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    1

    Olha!! Essa ASSAE, foi criada unica e exclusivamente para brigar por salários de.MARAJÁS!! Esses Servidores ganhavam 10 salarios mínimos no final da carreira. Agora são 17 salários no início de carreira!! Fora os penduricalhos que aprovaram quando passaram para Controladoria!!! Pra eles não tem impacto finaceiros!!! ABSURDO!!! Ajudaram o ESTADO a estourar a Lei de Responsabilidade Fiscal!!! EXTINÇÃO JÁ!!! JÁ EXISTE O TCE E o Controle Interno!!!!

  • Wagner | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 12h18
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    1

    Senhor Walter, o gari também é um servidor, só que representa mais de 90% dos servidores que não tem nenhum previlégio e muito menos bons salários como muitos afirmam por aí sem conhecer a reealidade.

  • Servidor | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 09h44
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    1

    O engraçado que sempre aparece um para dizer que esta lá por competência, que se quiserem façam concurso etc...uma grande idiotice isso...na regras na nossa lei maior sobre o teto de salarios e nesses orgãos que se dizem ter apenas pessoas competentes esse valores todos ultrapassam o teto...esse ai é um exemplo vejam que não um abaixo de 40 mil....senhores competentes sejam realmente competentes e tirem essa verbas essas gratificações e recebam o salario justo...mais 40 mil é justo?

  • Boris | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 08h50
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    3

    E o nossos digníssimos políticos que não fazem nada em prol a sociedade, ficam achando que cargos comissionados e contratos são o prejuízo para os cofres do estado onde mandam muitos pais de famílias embora. ISSO É UMA VERGONHA, por muito tempo já não voto nessa classe suja que é politico.

  • Walter | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 08h48
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    Realmente serviço público além de dar estabilidade, agora serve para enriquecer muitos as custas de quem paga impostos! Uma tragédia Nacional!! UM exemplo claro, o caso do Gari atropelado e sem perna, não esta conseguindo pagar a conta de Luz. quase a metade da conta são impostos para conseguir bancar servidor!!

  • alexandre | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 08h43
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    indeniza, quem trabalha em casa em cuiaba....

  • Nucirda | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 07h53
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    Ou acaba com essa vergonha de VI ou paga para todos. Este estado é de uma incoerência absurda. E ainda quem recebe ainda acha ético. O Governo para dar uma resposta limpida à sociedade matogrossense, tem que acabar ou pagar para todos.

  • Nucirda | Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 07h47
    6
    2

    Verba Indenizatória é muita sacanagem, indeniza em nada, nada, nada, nada... Disso o Mauro não lembra ou não sabe(rsrrs). TEM QUE ACABAR JÁ.

  • Sônia | Segunda-Feira, 04 de Fevereiro de 2019, 22h32
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    Vocês da iniciativa privada estão morrendo de inveja. Se ganhamos esse salário é por que temos competência para isso. Passamos em um concurso público. Não adianta chorar. Vocês trabalham, pagam impostos e nos recebemos nossos salários, simples assim. E parem com a choradeira, seus invejosos.

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Tramita na Câmara Federal o projeto 832/2019, do deputado José Medeiros, requentando uma proposta de 2007 do então deputado Jair Bolsonaro, propondo extinguir o Exame da Ordem como exigência para inscrição na OAB e, assim, poder exercer a profissão. O que você acha disso?

Concordo - esse Exame tem de acabar

Discordo - bacharel precisa, sim, se submeter ao Exame

Sei lá!

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de um mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.