CARREIRA NO ENSINO SUPERIOR

Folha mensal da Unemat consome mais de R$ 21 mi; maioria é doutor - veja tabela

Selo Estado e seus Servidores

 

A folha de pagamentos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) custou pelo menos R$ 21 milhões por mês aos cofres públicos entre novembro do ano passado e janeiro deste ano. Os professores são maioria no quadro de funcionários, que também tem servidores técnicos.

O dá continuidade à série “Estado e seus servidores”, na qual são levantados os vencimentos dos trabalhadores vinculados aos Poderes em Mato Grosso. No caso da Unemat, foram analisadas as folhas de novembro e dezembro de 2018 e janeiro de 2019. As informações foram obtidas por meio do Portal Transparência.

Em novembro, universidade gastou R$ 21 milhões com o funcionalismo. Em dezembro, foram R$ 43,6 milhões em razão do pagamento do 13º salário.

Em janeiro, os gastos com vencimentos dos 1.255 professores representaram R$ 19,8 milhões na Unemat. A categoria de agente universitário, que tem 585 trabalhadores, foi a segunda que mais pesou na folha salarial, com R$ 3,4 milhões. O total do orçamento gasto com salários na universidade foi R$ 24,6 milhões naquele mês.

quadro sal�rios unemat

Confira, acima, a tabela com os maiores salários da instituição de ensino. O mais alto bruto é  de R$ 80 mil, em outubro, mas há outros altos rendimentos 

O orçamento total da instituição é vinculado a, no mínimo, 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado com previsão de aumento de 0.1 ponto percentual por ano a partir de 2013. Em 2018, foram R$ 345 milhões, sendo 2,5% da RCL. O mesmo percentual é previsto para 2019.

De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, são apenas 50 professores graduados ou especialistas entre os efetivos, classificados na classe A. Já os mestres, classe B, totalizam 309 professores efetivos enquanto doutores, classe C, são 443, o maior número entre os professores efetivos.

Entre aqueles com dedicação exclusiva, de 40 horas semanais, graduados e especialistas podem chegar a R$ 10,2 mil. Mestres têm o salário base de no máximo R$ 19,1 mil, enquanto doutores podem chegar a R$ 23,6 mil.

Entre os meses pesquisados, o maior vencimento foi pago ao professor João Ferreira Filho, do Departamento de Matemática, em novembro. Foram R$ 73,4 mil pagos de subsídio, mais R$ 4,8 mil de gratificação natalina e R$ 2,3 mil de férias. Foram R$ 80,6 mil brutos e R$ 52,9 mil líquidos após deduções de imposto de renda e contribuição previdenciária.

Segundo apurou a reportagem, o valor diz respeito à chamada Unidade Real de Valor (URV). O professor entrou, ao lado de outros 10 servidores públicos, com ação na Justiça para receber a diferença salarial quando da implantação do Plano Real no país. O Estado foi condenado a pagar reajuste de 11,98% no salário, de maneira retroativa, por perdas referentes à saída do Cruzeiro para o Real.

Em contato com a reportagem, a defesa do servidor informou que a decisão relativa à URV ainda não transitou em julgado. A defesa, porém, não soube informar a que se referia o valor pago em novembro de 2018 ao servidor.

Marco Antonio Pagel, do Departamento de Geografia, teve o maior vencimento de dezembro de 2018. Dos R$ 46 mil pagos em valores brutos, R$ 44,3 mil diziam respeito a subsídios, incluindo direitos retroativos, e R$ 1,7 mil a férias. Com as deduções, foram R$ 30,6 mil líquidos.

A professora do Departamento de Pedagogia Elizeth Gonzaga dos Santos Lima teve o maior vencimento de janeiro deste ano. Para chegar ao vencimento de R$ 58,7 brutos, foram pagos a ela o salário de R$ 21,4 mil, R$ 24,2 mil de abono da contribuição previdenciária, R$ 2,3 mil de abono da previdência referente à gratificação natalina, e ainda R$ 10,7 mil de adicional de férias. Com os descontos, o vencimento líquido da professora foi de R$ 42,3 mil naquele mês.

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