Estado e seus Servidores

Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 07h:15 | Atualizado: 01/04/2019, 17h:07

CARREIRA NO ENSINO SUPERIOR

Folha mensal da Unemat consome mais de R$ 21 mi; maioria é doutor - veja tabela

Selo Estado e seus Servidores

 

A folha de pagamentos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) custou pelo menos R$ 21 milhões por mês aos cofres públicos entre novembro do ano passado e janeiro deste ano. Os professores são maioria no quadro de funcionários, que também tem servidores técnicos.

O dá continuidade à série “Estado e seus servidores”, na qual são levantados os vencimentos dos trabalhadores vinculados aos Poderes em Mato Grosso. No caso da Unemat, foram analisadas as folhas de novembro e dezembro de 2018 e janeiro de 2019. As informações foram obtidas por meio do Portal Transparência.

Em novembro, universidade gastou R$ 21 milhões com o funcionalismo. Em dezembro, foram R$ 43,6 milhões em razão do pagamento do 13º salário.

Em janeiro, os gastos com vencimentos dos 1.255 professores representaram R$ 19,8 milhões na Unemat. A categoria de agente universitário, que tem 585 trabalhadores, foi a segunda que mais pesou na folha salarial, com R$ 3,4 milhões. O total do orçamento gasto com salários na universidade foi R$ 24,6 milhões naquele mês.

quadro sal�rios unemat

Confira, acima, a tabela com os maiores salários da instituição de ensino. O mais alto bruto é  de R$ 80 mil, em outubro, mas há outros altos rendimentos 

O orçamento total da instituição é vinculado a, no mínimo, 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado com previsão de aumento de 0.1 ponto percentual por ano a partir de 2013. Em 2018, foram R$ 345 milhões, sendo 2,5% da RCL. O mesmo percentual é previsto para 2019.

De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, são apenas 50 professores graduados ou especialistas entre os efetivos, classificados na classe A. Já os mestres, classe B, totalizam 309 professores efetivos enquanto doutores, classe C, são 443, o maior número entre os professores efetivos.

Entre aqueles com dedicação exclusiva, de 40 horas semanais, graduados e especialistas podem chegar a R$ 10,2 mil. Mestres têm o salário base de no máximo R$ 19,1 mil, enquanto doutores podem chegar a R$ 23,6 mil.

Entre os meses pesquisados, o maior vencimento foi pago ao professor João Ferreira Filho, do Departamento de Matemática, em novembro. Foram R$ 73,4 mil pagos de subsídio, mais R$ 4,8 mil de gratificação natalina e R$ 2,3 mil de férias. Foram R$ 80,6 mil brutos e R$ 52,9 mil líquidos após deduções de imposto de renda e contribuição previdenciária.

Segundo apurou a reportagem, o valor diz respeito à chamada Unidade Real de Valor (URV). O professor entrou, ao lado de outros 10 servidores públicos, com ação na Justiça para receber a diferença salarial quando da implantação do Plano Real no país. O Estado foi condenado a pagar reajuste de 11,98% no salário, de maneira retroativa, por perdas referentes à saída do Cruzeiro para o Real.

Em contato com a reportagem, a defesa do servidor informou que a decisão relativa à URV ainda não transitou em julgado. A defesa, porém, não soube informar a que se referia o valor pago em novembro de 2018 ao servidor.

Marco Antonio Pagel, do Departamento de Geografia, teve o maior vencimento de dezembro de 2018. Dos R$ 46 mil pagos em valores brutos, R$ 44,3 mil diziam respeito a subsídios, incluindo direitos retroativos, e R$ 1,7 mil a férias. Com as deduções, foram R$ 30,6 mil líquidos.

A professora do Departamento de Pedagogia Elizeth Gonzaga dos Santos Lima teve o maior vencimento de janeiro deste ano. Para chegar ao vencimento de R$ 58,7 brutos, foram pagos a ela o salário de R$ 21,4 mil, R$ 24,2 mil de abono da contribuição previdenciária, R$ 2,3 mil de abono da previdência referente à gratificação natalina, e ainda R$ 10,7 mil de adicional de férias. Com os descontos, o vencimento líquido da professora foi de R$ 42,3 mil naquele mês.

