Estado e seus Servidores

Quinta-Feira, 07 de Março de 2019, 07h:15 | Atualizado: 07/03/2019, 12h:44

VALOR BRUTO

Desembargadores recebem até R$ 57 mil e auxílios saúde, comida e moradia - veja

Rdnews continua série de reportagens com análise dos salários pagos nas repartições públicas de MT

Selo Estado e seus Servidores

 

Desembargadores do Tribunal de Justiça (TJMT) receberam entre R$ 34,8 mil e R$ 57 mil nas folhas de pagamento dos últimos quatro meses. Os valores incluem, além dos salários-base, benefícios como os auxílios alimentação e saúde. Os magistrados no Estado também têm direito a auxílio-moradia.

O dá continuidade à série “Estado e Seus Servidores”, na qual são levantados os salários pagos a funcionários de todos os poderes em Mato Grosso. A reportagem checou as folhas de pagamento correntes dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2018, além de janeiro deste ano do TJMT.

A folha de pagamento dos atuais 29 desembargadores custou, em média, R$ 1,1 milhão por mês no período observado no levantamento. Uma das vagas, deixada pela desembargadora aposentada Cleuci Terezinha Chagas, ainda deve ser preenchida. O tribunal aguarda a abertura do orçamento de 2019 para publicar o edital para inscrição dos juízes interessados na vaga.

O TJMT gastou em 2017, último balanço disponível no Portal Transparência, R$ 1 bilhão com salários. Desembargadores que ocupam os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral são aqueles que têm, costumeiramente, os vencimentos mais altos. Em outubro do ano passado, por exemplo, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, à época corregedora-geral, teve R$ 50,3 mil brutos entre salário e demais benefícios. Foi o maior valor bruto daquele mês. Com os decontos, porém, o salário líquido da magistrada foi de R$ 14,5 mil.

O aumento de 16,38% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) impactou os vencimentos dos membros do Judiciário em Mato Grosso. O salário-base, que era de R$ 30,4 mil, subiu para R$ 35,4 mil a partir de dezembro do ano passado.

Em janeiro deste ano, o presidente do tribunal, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, somou R$ 57 mil entre salário e benefícios, o mais alto valor entre os desembargadores das quatro folhas de pagamento analisadas. Foram R$ 35,4 mil da remuneração básica somados a R$ 3,9 mil de vantagens pessoais e R$ 17,7 mil de vantagens eventuais, como férias e gratificações. Com os descontos de Imposto de Renda, teto constitucional e Previdência, o presidente do tribunal recebeu R$ 27,5 mil.

Rodinei Crescêncio/Arte/Rdnews

Quadro salario dos desembargadores

No quandro, valores pagos aos desembargadores sem descontos; nos 4 meses, Carlos Alberto da Rocha, presidente do Poder foi quem mais ganhou

Os magistrados têm direito a auxílios para despesas com alimentação, moradia e saúde. No caso de gastos com tratamento médico, os desembargadores recebem reembolso por despesas que ultrapassem a cobertura dos planos de saúde, incluindo passagens aéreas para procedimentos realizados em outros estados, em até R$ 800 por mês.

Além disso, são R$ 1,1 mil de auxílio-alimentação e R$ 4,3 mil de auxílio-moradia. Em fevereiro, o Tribunal de Justiça regulamentou o auxílio-moradia seguindo novas regras instituídas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com as mudanças, apenas cinco magistrados têm direito a receber o auxílio.

Antes disso, o pagamento deste auxílio era tido como uma maneira de compensar anos sem recomposição salarial aos magistrados.

“A indenização será destinada exclusivamente ao ressarcimento de despesas comprovadamente realizadas com aluguel de moradia ou hospedagem administrada por empresa hoteleira, sendo vedada a sua utilização para o custeio de despesas com condomínio, telefone, alimentação, impostos e taxas de serviço”, diz trecho da resolução que regulamentou o benefício.

A reportagem procurou a Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) para comentar o assunto, mas não houve retorno.

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Comentários (9)

  • Chacal | Sexta-Feira, 08 de Março de 2019, 08h54
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    A imoralidade começa onde deveria terminar.