Postar um novo comentário

Comentários (24)

  • Felipe Moura | Terça-Feira, 02 de Abril de 2019, 20h06
    2
    0

    UNEMAT com esse salário? Recentemente a UNICAMP, universidade também pública, com doutores altamente capacitados, teve também a publicado em um site, as maiores remunerações dos seus servidores. Praticamente se equivalem. Agora eu pergunto, há comparação entre as duas universidades?

  • renato carlos | Terça-Feira, 02 de Abril de 2019, 16h37
    0
    0

    renato carlos, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • João Carlos Machado Sanches | Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 22h10
    9
    35

    NOTA EM DEFESA DAS CARREIRAS DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DA UNEMAT Infelizmente, parte da imprensa de Mato Grosso serve à campanha de desmoralização dos serviços públicos e dos servidores. Uma estratégia recorrente dos últimos governos do Estado de Mato Grosso, repetida pelo governo Mauro Mendes que iniciou elegendo os servidores públicos como seus inimigos. A bola da vez é a UNEMAT. E não faltarão opiniões de que o ensino privado é mais barato do que o ensino público. De fato. Mas, normalmente não observam que as universidades públicas figuram, sistematicamente, entre as melhores avaliações do MEC, desde que essas avaliações foram instituídas pelo Governo Federal. A Universidade não é fábrica de diploma. É espaço de formação de qualidade e produção de conhecimento. Quanto isso custa? Na matéria publicada no Portal de notícias RDNEWS de hoje (01.04.2019), foram selecionados vencimentos que não correspondem à remuneração fixa dos servidores da UNEMAT. Trata-se de estratégia de espetacularização de situações isoladas e recortadas cirúrgica e intencionalmente para produzir uma narrativa contra os servidores públicos. Essa estratégia visa induzir a população contra a instituição que realiza a formação de pessoas desde a graduação até o pós-doutorado, proporcionando vivência acadêmica que, no interior do Estado de Mato Grosso, não existiria possibilidade de acesso sem os que se dedicam em trabalhar nos lugares mais longínquos e com defasagem de estrutura acadêmica e outros recursos culturais. Distorcem os fatos, criam factoides para angariar simpatia da população, com o objetivo de desqualificar e criminalizar os serviços e servidores públicos. Além do sofrimento do povo trabalhador sem direito e sem salário, querem explorar o que seria atribuído como “privilégio” dos que tem salários e carreiras. A equação parece simples: atacar os servidores para desmontar os serviços públicos. Algumas questões devem ser colocadas: Há Universidade sem professores? Há pesquisa e pós-graduação sem doutores? Há gestão sem técnicos? Não há. O que querem é que, por trás de uma visão tacanha de educação, tudo possa se converter em mercadoria barata, para servir os pobres. É que os ricos em Mato Grosso se aproveitam da renúncia fiscal, tem outros privilégios e não dependem da UNEMAT. Em 2018 foram 3,5 bilhões de renúncia fiscal para um punhado de empresas, enquanto a UNEMAT teve orçamento de 325 milhões, o governo liberou para utilização pouco mais de 280 milhões da fonte do Tesouro do Estado, ou seja, a UNEMAT recebeu menos do que era de direito no orçamento.

  • Samuel Laudelino Silva | Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 20h58
    8
    6

    Mais um detalhe, os salários de professores e de todos os outros servidores do estado é resultado de seu empenho e dedicação na carreira. São esses salários que giram à economia dos municípios e do estado. Salário é gasto onde o servidor esta, logo, não devemos confundir a população com matérias sensacionalistas e com finalidade de destruir as carreiras, nesse caso, não apenas pública, mas as carreiras como um todo.

  • Samuel Laudelino Silva | Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 20h44
    9
    0

    Sugiro que este expediente continue a publicar as remunerações, mas, não fiquem apenas no Executivo. Vejam o Judiciário e especialmente o Legislativo. Peço que a reportagem exclareçs a sociedade, sem criar barulho desnecessário na sociedade. As remunerações apontadas na reportagem na é a rotina salarial desses servidores. Outra questão, a UNEMAT já teve os melhores salários do Brasil. Hoje não é mais. Aliás o grande salto que a UNEMAT teve em Pesquisa, em Extensao e Ensino foi em função das remunerações atrativas de anos atrás. Agora se querem acabar com o trabalho desenvolvido pela UNEMAT, basta estagnar os salários. Por fim, professorem deveriam ter as maiores remunerações, assim teríamos mais chances de desenvolvermos como nação.