  • Valter | Sexta-Feira, 08 de Março de 2019, 08h11
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    É UMA VERGONHA! Depois os aposentados que irão quebrar o País. Como está não tem como continuar. Ou esses absurdos terão FIM ou nós não vamos aguentar pagar salários para esses profissionais que prestam um desserviço a população.

  • Moacir | Sexta-Feira, 08 de Março de 2019, 05h07
    6
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    Esses auxílios, verba indenizatória são acintosos, inaceitáveis e vergonhosos. São recursos autorizados por um legislativo inescrupuloso e por uma justiça falida em todos os sentidos.

  • jj | Quinta-Feira, 07 de Março de 2019, 19h32
    8
    0

    e o professor que leciona nas escolas recebendo salarios de mais ou menos 2.800,00 reais, recebe que tipo de auxilio, OBS; acho que era pra receber pelo menos auxilio livros para capacitar ele e os alunos, agora, auxilio moradia, é o fim da picada

  • Edith | Quinta-Feira, 07 de Março de 2019, 17h45
    8
    4

    Não encontro lógica nem legalidade nessas remunerações. É bastante discutível sob todos os aspectos, especialmente por tratar-se de uma instituição que combate a injustiça e a corrupção na acepção da palavra.

  • INGREDIENTES PARA AS 200 PIZZAS DO | Quinta-Feira, 07 de Março de 2019, 09h59
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    3

    AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO? AUXÍLIO MORADIA? VERGONHOSO E INACEITÁVEL! AINDA QUE ACINTOSAMENTE LEGAL, É PODRE DEMAIS!!!!!

  • Indignado com os corruptos | Quinta-Feira, 07 de Março de 2019, 08h51
    21
    3

    Quem deveria dar o exemplo, são os primeiros a usurpar o cidadão contribuinte. Se os de cima dão o mau exemplo, os debaixo, reagirão com total desobediência as leis, talvez, por isso, se vê os índices de criminalidade crescendo tanto no Brasil. O judiciário deveria ser formado por homens íntegros, porém, ao meu ver, deixa muito a desejar. lamentável que, ninguém, acredita nesses desembargadores.

  • alex r | Quinta-Feira, 07 de Março de 2019, 08h40
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    2

    Existe o tal teto constitucional em mt?

  • Armindo de Figueiredo Filho | Quinta-Feira, 07 de Março de 2019, 08h23
    18
    3

    DE NOVO OUTRA LISTA!!! OUTRA VERGONHA !! Toda semana , vem uma à TONA....Esses salários "VULTUOSOS" não condiz com a situação caótica, em que passa e continua passando o Estado de MT. LAMENTÁVEL!!!!!E isso, vem ha muito..... Não estão dizendo, que a máquina está falida, quebrada, no vermelho , déficit pra lá , déficit pra cá......ORA!! !ORA!! ORA!!! Se não me falhe a memória!!!..., a mídia já deve ter publicado , umas dez listas com os mesmos patamares de salários. O que precisa neste pais, é a " EXTINÇÃO" de salários vinculados, aos salários dos ministros do STF....HAJA "CASCATAS" para aguentar esse EFEITO.. Se persistirem nisso, o Festival de Salários , com suas respectivas "listinhas" vultosas, Não vão parar de assustar a maioria dos trabalhadores assalariados deste país.... . E TEM MAIS>>>>>>Passaram por cima do TETO!!!Não obedeceram????Se tem PENDURICALHOS!!! (auxilio moradia, creche,auxilio cultura (LIVROS), licença premio, auxílios processos, combustíveis, carros, alimentação , moradia ... .... e mais outros absurdos que tem por aí .....Que se preparem... Já há no "CONGRESSO NACIONAL"" UM..ANTE PROJETO PARA ACABAR DEFINITIVAMENTE COM ESSES DESMANDOS>>> Chamado ""PACOTE ANTI P R I V I L E G I O S """ Juntamente com a PEC DOS ""PENDURICALHOS"" ENFIM...... T[Á NA HORA DE ACABAR COM TUDO ISSO....ESTAMOS EM NOVA ERA........ FIM DE PAPO....

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Concordo - esse Exame tem de acabar

Discordo - bacharel precisa, sim, se submeter ao Exame

Sei lá!

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de um mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.