  • Aluno UNEMAT | Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 19h45
    22
    15

    Estudo lá, a maioria fica só falando mal do governo, exaltando o comunismo e planejando a próxima greve.

  • peixoto | Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 16h52
    14
    5

    PROFESSOR TEM QUE ESTAR NO TETO, COM ESSES SALARIOS! FAZEM JUS! O ERRADO É PROFESSOR GANHAR MAL!

  • Odilson Pedro de Souza | Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 12h48
    7
    15

    Eu passei no curso de zootecnia em ponti e Lacerda não consegui me manter lá pois só dá valor em alunos de outros estados vc nós MT só pagar a conta as casa ninguém do estado consegue desesti pagava aluguel e mais um ônibus senhores deputados e pessoas de outros estados q te elegem ?

  • elias | Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 12h38
    10
    4

    E dai?

  • Bolsonaro Cuaibano | Segunda-Feira, 01 de Abril de 2019, 12h30
    8
    14

    Um Absurdo!!! tem gente nessa relação que é somente especialista é apenas contratado.

Matéria(s) relacionada(s):

À reeleição com ou sem Juarez Costa

rosana martinelli curtinha   Em Sinop, Capital do Nortão, a prefeita Rosana Martinelli (PR) deve mesmo buscar à reeleição no ano que vem, com ou sem o apoio do deputado federal Juarez Costa (MDB) no palanque. Nos bastidores, o ex-prefeito, de quem Rosana foi vice, tem dito que pode entrar no páreo por não...

Toninho iludido com apoio dos Campos

toninho_curtinha   O empresário Toninho Domingos, vice-prefeito por duas vezes, com Nereu Botelho e Jayme Campos, está acreditando numa candidatura a prefeito de Várzea Grande com o apoio dos Campos, mas está sendo iludido. O senador Jayme Campos, marido da prefeita Lucimar, que não pode ir à...

Governador ignora greve da educação

Assim como na época em que era prefeito de Cuiabá, quando enfrentou grevistas, especialmente na saúde, e agiu de forma contundente e dura, o governador Mauro Mendes adota postura similar em relação aos profissionais da Educação, que já estão há mais de 30 dias fora das salas de aula. Recorrendo a argumentos técnicos e jurídicos, usando até pareceres que vetam a concessão de reajustes, Mauro...

AL homenageia Caravana do Inter

Deputado Faissal   A Assembleia aprovou Moção de Congratulação para a Caravana Colorada (leia aqui) que visita    Cuiabá, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Tangará da Serra a partir do dia 28. A proposta do deputado Faissal (foto), que é...

Governo tira R$ 26 mi de obras de MT

wellington fagundes curtinha   Alegando crise fiscal e outras prioridades, o governo federal simplesmente remanejou R$ 26,5 milhões, que já estavam assegurados para obras rodoviárias em MT pelo Ministério de Infraestrutura, para poder contemplar a pasta da Economia e Planejamento. Desse montante, R$ 8 milhões...

TCE declara prefeita Lucimar à revelia

lucimar campos curtinhas   O conselheiro do TCE Guilherme Maluf declarou à revelia a prefeita Lucimar Campos (foto), de Várzea Grande, em um processo de tomada de conta especial que aponta danos ao erário. Foram feitos pagamentos indevidos à empresa contratada Selprom Tecnologia. A esposa do senador Jayme Campos deve...

ENQUETE

Tramita na Câmara Federal o projeto 832/2019, do deputado José Medeiros, requentando uma proposta de 2007 do então deputado Jair Bolsonaro, propondo extinguir o Exame da Ordem como exigência para inscrição na OAB e, assim, poder exercer a profissão. O que você acha disso?

Concordo - esse Exame tem de acabar

Discordo - bacharel precisa, sim, se submeter ao Exame

Sei lá!

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de um mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.